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domingo, novembro 13, 2011
LITERATURA ERÓTICA
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domingo, novembro 06, 2011
AO REDOR DA PIRA ONDE QUEIMA O AMOR
Imagem:
arte de Mariza Lourenço.
AO REDOR DA PIRA ONDE
QUEIMA O AMOR
sexta-feira, junho 03, 2011
ELAS FAZEM POESIA & SEXO
Imagem: fotomontagem de Adrienne Bessa.
ELAS FAZEM POESIA & SEXO
A ALMA SAFADA DE DIANA BALIS
A PAIXÃO DOS VÔOS POÉTICOS DE SANDRA SALGADO
OS FELINOS & ESCANDALOSOS VERSOS DE CANDY SAAD
O TRAJE DE LUZES – A POESIA REUNIDA DE LAURA AMÉLIA DAMOUS
A CAÇA TRIUNFANTE DA ODALISCA DE SANDRA FAYAD
A EXPRESSÃO SENSUAL DOS VERSOS DE MARTA RODRIGUEZ
OS POEMETOS ACONCHEGANTES DE ROSA PENA
O ÊXTASE SEM CENSURA DA SONINHA PORTO
AS MUITAS FACES DO AMOR DE VERA SALBEGO
OS VERSOS SEDUTORES DE IARA MEL
OS VERSOS PICANTES DA LADY M
OS DESEJOS DE ÍSIS
UM SONETO E DOIS CONTOS DA AMANTE PROFISSIONAL PORTUGUESA PAULA LEE
POEMAS SENSUAIS DA MOÇAMBICANA TANIA TOMÉ
OS SENSUAIS VERSOS PELO AVESSO DE JADE DANTAS
O JEITO SENSUAL DE POETAR DA LILIA DINIZ
OS VERSOS DERRAMADOS DE AKASHA DE LIONCOURT
A SEDUÇÃO DOS VERSOS DE MILENE POSSAS SARQUISSIANO
QUATRO POEMAS SENSUAIS DE ELIANE FERREIRA DE CERQUEIRA LIMA
A ESPANHA DE ANNE VALENTINE
O FOGO INTENSO DO PRAZER POR UMA NOITE SÓ DA DEUSA FREYA.
A FOLIA SENSUAL NA MADRUGADA FERTIL DE HELENA CRISTINA
A PROVOCAÇÃO SENSUAL DOS VERSOS DE ANDREA LUCIA GUARÇONI
A FOLYA DE LETRAS DA LYA FER
AS LOUCURAS DE AMOR DE GRACE FARES
A ENTREGA DOS VERSOS DE ANA LAGO DE LUZ
OS VERSOS EXPRESSOS DE MIRTES WALESKA SULPINO
O SABOR DA PAIXÃO DE SONIA NOGUEIRA
O VÔO PROIBIDO DE AILA SAMPAIO
OS SUSSURROS PROIBIDOS DE FABBY LIMA
OS FRUTOS DO PARAISO DE VILMA ORZARI PIVA
A CINDERELA DOS DESEJOS DE CARLA TOSCANO
AS COISAS SENSUAIS DOS BLOGS DE LALI
OS ORGASMOS LITERÁRIOS DE WRITER MONT´BLANCK
A LITERATURA LICENCIOSA DE NARCEJA (ANA M.)
A FESTA MARAVILHOSA DE GINA COSTA
A SENSUALIDADE MUSICAL DA CANTORA SOL
A PAIXÃO DOS VERSOS DE SUELI DO ESPÍRITO SANTO
A EXPRESSÃO SENSUAL DOS VERSOS DE ANGELA LARA
A PODEROSA SENSUALIDADE DE DERINHA ROCHA (1960-2010)
OUTROS CONTOS ERÓTICOS DA MIRITA NANDI
IMAGENS & VERSOS: A ARTE ERÓTICA DE LARISSA MARQUES
O CONTO ERÓTICO DE MIRITA NANDI
E a LITERATURA ERÓTICA REUNIDA de Joyce Mansour, Lia Luft, Glaura Silva Alvarenga, Hilda Hilst, Elizabeth Barret Browning, Mariza Lourenço, Ethel Feldman, Clevane Pessoa de Araujo Lopes, Juracy Ribeiro, Sueli Fajardo, Sarinha Freitas, Liria Porto, Branca Tirollo, Ana Cristina Pozza, Livia Tucci, Van Luchiari, Sonia Delsin, Regina Rodrigues, Beth Joy, Lih Meine, Silvia Mara, Vera Linden, Marieta Dobal Campigli, Nilza Menezes, Lucia Nobre, Elen Viana, Luli Coutinho e muito mais!
Tudo porque TODO DIA É DIA DA MULHER!!!!
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sábado, fevereiro 12, 2011
DELÍCIAS DO PASSADO

Imagem do pintor húngaro Michael von Zichy.
PRIMEIRO ENCONTRO: - A ENTREGA QUENTE NO FRIO DE JUNHO
Luiz Alberto Machado
Era dia dos namorados e eu solitário num quarto de hotel. A tarde caia e eu estava pelando de frio sem nada pra fazer. Resolvi tomar umas e outras no restaurante para esquentar os nervos e a carcaça. Nessas horas, o melhor a fazer é não pensar em nada, só deixar levar pela intuição. E fui. Desci e quando lá cheguei, logo dei por falta do note book, o que me fez retornar aos aposentos. Nossa, que coisa?! Sempre me esqueço das coisas, ô cabecinha tonta essa minha de confundir sonhos com realidade, andar todo atrapalhado e nunca dar uma dentro de certeiro.
De volta, já no elevador, dei de cara com uma elegante e simpaticíssima mulher que me saudou com um riso mais que acolhedor.
- Tudo bem? -, disse-lhe afetuosamente.
- Ótimo! -, respondeu-me com ar de espalhafato rolando um lance.
Ajudei a colocar suas malas ali, quando ela me disse:
- Terceiro, por favor.
Cliquei na tecla desejada e ficamos nos fitando desajeitadamente. Parece que algo ocorria no ar, de nós termos de nos desfigurar na maior das embatucadas situações. Ela sempre risonha e amável se arrumando no compartimento com as malas e bolsas. Eu tentando ajudar. Cheio de pernas e mãos, eu mais atrapalhava.
- Obrigada -, respondeu-me compreensiva como quem sacasse minha intenção solidária.
- De nada.
Chegou o andar dela, segui levando suas malas até o seu apartamento. O 305. Lá adentrei e depositei sua bagagem num canto próximo da cama.
- Oh, como posso agradecer? -, perguntou-me solícita.
- Nada, foi um prazer ajudá-la. Vou pro restaurante, qualquer coisa estarei ao dispor no 501.
- Ah, é?
- É.
- Então daqui a pouco passo por lá.
- Espero.
- Obrigada e até daqui a pouco.
- Até daqui a pouco.
Saí sentindo que ela queria me beijar, aquela impressão que a gente fica de não se dar o luxo à licenciosidade, mas a timidez não me deixou o atrevimento ir até tão longe no primeiro contato.
Logo me lembrei do note book e fui buscá-lo no apartamento. Ao me apossar dele, rumei pro restaurante, refiz todo trajeto, elevador, escadarias, batentes, portas e gentes e lá chegando pedi uma cerveja.
A garçonete simpática derramou o líquido numa tulipa enorme.
- Quer comer alguma coisa? Está aqui o menu.
- Obrigado, por enquanto só a cerveja.
Abri o note book e fiquei vasculhando os arquivos para rascunhar algum texto. Sorvi de um gole só todo líquido da tulipa e já enchia mais para nova talagada.
Comecei a repassar algumas sugestões de versos que eu havia esboçado, tentando ali encontrar a melhor forma de expressar a metáfora. Fiz e refiz muitas vezes, mas nenhuma das formas encontradas me satisfazia.
Fiquei entretido com isso longo tempo e já estava na segunda cerveja quando ela chegou toda altaneira numa saia vermelha que lhe pronunciava as formas, uma blusa colada no corpo denunciando seus seios quase pulando fora, um batom combinando com a saia, uma maneirice dócil que explorava sua brancura fascinante.
- Olá?
- Olá! -, respondi-lhe com surpresa agradável e acentuada.
- Sou Késnia e você?
- Luiz Alberto Machado.
- O escritor que vai fazer uma palestra agora de noite? Uau! Pela primeira vez me sento ao lado de uma pessoa importante.
Nem respondi, estava com as faces queimando, totalmente ruborizado, todo encabulado e tomando um gole para me recompor.
- Que coisa! Venho participar do congresso e logo estou com o palestrante da noite! Hum... isso é muito bom.
Mais sem ter como dizer, titubeando demais, num esforço descomunal ainda disse-lhe:
- Servida? -, apontando para a cerveja.
- Não, prefiro vinho.
Chamei a garçonete que anotou o pedido.
- Diga-me uma coisa: você é também do Nordeste?
- Sou pernambucano e moro em Maceió.
- Que bom, também sou nordestina com muito orgulho. De São Luis do Maranhão. Adoro Recife, nunca fui a Maceió. Mas sei que tem praias lindas.
- É, são muito belas as praias pernambucanas e alagoanas.
Disse-lhe insinuando o olhar pelo decote dela que me sugava pros seios espremidos no sutiã vermelho que combinava com o batom e a saia. A sua pele branca transpirava sensualidade e eu não conseguia dizer nada, só balbuciar algumas frases e ingerir os goles da cerveja. Era uma sedução proposital. E eu me enovelando na volúpia como se jogando dentro de um redemoinho.
O aquecedor do restaurante incomodava dela ficar inquieta, afogueada e mais lúbrica, ao que sugeri que fôssemos para o lado de fora, onde o frio imperava. Seguimos para lá e ela sentou-me ao meu lado maravilhada com o final da tarde. Na verdade era um lindo crepúsculo, um espetáculo.
- A sua palestra começa que horas? -, perguntou-me interessada.
- Está marcada para as 19 horas.
- Nossa, já são quase 6 da tarde, preciso me embonecar para vê-lo.
Aí sorveu o vinho e esvaziou o copo, despedindo-se.
- Vou me aprontar. Preciso estar nos trinques para ouvi-lo. A gente se vê lá no auditório.
Antes de sair sapecou um beijo carinhoso nas minhas faces, dizendo:
- Lindão. Chego já por lá.
Fiquei observando o seu andar manemolente, seu corpo assimétrico e voluptuoso. O seu rebolado me enfeitiçou, parece que ela mais me provocava propondo loucuras orgíacas e libidinosas. Eu, na minha, já com idéias mirabolantes revirando o quengo, tudo de coisas de beijos, fodas, sacanagens e muita curtição.
Fiquei aturdido quando me dei conta de que devia me aprontar também. Chamei a garçonete, paguei a conta e zarpei pro banho.
Aquele trajeto todo refeito me deu estímulo para um banho frio dos bons, daqueles que gosto. Não sou achegado a uma água quente, prefiro fria mesmo. Entrei de vez embaixo do chuveiro e a frieza aplacou minha tesão. Logo me enxuguei, me enrolei na toalha e fui escolher meu figurino. Nunca tive muita paciência para isso. Peguei a primeira camisa que vi, o palitó, uma calça, meias, lenço e o sapato. Logo estava pronto e perfumado além da conta.
O relógio marcava 18;40hs. Desci até o auditório do hotel. Lá já se encontravam muitas pessoas. Fui recepcionado pela promotora do evento que me encaminhou para um canto reservado dos cômodos. Uns 20 minutos depois, ouvi uma voz feminina daquelas de locutoras sensuais falando minha biografia. Logo me identifiquei, ninguém sabe mais de mim que eu mesmo. A diferença era que a coisa era mais afetada, elogiosa demais, ou era impressão minha.
Ela me anunciou e subi ao palco.
Fui levado por uma jovem bela até a tribuna e lá segurei os nervos e danei-me a falar.
Não demorou muito e encontrei com o olhar a Késnia toda radiante na platéia. Foi aí que me amostrei e danei blá blá blá pra cima.
Quando menos espero, já uma hora e meia decorrida, dei por finalizada. Aplausos eclodiram e a locutora abriu o microfone para a platéia que me sabatinou por mais duas horas e meia. Pensei que não terminasse mais.
Findado o debate, agradeci e saí de lá descendo a escada para a platéia. Sou de misturar no fim dessas coisas. Sair do holofote pro anonimato me dá certa satisfação. E também receber os gentis afetos dos presentes, faz bem pro coração. Mesmo que venham carregados de falsidade, bajulações e outras fraquezas menos decentes. Vou na boa e nem aí.

Imagem do pintor húngaro Michael von Zichy
No meio do tumulto, Késnia se aproximou exultante. Beijou-me novamente as faces e me deu os parabéns. Havia um batalhão de gente com meus livros para eu autografar. Uma movimentação que me saía do controle. Tinha que dar um jeito de ficar perto dela. Os demais me puxando daqui e dali, e eu puxando Késnia para onde me levassem. Logo me arrumaram uma cadeira e mesa. E eu com Késnia do lado. Quando ela ameaçava sair, eu lhe segurava pela mão e pedia que esperasse que autografaria o livro dela ao final com dedicatória especial. Ela me dizia que ia buscar água pra gente, eu assentia. Trouxeram-me um champanhe e bebi.
- Quer mais água? -, perguntou-me Késnia.
- Não, champanhe mesmo.
Quando terminaram os autógrafos, pedi o livro de Késnia para garranchar alguma dedicatória.
- Vamos sair, você autografa quando a gente chegar noutro lugar -, pediu-me com jeito carente.
- Vamos.
Ela me puxou pelo braço e fui seguindo seus passos.
Quando saímos do hotel, ela me perguntou para onde iríamos?
- Não sei, você conhece essa cidade?
- Não. -, disse-me ela.
- Eu também não.
Ela pediu um táxi e disse pro motorista:
- Leve-nos pro lugar mais romântico daqui.
Entramos no banco de trás e eu fiquei olhando as paragens enquanto ela tagarelava nos elogios sobre a minha palestra.
- Parabéns! Excelente a sua palestra.
- Obrigado.
Dali mais um tempo o taxista parou num restaurante muito movimentado. Paguei a corrida e descemos. Na primeira mesa que encontramos, nos aboletamos, fomos atendidos por um garçom bastante gentil que nos serviu a bebida requerida por nós: eu de cerveja, ela de vinho.
O frio imperava. Ela estava com aquela blusa decotada que me provocava os sentidos, coberta por um casaco elegante, uma saia longa, salto alto e muito mais bela do que percebera no primeiro momento. Reclamou do frio e mais se aproximou de mim. Bebeu do vinho e ficamos ouvindo as músicas românticas que tocava alto ali.
- Eu adoro essa música -, disse-me quando a cantora interpretou “Todo sentimento” do Cristóvão Bastos e Chico Buarque.
- É uma belíssima canção.
Foi quando ela deitou a cabeça no meu ombro e ficou solfejando a canção no pé do meu ouvido.
Outras canções vieram e ela assim, ora solfejando, ora tomando vinho, ora sussurrando no meu ouvido. Eu lhe passei o braço sobre os ombros para que ela melhor se acomodasse em mim. E ficamos assim curtindo.
- Deu fome! -, disse-me com um jeito de quem tinha perdido as forças.
- Quer jantar aqui ou em outro lugar?
- Outro lugar.
- Que tal no restaurante do hotel?
- Ótimo. Vamos.
Paguei a conta e pegamos outro táxi de volta para o hotel.
Quando chegamos no restaurante o ambiente estava ameno. Ela logo pegou o cardápio fez o pedido dela e exigiu que eu fizesse o meu. Fizemos e continuamos a tomar cerveja e vinho.
Com o silêncio do hotel pudemos conversar melhor e pela claridade também pude perceber quão linda ela era daquela forma meio cansada, meio exaltada, com sua branquitude que me tocava na alma.
Bebemos, conversamos, viramos piadistas picantes, jantamos, ela bebeu umas 8 taças de vinho e eu já estava na terceira cerveja.
Depois de nos encantarmos com todo fascínio do momento, ela avisou que ia dormir.
- Vamos? -, disse-me com certo ar de desolada.
- Vamos, eu lhe acompanho.
Paguei a conta e saímos juntos, ela toda encolhida de frio e eu ao seu lado, não me fiz de rogado, e lhe abracei até seguirmos pro seu apartamento.
Chegando lá, ela me fitou profundamente e disse:
- Foi uma noite maravilhosa.
- Maravilhosíssima. Obrigado pela companhia.
- Eu que agradeço companhia tão importante! -, disse ela toda meiga.
Foi nessa hora que ela pegando as chaves, virou-se para porta e voltou-se de repente para mim com um beijo abrasador. Eu me agarrei nela e curti tudo o que foi possível desse momento. Demoradamente. Deliciosamente.
- Vem -, chamou-me abrindo a porta.
Entrei e ela me agarrou mais safada, mais entregue. E eu lhe beijei tateando todo seu corpo, contornando seus seios e quadris, tomando pé de toda situação de sua geografia corporal.
Ela me puxou e caímos na cama e eu beijando seu rosto e corpo, enquanto desatacava sua blusa e saia. Ao divisar seu ventre, arranquei-lhe a calcinha e beijei-lhe a púbis, lambi sua vagina e chupei seu grelo até a urrar de prazer. Danei a língua dentro dela e fiquei ali o tempo todo sorvendo sua delícia úmida até ela gritar de gozo.
Ao gozar, ela me empurrou de lado e ficou sôfrega tentando equilibrar a respiração. Levantei-me e fui até a varanda fumar um cigarro.
No último trago ela chegou perto, respirou na minha nuca, beijou-me os ombros e me virou para vê-la completamente nua naquela noite enluarada. Ela alisou meu tórax, passou a língua na minha pele e foi descendo até alcançar meu pênis refeito para a guerra: duro e em riste.
- Lindo esse seu pênis!
Disse isso e começou a beijá-lo com todo afeto de sua alma. Eu enrubesci e me deixei levar por sua provocação hábil. Logo começou a lamber e a engolir todo meu caralho, suspirando a cada chupada, ronronando com a felação e eu desmaiando de prazer. Ela mais se agigantava com movimentos mais bruscos dos lábios, língua e mãos. Ela engolia e tornava a engolir minha pica, deixando-me louco. Friccionava com fervor com meu pau entre as suas mãos, enquanto lambia e chupava enlouquecidamente. Mais ágil, mais frenética, mais bruscamente ela buscava o meu gozo que já expelia as primeiras gotas do meu sêmen, até jorrar por inteiro minha vida toda na sua boca. Eu quase morro de prazer e ela como faminta insaciável continuava lambendo, mordiscando, beijando, chupando lentamente até nada sobrar de mim naquela noite de dia dos namorados.

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segunda-feira, fevereiro 07, 2011
DELÍCIAS DO PASSADO

Imagem: Ksenia, do MPL Studios.
PRIMEIRO ENCONTRO – O VÔO DA LÍNGUA NO UNIVERSO DO GOZO
Luiz Alberto Machado
A viagem fora cansativa demais. Havia me levantado ainda nas primeiras horas da madrugada para chegar ao aeroporto lá pelas 2 e zarpar às 4 num vôo de horas e muitas escalas. Só cheguei lá perto do meio dia.
Era eu todo ansiedade. Não me cabia em mim mesmo de tanta exultação. Era o nosso primeiro encontro. Se bem que nós já nos conhecíamos pela internet, conversando nos fóruns e nos menssengers horas dias e noites adentro.
Tudo isso se deu porque um dia recebi um mail com um poema erótico e uma imagem provocante de mulher desnuda.
Aquilo aguçou o meu tesão. Fiquei ligado a ponto de me apaixonar assim na lapa, pronto para descobrir quem era. Nossa, que busca! Não esmoreci um só minuto na busca pela identidade daquela que mexia com meus nervos, veias, poros, epiderme e sexo. E foi com o tempo que percebi que a atração era da mesma forma da parte dela.
Com o passar o tempo e nossos contatos virtuais, descobrimos nossas identificações com a certeira relação das nossas predileções.
Vixe, como nos vimos idênticos nos gostos, nos afazeres, naquilo que detestávamos, como no que éramos apaixonados.
Foi por isso que nasceu uma grande amizade que logo culminou na troca de flertes e que enciumou outros tantos participantes de nossas comunidades. Enfim, ficamos só nós dois ali, todo mundo arribara porque o negócio estava escancarado e sem a mínima razão de limite.
Logo estreitamos e passávamos um longo tempo ouvindo músicas, trocando poemas, projetando atividades. Não demorou muito e já nos víamos íntimos um do outro, revelando nossa paixão mútua, ela já assinando meu nome no seu. Assumíamos publicamente nossa escandalosa paixão.
Namorávamos online, trocávamos juras por horas, até nos excitávamos com nossas conversas intimas, apimentadas por nossos versos, canções e sacadas.
Nossa relação cibersocial já durava uns dois anos quando resolvi conhecê-la pessoalmente. Cobrávamos isso. Ela mesma me perguntava quando ia vê-la ao vivo e em cores. Tanto me provocava insinuando libidinosas emoções que teríamos acaso estivéssemos ao vivo e em cores, nos abraçando, nos beijando, nos tocando e seduzindo nossas almas para satisfação das nossas carnes.
Ficávamos excitados a ponto de nos deixar levar pela volúpia e nos masturbarmos matando as nossas carências e distâncias.
No avião, durante toda viagem eu me mantive excitado com tudo aquilo.
Contava as horas nos dedos, irritando-me com as conexões, mudanças de aeronave, tudo muito lento, tudo muito demorado, quando eu queria mesmo era chegar e abraçá-la, agarrá-la, tocá-la, seduzi-la e me fartar com a delícia que ela me prometera o tempo inteiro nas nossas interações internéticas.
Quando desci da aeronave que cheguei no aeroporto, impei de satisfação. Eu não me cabia em mim mesmo, todo agigantado e saliente.
Até que enfim havia chegado lá e a hora se aproximava pro nosso encontro.
Meio atordoado e me sentindo um peixe fora d´água, corri todo aeroporto, peguei o táxi e me dirigi pro hotel reservado. Eu não via nada, só a sua chegada com espalhafato para fazer feliz meu coração.
Lá chegando, na recepção do hotel já havia um recado dela informando que estava no hospital acompanhando uma parente que fora internada, mas que mais tarde estaria comigo.
A recepcionista providenciou minha acomodação e logo me vi numa suíte de um hotel 5 estrelas, no centro do coração do Brasil.
Eu não pensava nada, não sabia de nada, não conseguia concatenar nada, só contava as horas observando pela janela todo horizonte daquelas paragens que eu nunca havia visto na vida.
Enquanto isso, sem ter o que fazer, desfiz calmamente as malas, acomodei tudo em seus devidos lugares, peguei uma cerveja no frigobar, quando enfim, me aboletei numa poltrona e tentei rabiscar as emoções daquele encontro. E mais bebia. E me esforçava por expressar toda emoção, mesmo tendo escrito uma série de poemas prévios e já mandados para ela, tentando adivinhar aquele momento.
As horas se passaram e a tarde foi chegando quando resolvi ligar para alguns amigos acertando encontros para a semana toda, vez que era uma segunda e eu permaneceria ali até a sexta.
A ansiedade me fez beber mais que o usual, ingerindo muitas cervejas e como já se adiantava a tarde pela noite, quase embriagado adormeci.
Acordei com o interfone estridulando e a recepcionista avisando que ela já havia chegado e batido muitas vezes na porta do apartamento.
Nossa! Ferrei mesmo no sono. E me levantei às pressas para ao abrir a porta, quando dei com ela pronta para o abraço. Um abraço demorado, apertado, carente.
Ficamos longo tempo assim, abraçados, ela soluçando, eu emocionado.
Até que ela, depois de muito tempo, tirou a cabeça deitada do meu ombro e me fitou demoradamente. Olhos nos olhos. Libido acesa. Era como se prevíssemos todas as peripécias malucas que iríamos nos imiscuir
Devagar nos encaramos e nos beijamos loucamente.
Alisados, apalpações, achegamentos, tudo fervia nas nossas carnes, até que não agüentei mais e empurrei-lhe para a cama, removendo sua calcinha e me atirando sexo rijo, ferro em fogo, carne viva, nas suas entranhas e nos sacudirmos um no outro até alcançarmos o nosso primeiro orgasmo presencial.

Imagem: Ksenia, do MPL Studios.
Foi demais.
Caímos um ao lado do outro arfando e lavados de suor.
Ficamos olhando pro teto como que hipnotizados, até que ela voltou-se e me fitou aos beijos por meus lábios de forma insistente e apaixonante, como quem matava a urgência de toda sua clausura.
Quando nos refizemos, começamos a conversar um papo entrecortado, desavontade, buscador. Era a procura da intimidade extrema.
Fui me banhar e ela lá, seminua com as vestes ainda desarrumadas, um dos seios à mostra, ventre quase visível pela saia desarrumada pela fresta feita em uma das de suas coxas provocantes.
Saindo do banho, ela se levantou e foi também se banhar, enquanto conversávamos coisas, até então, desconexas, nossas expectativas, nossos desejos aflorados.
Quando ela saiu do banho enrolada na toalha, logo meu pau fez sinal de vista e ela fisgou o olhar com uma boca saborosa de quem gostava de ver aquilo ali, pontudo, denunciando o meu tesão.
Logo se achegou, acariciou meu pênis por cima da toalha até tocá-lo em carne viva, enquanto me beijava com lábios carnudos de quem quer ser devorada a noite inteira.
Não me contive e já estava lá, em cima dela, em novo vuque vuque safado até a gente estertorar de gozo.
Quase desmaiamos de tanto prazer e descansamos. Cochilamos até.
Só acordei quando ela estava avexada se arrumando para ir pro hospital acompanhar a parente, dizendo que voltaria mais tarde. Saiu com um beijo longo, depois esfregando sua bunda voluptuosa no meu caralho. Ah que pódice, Deus meu, isso é um pecado vivo clamando a concupiscência.
Volto já, disse ela, saindo avexada para minha tristeza.
Sozinho, voltei ao telefone e à bebida, ligando para uns e outros.
Consegui confirmar agenda com jornalistas amigos para algumas entrevistas em emissoras de rádios, jornais e televisões, reencontro com alguns achegados de datas e até algumas visitas a pessoas que me requeriam a presença por lá.
Não demorou muito, um amigo chegou para que fôssemos a um bar do outro lado da cidade.
Antes disso, ele me levou no seu escritório para que eu me deliciasse sua biblioteca. Ele sabia que eu sempre tive predileção por livros, e aquela que ele havia montado, estava no tamanho ideal do meu espanto. Fiquei fascinado com tantos livros e o layout que ele deu para melhor ter acesso a eles. Invejei na hora.
Bebericamos a cerveja enquanto eu pegava volume por volume de suas estantes. E enquanto conversávamos coisas de antanho, discutíamos escritores e compositores musicais de nossa predileção.
Quando a cerveja acabou, o amigo me levou para um bar e lá ficamos rememorando o passado e projetando algum possível futuro.
A conversa no bar seguia como quem não queria acabar mais nunca, quando ela ligou dizendo que já estava no hotel me esperando. Avisei onde e com quem estava e que ia demorar um pouco porque não previa o seu retorno tão rápido e que ela me aguardasse que eu chegaria logo.
Voltei pra conversa e no maior entusiasmo de fechamento para uma entrevista numa TV, virei vários copos de cerveja quando o celular tocou e era ela requerente com manha de sedutora, se dizendo nua e carente à minha espera, pronta para matar todas as saudades.
Aquilo buliu por dentro e meu caralho respondeu na hora.
Não podia ficar mais, muito embora o amigo insistisse para eu que tornássemos ao papo e a gente conversar até o dia amanhecer.
Não dava, tinha que ir.
Chamei o garçom, paguei a conta. O amigo fez cara de poucos amigos e meio que decepcionado me levou pro hotel.

Imagem: Ksenia, do MPL Studios.
Quando cheguei lá, ela estava toda pronta para me servir. Cheirosa, linda, maravilhosa, seminua e com uma voz trêmula e apaixonante para me seduzir o resto da noite.
Não deu outra, me engalfinhei por suas pernas e me fartei no seu corpo por 5 dias encarriados, provando de tudo, mandando ver e sem o mínimo de consciência de onde estava, o que fazia ali, pra onde ia ou o que deveria ser feito. Eu só vivia o seu sexo, a sua entrega e me danava tome vai pega fica vem dentro dela, pica dura, boceta aberta úmida, pernas ao léu, seios sobejados, ânus arreganhados, corpos dados e eu na dança sem saber de mim nem de nada.
Nem dormíamos direito, era café da manhã e sexo, almoço e sexo, janta e sexo, talheres e pênis, pratos e vagina, bocas e fomes, línguas e ventres, carnes na carne, coxa nas coxas, mãos nos sexos e a vida revirando doida porque na gente a fome era tanta de sexo que não tinha data prevista de aplacar.
Quando a gente descansava, eu cumpria uma parte da agenda de entrevistas e durante tudo que a gente presenciava, nos excitávamos e já saíamos dos estúdios, redações e encontros, completamente agarrados com o sexo ávido por saciar.
Assim a vida rolou até a quinta de madrugada.
Quando foi na sexta, manhãzinha ensolarada, eu dormia para lá de vencido.
Despertei com seus lábios aveludados passeando por todo meu pênis.
Fiz que ia levantar e ela não deixou, colocou uma das mãos nos meus olhos e me sussurrou no ouvido: durma e sinta.
Deitei a cabeça no travesseiro e ela voltou a passear os lábios por meu pênis, pelos testículos. Era bom demais para ser verdade.
Os seus lábios passeavam como uma massagem sedosa que me acendia o sexo dele ficar ereto e ela abocanhá-lo só alisando-o com os lábios. A língua estava oculta, era só seus lábios acariciando toda minha vida.
Até que me vi arrepiando tudo quando ela carinhosamente com seus lábios aveludados, começou a bulir com a língua com toques intermitentes. Ela começou a lamber como uma fera no cio, aquelas lambidas de deixar minha alma completamente eriçada. E mais ávida e apaixonadamente me chupou até quase liquidar todos os meus sentidos. Eu me segurei, não poderia gozar e perder aquele carinhoso contato. Fiquei a ponto de explodir, mas agarrei na cama e contive para não ejacular, segurando o quanto podia. E ela mais chupava e murmurava para que eu gozasse e eu não atendia, quando não agüentei mais, puxei-lhe pelo cabelo e a trouxe para cima de mim, exigindo que cavalgasse o que ela fez com eximia postura de gineteira, murmurando, sussurrando e suspirando juras deliciosas de quem está balançando firme para ter o ápice do prazer jamais conquistado. E sentou, cavalou, trotou e arremedou saltos e pulos em cima do meu caralho doido para rasgar todos os seus véus e dela jorrava a chuva do gozo lubrificando o vai-e-vem, a ponto de me deixar sem saída e explodindo todo sêmen da minha compleição.
Deliramos juntos e nos extasiamos demais.
Permaneci dentro dela, sexo rígido, por toda manhã e parte da tarde quando nos levantamos, nos banhamos e ingerimos o almoço, simulando que cada pedaço do alimento era uma parte da gente que estava sendo devorada pelo outro.
Eu mais canibal que nunca, com a fome acumulada desde o ano passado, devorei a comida e logo estava com o meu pênis ereto esfregando nas suas faces. Lambuzei seu rosto com meu líquido prazeroso.
Quando mais eu lhe esfregava a pica, mais ela provocava passando a comida na minha pica e comia vorazmente nela.
Pegava o meu pau, mergulhava no copo vinho e depois banhava-o todinho com a bebida derramada ao longo de todo o meu pênis e degustava com a sua língua e lavando com a sua saliva o meu sexo insaciável.
Sem ter como fazer para agüentar aquela tortura deliciosa, puxei-lhe os cabelos e a debrucei sobre a mesa e ali mesmo me fartei empurrando com força toda minha virilidade no seu ânus cor-de-rosa.
Montei e subverti sua ordem, sua gana, desmoralizei sua índole e sobrepujei seus limites quando ela gritou: vai, mais, quero mais, mais, mais, maaaaaaaaaiss!!!!
E desmaiou sobre os pratos de comida, arfando e gemendo de gozo nunca dantes aproveitado.
Eu me joguei por cima dela e ficamos comida, corpos, frenesi e prazer tudo misturado na nossa insana vontade de amar.

Imagem: Ksenia, do MPL Studios.
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segunda-feira, novembro 22, 2010
CANTORA SOL

A SENSUALIDADE MUSICAL DA CANTORA SOL
VEM PRA MIM
Vem prá mim
E chega bem pertinho
E me dá o seu amor
Quero ser o seu desejo entranho
Seu desejo de prazer
Chega mais e diz prá mim que eu sou
Gata cheia de prazer
Muito louco e alucinado
Vem ganhar meu coração
Vem vem
Fazer amor comigo
Vem brincar mais um vez
Vem prá mim
Com esse seu jeitinho
Faz rolar mais uma vez
Vem pra mim
E chega bem pertinho
E me dá o seu amor
Quero ser o seu desejo estranho
Seu desejo de prazer
Chega mais
E diz prá mim que eu sou
Gata cheia de amor
Muito louco e alucinado
Vem ganhar meu coração
Vem vem
Fazer amor comigo
Vem brincar mais um vez
Vem prá mim
Com esse seu jeitinho
Faz rolar mais uma vez
Come on baby
Vem comigo
Vem
Não tenha medo
Eu to aqui
To te esperando
Vem comigo
Vem
Vem vem
Fazer amor comigo
Vem brincar mais um vez
Vem prá mim
Com esse seu jeitinho
Faz rolar mais uma vez
Vem vem
Fazer amor comigo
Vem brincar mais um vez
Vem prá mim
Com esse seu jeitinho
Faz rolar mais uma vez
Oh, eu to aqui
Vem, vem
Eu quero você
Ai...
Que gostoso.
COISA GOSTOSA
Você me deixa doida
Doida de tanto mexer
E me fazendo carinho
Eu só consigo dizer
Coisa gostosa do mundo
È merexer com você
Coisa gostosa do mundo
È merexer com você
Mexe do jeito de quem faz amor o o o o
Meu bem me aperta
Me chama que eu vou, o o o o
Mexe do jeito de quem faz amor, o o o o
Meu bem me aperta
Me chama que eu vou, o o o o
Balançando a saia
Rebolo que é pra você ver
Meu coração desmaia
E eu só consigo dizer
Coisa gostosa do mundo
È merexer com você
Coisa gostosa do mundo
È merexer com você
Mexe do jeito de quem faz amor, o o o o
Meu bem me aperta
Me chama que eu vou, o o o o
Mexe do jeito de quem faz amor, o o o o
Meu bem me aperta
Me chama que e vou, o o o o

EU QUERO MAIS
Estou sozinha
Sem ninguém
Você não liga
Você não vem
Vou contando as horas,loucas
Louca prá te amar
Vem atiçar meu coração
Incendiar essa paixão
Quero você dentro de mim
Eu te quero sim
Cada vez que a gente ama
Eu quero mais
Eu só gosto do amor que a gente faz
Cada vez que eu te amo
Eu quero mais
Eu quero mais
Encontrei você
Eu quero sonhar
Eu quero te amar
Eu quero fazer amor
A noite toda com você
Estou sozinha
Sem ninguém
Você não liga
Você não vem
Vou contando as horas,loucas
Louca prá te amar
Vem atiçar meu louco coração
Incendiar essa paixão
Quero você dentro de mim
Quero sim
Cada vez que a gente ama
Eu quero mais
Eu só gosto do amor que a gente faz
Cada vez que eu te amo
Eu quero mais
Eu quero mais
Encontrei você
Eu quero sonhar
Eu quero te amar
Eu quero fazer amor
A noite toda com você
Amor a noite toda com você
Cada vez que a gente ama
È prá valer
Só com você
Eu vou fazer
Amor...
Amor
Amor
Amor...
CANTORA SOL – A cantora, compositora e poeta catarinense Sol estudou desde criança teoria musical, piano, acordeon, violão, balé clássico e canto lírico. Ela é bacharel em Direito e canta em 7 idiomas blues, jazz e pop music, se apresentando com o cd “Sol, sexy, sagrada e profana” que contém contos eróticos e se prepara para lançar o livro “Paraíso da Sol, paraíso de todos nós”. Também está preparando um show “Sol delirium” com a banda Luz da Sol, oriundo de um cd que será lançado em breve com músicas românticas, reggae e belíssimas canções. Ela tem participado de programas de TV e rádio. Por seu sucesso pelo Japão ela é considerada a Musa do Imperador, além de introduzir seu trabalho por diversos países asiáticos, europeus, americanos e africanos. Atualmente, Sol mora no Brasil e continua cantando maravilhosamente como nunca, realizando shows, participando de programas de rádio e TV, e divulgando seus trabalhos. Confira seu talento acessando o seu blog Cantora Sol, seus clipes no YouTube, MySpace e Reverbnation. Informações Sol Productions and Recordings Ltda Rua Nelson Gama de Oliveira, 135/112 - Morumbi Tel: (11) 9408-1963 2506-4511 3487-6883 São Paulo – SP – Brasil CEP 05734-150.
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domingo, novembro 21, 2010
LITERATURA ERÓTICA

Imagem: André Brito.
AO REDOR DA PIRA ONDE QUEIMA O AMOR
Luiz Alberto Machado
INTRODUÇÃO
Ao redor da pira do amor, queimamos juntos, ardemos demais. Sucumbimos mutuamente e nos revigoramos a cada prazer da paixão, um no outro amparado.
Foi comigo que ela esteve nua horas a fio para satisfazer todos os nossos desejos. Fui caça e caçador; ela, deusa e demônio. Venci e dei-lhe o ganho. Era ela em mim, toda dada, sem refugar da perda. Eu me perdia e nela me achava. Quanto mais vivíamos, mais ela se entregava corpo e alma.
Vencemos juntos, gozamos iguais. Ela, toda entrega; eu, seu desbravador. Unhas, carne, dentes e sexo no o prazer do amor.
PARTE I – O ASSÉDIO DE SÚCUBUS
PARTE II – O AMOR COMUNGANDO O MISTERIOSO ENCANTO DA PAIXÃO
PARTE III – O PACTO DO CASULO NA METAMORFOSE MÚTUA

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quinta-feira, novembro 04, 2010
EFIGÊNIA COUTINHO

Imagem: Sem Título de André Luiz Pires.
O CÁLICE DE GOZO & OUTROS VERSOS DE AMOR DE EFIGÊNIA COUTINHO
O CÁLICE DE GOZO
Como deusa, venho a ti num glamour,
Ofertando o corpo sensual, fremente...
Na boca, o escarlate gosto de amor
A sussurrar segredos, tão estonteante.
No meu corpo nu, teus lábios percorrem,
A buscar o cálice de gozo na sedenta vontade.
Nossas almas, em louca paixão se envolvem
A tremer nos braços de tamanha excitabilidade.
Teu corpo no meu, vai se aprofundando,
Nossas pernas se entrelaçam num ritual
E no mel do amor vou te inundando,
Mostrando-te as facetas do amor carnal.
E pela noite afora vamos cavalgando,
Nesta estrada sinuosa de lascivos desejos,
Predestinados ao amor... Vamos amando...
E eu mais e mais, quero sentir teus beijos.
E chegando ao fim desta cavalgada,
Nossos corpos desnudos sobre a cama
Celebram o gozo nos raios da alvorada,
Que ao Olimpo, o nosso amor proclama!
LOUCURAS DE AMOR
Em versos estarei eu,
Cantando nosso esplendor
Entre as brumas da paixão
Meu corpo no teu,
Em erótica emoção...
Clamando de amor.
Num encantamento sensual
Sonhamos, entregamo-nos
Na devassidão da libido
Em delírios sem igual.
Buscando, extasiando-nos...
É o amor jorrando.
Amados e amantes cientes,
Tu e eu assim,
Na entrega do momento,
Destemidos, envolventes,
Numa loucura sem fim
Envoltos no sentimento.
Numa eclosão existimos
E nossas almas se fundindo,
Abastecidas de prazer...
Assim ao tempo elidimos
E nossos corações sorrindo...
Para no amor permanecer!
SEDUÇÃO
Por este teu gesto de olhar
Ardente...o desejo a verter
vem suavemente acariciar
incessante este meu querer.
Envolvendo-me de sedução
provir , soma ao sentimento
transfundindo toda razão
em um aprazível acalento!
Tão augusto é te desejar
quão magnífico é o sentir
e toda sedução irradiar.
Ao encantado amanhecer
nosso desejo murmurar
em tempo algum irá perecer!
DECLARAÇÃO
Declaro ao céu, ser tua, do teu jeito,
Desenhando em teu corpo ternura,
Desejos que me invadem mil loucura,
Por noites mágicas, ao teu leito...
Receberás o meu néctar liquefeito,
Dos lábios escarlates com doçura,
E a tua boca louca na procura,
Do amor, que anseio e não rejeito!
Arrebatados, de prazer embriagados,
Seremos dois amantes transformados,
Ao delirante versos que componho...
E nas noites mágicas como esta,
O Luar lá ao céu faz a sua festa
Enfeitando nossos corpos pela fresta!
AMOR LUNAR
Um sonho sendo no tempo dois
Eu e você, você e eu, idênticos,nós
Sendo singular, plural, pois
Somos dois, num instante, um a sós.
Somos dois num só sentir, amor
Na cumplicidade do gêmeo, eu
Em aliança de um soberbo ardor
Perfazendo Penélope e Ulisses...
Comungando altivo amor duplicado
Nós dois clamamos oblação
Ao incessante amor Futurecido.
É um amor num só mar, e amar
Ousando, sublima-se ao grande afeto
Sendo, um e outro um só par...
TEUS AIS
Por noites de esplendor e exaltação
desfrutávamos dos sonhos o alento!
Ainda, inquietação em mim provocas
Transmutando desejos com alento!...
Ao arrebatamento íntimo a caricia
sentindo na memória os teus anelos
Que retorna deixando-me enleada
Somente em recordar a nossa estória:
Duas almas navegando juntas,
reencontros pelas escritas
Não há todavia como esquecer!
Neste tempo, magia e rituais
da paixão, na derradeira cavalgada
você vinha, com vinho e teus ais!...
SACRÁRIO DO AMOR
Como testemunho de Fé, qual o aceno
evidente e completo de confiança
na afeição distinta, das essências
que em mim fazes nascer o sonho!
Com zelos eu até quisera aprisionar
este sonho, mas entre espirais de incenso
e beijoim que remeças para mim,
sobe aos céus esparzindo-se pelo Ar...
Hoje recebo do teu sublime coração
teu Amor, que canta alegre e feliz
dentro do Sacrário do meu coração...
E a seiva que entreguei a teu poder
- nobre senhor do meu menor desejo -
arrebata, esfuzia, nas entranhas do meu ser!
RECADO PRO MEU NAMORADO
Que minha alma amante o encante
Nessa Saudade a multiplicar-se
em dez, em milhões.... Deixo meu
recado pro meu enamorado....
Entre mil momentos sumptuosos
O meu coração você sublimou.
E que ninguém me impeça de ir além
E ter este desejo sempre constante!
Nesta jornada de beleza infinita
com muita saudade vivo pensando
nos sonhos e poesias por nós vividos!
O tempo segue despido em paisagens.
Que meu recado venha suavizar
esta saudade tão abundante e real
que se eternize em seu coração...!
Escute este chamado vindo lá do céu!
ALGEMADO É, PORQUE É PERFEITO
Nesta espaçada espera, que desespera,
dói-e a hora mais longa no meu peito!
Vou ser a lenda com certeza dessa fera
que se chama paixão pelo seu jeito.
Vou ser presa fácil, porque é meu direito
ser feliz neste doce e amargo enleio...
Cupido me flechou e no leito me deito,
ferida, à espera do Rei que me encandeia.
A escravidão é do Rei pela Rainha...
São algemas que colam sua à minha mão;
Vou sim viver do amor que não definha.
No aceite, fico escrava desta paixão!
Mas, deixo-o livre ao ser preso no meu leito,
e se ficar,algemado é, porque é perfeito.
EFIGÊNIA COUTINHO – A poeta carioca Efigênia Coutinho é formada em Artes, especialista em Tapeçaria de Tear, buscando a raiz indígena e sua história natural. Ela já realizou diversas exposições e faz parte da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores – AVSPE. Também edita o seu belíssimo blog Efigênia Coutinho e Sua Poesia.
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