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domingo, junho 12, 2011

DELÍCIAS DO PASSADO



EU & ELA NO JEJU LOVELAND


Luiz Alberto Machado


Como sempre ela chega de forma inusitada para me surpreender com seu jeito inheto de se acercar dos meus domínios. Não há fortaleza, fonteira ou batalhão que ela não usurpe na minha lucidez.



O seu beijo ardente sempre é a chave exata para suplantar qualquer limite e me convida para uma viagem às paragens mais distantes e a roubar do meu senso qualquer possibilidade de firmeza no meu ser Anteu. Nem podia ser de outro jeito, vez que ela logo se entrega nua, vestes despencadas, corpo sedento para ampliar a gula da minha cobiça.



Ao primeiro contato de seus lábios nos meus já estávamos no nosso Jeju Loveland, misturando nossas carnes às mais buliçosas formas de nos entregarmos um ao outro, perdendo a noção de tudo. E somos grama, toldos e bancos. E somos botão, galhos e pétalas minguando no chão. E somos o passeio louco das labaredas, acrobatas no passeio das alamedas, numa pugna amável de buscar a melhor forma de se amar.



Eu já me sentia um dos graduados da Honjik University, de Seul, e modelei sua geografia e moldei seu corpo para produzir esculturas nunca dantes manipuladas por minhas mãos errantes que sentiam a vitalidade do seu corpo trêmulo a se render às minhas investidas. Ela era só uma inquietude inexplicável, dada, doada, toda minha e da forma que eu quisesse.

Aos beijos demorados, já sentia a súplica do seu desejo pelo tomada da posse que eu devia subjugá-la sem reservas ou pudores, a explodir todas as dimensões de 8 ao 80 ampliadas pelos esfregões, roçados, apertões, alisados, enleios, arrastados, até a sofreguidão da batalha amável das conjugações.



Sempre alada, ela estava toda minha nos meus braços, com os ductos dos seios duros, a pele arrepiada, o ventre minando, as pernas inquietas e sedentas, o coração aos pulos e o ser tremulando de volúpia.



Afaguei-lhe os seios e apalpei seu sexo. Ela desfalecia suspirando como a pedir da minha língua a ciência de todos os seus mais apetitosos sabores. E eu servo cão a lamber sua carne e suas entranhas para que desmaiasse deliciada a gritar o gozo mais exaltado de todos os seus orgasmos.

E na quentura de nossas ebulições, ela se virou, vergou alucinada e sentou-se no meu colo. E foi ajeitando tatilmente o meu membro rijo por suas maciais entranhas. E gemeu e se assanhou. E remexeu e rebolou, saracoteou. E acendeu a alma para voarmos nus para El Parque Del Amor, em Miraflores, Lima no Peru, quando entregues um ao outro fizemos a pose da escultura de Victor Delfin.



Bafejei meu gozo na sua nuca e ela agarrando-se a mim ainda de costas, solfejou Latin Lover, insinuando a dança “Dois pra lá, dois cá” de Bosco e Aldir, e inauguramos o parque temático de Chongqing que depois foi demolido pela violência das minhas investidas no seu pódice, segurando suas ancas para que não fugisse ao ser arrastado pelas traquinagens que me fez bicicleta para ela pedalar impune ciclista nua pelas ruas de Londres ou como a modelo de Munch ou de Enrico Bianco pelas ruas de Paris.

E já estávamos em Barrow Wake, Cotswold, na Official Dogging Area completamente molhados de prazer e prontos para a verdadeira vida quando fomos expulsos e afugentados para o interior da nossa mais profunda intimidade.

A lua tomou conta e adormecemos felizes noite adentro até que o dia raiasse e refizéssemos todas as estripulias inimagináveis de toda satisfação humana.



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sábado, fevereiro 12, 2011

DELÍCIAS DO PASSADO



Imagem do pintor húngaro Michael von Zichy.


PRIMEIRO ENCONTRO: - A ENTREGA QUENTE NO FRIO DE JUNHO


Luiz Alberto Machado


Era dia dos namorados e eu solitário num quarto de hotel. A tarde caia e eu estava pelando de frio sem nada pra fazer. Resolvi tomar umas e outras no restaurante para esquentar os nervos e a carcaça. Nessas horas, o melhor a fazer é não pensar em nada, só deixar levar pela intuição. E fui. Desci e quando lá cheguei, logo dei por falta do note book, o que me fez retornar aos aposentos. Nossa, que coisa?! Sempre me esqueço das coisas, ô cabecinha tonta essa minha de confundir sonhos com realidade, andar todo atrapalhado e nunca dar uma dentro de certeiro.

De volta, já no elevador, dei de cara com uma elegante e simpaticíssima mulher que me saudou com um riso mais que acolhedor.

- Tudo bem? -, disse-lhe afetuosamente.

- Ótimo! -, respondeu-me com ar de espalhafato rolando um lance.

Ajudei a colocar suas malas ali, quando ela me disse:

- Terceiro, por favor.

Cliquei na tecla desejada e ficamos nos fitando desajeitadamente. Parece que algo ocorria no ar, de nós termos de nos desfigurar na maior das embatucadas situações. Ela sempre risonha e amável se arrumando no compartimento com as malas e bolsas. Eu tentando ajudar. Cheio de pernas e mãos, eu mais atrapalhava.

- Obrigada -, respondeu-me compreensiva como quem sacasse minha intenção solidária.

- De nada.

Chegou o andar dela, segui levando suas malas até o seu apartamento. O 305. Lá adentrei e depositei sua bagagem num canto próximo da cama.

- Oh, como posso agradecer? -, perguntou-me solícita.

- Nada, foi um prazer ajudá-la. Vou pro restaurante, qualquer coisa estarei ao dispor no 501.

- Ah, é?

- É.

- Então daqui a pouco passo por lá.

- Espero.

- Obrigada e até daqui a pouco.

- Até daqui a pouco.

Saí sentindo que ela queria me beijar, aquela impressão que a gente fica de não se dar o luxo à licenciosidade, mas a timidez não me deixou o atrevimento ir até tão longe no primeiro contato.

Logo me lembrei do note book e fui buscá-lo no apartamento. Ao me apossar dele, rumei pro restaurante, refiz todo trajeto, elevador, escadarias, batentes, portas e gentes e lá chegando pedi uma cerveja.

A garçonete simpática derramou o líquido numa tulipa enorme.

- Quer comer alguma coisa? Está aqui o menu.

- Obrigado, por enquanto só a cerveja.

Abri o note book e fiquei vasculhando os arquivos para rascunhar algum texto. Sorvi de um gole só todo líquido da tulipa e já enchia mais para nova talagada.

Comecei a repassar algumas sugestões de versos que eu havia esboçado, tentando ali encontrar a melhor forma de expressar a metáfora. Fiz e refiz muitas vezes, mas nenhuma das formas encontradas me satisfazia.

Fiquei entretido com isso longo tempo e já estava na segunda cerveja quando ela chegou toda altaneira numa saia vermelha que lhe pronunciava as formas, uma blusa colada no corpo denunciando seus seios quase pulando fora, um batom combinando com a saia, uma maneirice dócil que explorava sua brancura fascinante.

- Olá?

- Olá! -, respondi-lhe com surpresa agradável e acentuada.

- Sou Késnia e você?

- Luiz Alberto Machado.

- O escritor que vai fazer uma palestra agora de noite? Uau! Pela primeira vez me sento ao lado de uma pessoa importante.

Nem respondi, estava com as faces queimando, totalmente ruborizado, todo encabulado e tomando um gole para me recompor.

- Que coisa! Venho participar do congresso e logo estou com o palestrante da noite! Hum... isso é muito bom.

Mais sem ter como dizer, titubeando demais, num esforço descomunal ainda disse-lhe:

- Servida? -, apontando para a cerveja.

- Não, prefiro vinho.

Chamei a garçonete que anotou o pedido.

- Diga-me uma coisa: você é também do Nordeste?

- Sou pernambucano e moro em Maceió.

- Que bom, também sou nordestina com muito orgulho. De São Luis do Maranhão. Adoro Recife, nunca fui a Maceió. Mas sei que tem praias lindas.

- É, são muito belas as praias pernambucanas e alagoanas.

Disse-lhe insinuando o olhar pelo decote dela que me sugava pros seios espremidos no sutiã vermelho que combinava com o batom e a saia. A sua pele branca transpirava sensualidade e eu não conseguia dizer nada, só balbuciar algumas frases e ingerir os goles da cerveja. Era uma sedução proposital. E eu me enovelando na volúpia como se jogando dentro de um redemoinho.

O aquecedor do restaurante incomodava dela ficar inquieta, afogueada e mais lúbrica, ao que sugeri que fôssemos para o lado de fora, onde o frio imperava. Seguimos para lá e ela sentou-me ao meu lado maravilhada com o final da tarde. Na verdade era um lindo crepúsculo, um espetáculo.

- A sua palestra começa que horas? -, perguntou-me interessada.

- Está marcada para as 19 horas.

- Nossa, já são quase 6 da tarde, preciso me embonecar para vê-lo.

Aí sorveu o vinho e esvaziou o copo, despedindo-se.

- Vou me aprontar. Preciso estar nos trinques para ouvi-lo. A gente se vê lá no auditório.

Antes de sair sapecou um beijo carinhoso nas minhas faces, dizendo:

- Lindão. Chego já por lá.

Fiquei observando o seu andar manemolente, seu corpo assimétrico e voluptuoso. O seu rebolado me enfeitiçou, parece que ela mais me provocava propondo loucuras orgíacas e libidinosas. Eu, na minha, já com idéias mirabolantes revirando o quengo, tudo de coisas de beijos, fodas, sacanagens e muita curtição.

Fiquei aturdido quando me dei conta de que devia me aprontar também. Chamei a garçonete, paguei a conta e zarpei pro banho.

Aquele trajeto todo refeito me deu estímulo para um banho frio dos bons, daqueles que gosto. Não sou achegado a uma água quente, prefiro fria mesmo. Entrei de vez embaixo do chuveiro e a frieza aplacou minha tesão. Logo me enxuguei, me enrolei na toalha e fui escolher meu figurino. Nunca tive muita paciência para isso. Peguei a primeira camisa que vi, o palitó, uma calça, meias, lenço e o sapato. Logo estava pronto e perfumado além da conta.

O relógio marcava 18;40hs. Desci até o auditório do hotel. Lá já se encontravam muitas pessoas. Fui recepcionado pela promotora do evento que me encaminhou para um canto reservado dos cômodos. Uns 20 minutos depois, ouvi uma voz feminina daquelas de locutoras sensuais falando minha biografia. Logo me identifiquei, ninguém sabe mais de mim que eu mesmo. A diferença era que a coisa era mais afetada, elogiosa demais, ou era impressão minha.

Ela me anunciou e subi ao palco.

Fui levado por uma jovem bela até a tribuna e lá segurei os nervos e danei-me a falar.

Não demorou muito e encontrei com o olhar a Késnia toda radiante na platéia. Foi aí que me amostrei e danei blá blá blá pra cima.

Quando menos espero, já uma hora e meia decorrida, dei por finalizada. Aplausos eclodiram e a locutora abriu o microfone para a platéia que me sabatinou por mais duas horas e meia. Pensei que não terminasse mais.

Findado o debate, agradeci e saí de lá descendo a escada para a platéia. Sou de misturar no fim dessas coisas. Sair do holofote pro anonimato me dá certa satisfação. E também receber os gentis afetos dos presentes, faz bem pro coração. Mesmo que venham carregados de falsidade, bajulações e outras fraquezas menos decentes. Vou na boa e nem aí.



Imagem do pintor húngaro Michael von Zichy

No meio do tumulto, Késnia se aproximou exultante. Beijou-me novamente as faces e me deu os parabéns. Havia um batalhão de gente com meus livros para eu autografar. Uma movimentação que me saía do controle. Tinha que dar um jeito de ficar perto dela. Os demais me puxando daqui e dali, e eu puxando Késnia para onde me levassem. Logo me arrumaram uma cadeira e mesa. E eu com Késnia do lado. Quando ela ameaçava sair, eu lhe segurava pela mão e pedia que esperasse que autografaria o livro dela ao final com dedicatória especial. Ela me dizia que ia buscar água pra gente, eu assentia. Trouxeram-me um champanhe e bebi.

- Quer mais água? -, perguntou-me Késnia.

- Não, champanhe mesmo.

Quando terminaram os autógrafos, pedi o livro de Késnia para garranchar alguma dedicatória.

- Vamos sair, você autografa quando a gente chegar noutro lugar -, pediu-me com jeito carente.

- Vamos.

Ela me puxou pelo braço e fui seguindo seus passos.

Quando saímos do hotel, ela me perguntou para onde iríamos?

- Não sei, você conhece essa cidade?

- Não. -, disse-me ela.

- Eu também não.

Ela pediu um táxi e disse pro motorista:

- Leve-nos pro lugar mais romântico daqui.

Entramos no banco de trás e eu fiquei olhando as paragens enquanto ela tagarelava nos elogios sobre a minha palestra.

- Parabéns! Excelente a sua palestra.

- Obrigado.

Dali mais um tempo o taxista parou num restaurante muito movimentado. Paguei a corrida e descemos. Na primeira mesa que encontramos, nos aboletamos, fomos atendidos por um garçom bastante gentil que nos serviu a bebida requerida por nós: eu de cerveja, ela de vinho.

O frio imperava. Ela estava com aquela blusa decotada que me provocava os sentidos, coberta por um casaco elegante, uma saia longa, salto alto e muito mais bela do que percebera no primeiro momento. Reclamou do frio e mais se aproximou de mim. Bebeu do vinho e ficamos ouvindo as músicas românticas que tocava alto ali.

- Eu adoro essa música -, disse-me quando a cantora interpretou “Todo sentimento” do Cristóvão Bastos e Chico Buarque.

- É uma belíssima canção.

Foi quando ela deitou a cabeça no meu ombro e ficou solfejando a canção no pé do meu ouvido.

Outras canções vieram e ela assim, ora solfejando, ora tomando vinho, ora sussurrando no meu ouvido. Eu lhe passei o braço sobre os ombros para que ela melhor se acomodasse em mim. E ficamos assim curtindo.

- Deu fome! -, disse-me com um jeito de quem tinha perdido as forças.

- Quer jantar aqui ou em outro lugar?

- Outro lugar.

- Que tal no restaurante do hotel?

- Ótimo. Vamos.

Paguei a conta e pegamos outro táxi de volta para o hotel.

Quando chegamos no restaurante o ambiente estava ameno. Ela logo pegou o cardápio fez o pedido dela e exigiu que eu fizesse o meu. Fizemos e continuamos a tomar cerveja e vinho.

Com o silêncio do hotel pudemos conversar melhor e pela claridade também pude perceber quão linda ela era daquela forma meio cansada, meio exaltada, com sua branquitude que me tocava na alma.

Bebemos, conversamos, viramos piadistas picantes, jantamos, ela bebeu umas 8 taças de vinho e eu já estava na terceira cerveja.

Depois de nos encantarmos com todo fascínio do momento, ela avisou que ia dormir.

- Vamos? -, disse-me com certo ar de desolada.

- Vamos, eu lhe acompanho.

Paguei a conta e saímos juntos, ela toda encolhida de frio e eu ao seu lado, não me fiz de rogado, e lhe abracei até seguirmos pro seu apartamento.

Chegando lá, ela me fitou profundamente e disse:

- Foi uma noite maravilhosa.

- Maravilhosíssima. Obrigado pela companhia.

- Eu que agradeço companhia tão importante! -, disse ela toda meiga.

Foi nessa hora que ela pegando as chaves, virou-se para porta e voltou-se de repente para mim com um beijo abrasador. Eu me agarrei nela e curti tudo o que foi possível desse momento. Demoradamente. Deliciosamente.

- Vem -, chamou-me abrindo a porta.

Entrei e ela me agarrou mais safada, mais entregue. E eu lhe beijei tateando todo seu corpo, contornando seus seios e quadris, tomando pé de toda situação de sua geografia corporal.

Ela me puxou e caímos na cama e eu beijando seu rosto e corpo, enquanto desatacava sua blusa e saia. Ao divisar seu ventre, arranquei-lhe a calcinha e beijei-lhe a púbis, lambi sua vagina e chupei seu grelo até a urrar de prazer. Danei a língua dentro dela e fiquei ali o tempo todo sorvendo sua delícia úmida até ela gritar de gozo.

Ao gozar, ela me empurrou de lado e ficou sôfrega tentando equilibrar a respiração. Levantei-me e fui até a varanda fumar um cigarro.

No último trago ela chegou perto, respirou na minha nuca, beijou-me os ombros e me virou para vê-la completamente nua naquela noite enluarada. Ela alisou meu tórax, passou a língua na minha pele e foi descendo até alcançar meu pênis refeito para a guerra: duro e em riste.

- Lindo esse seu pênis!

Disse isso e começou a beijá-lo com todo afeto de sua alma. Eu enrubesci e me deixei levar por sua provocação hábil. Logo começou a lamber e a engolir todo meu caralho, suspirando a cada chupada, ronronando com a felação e eu desmaiando de prazer. Ela mais se agigantava com movimentos mais bruscos dos lábios, língua e mãos. Ela engolia e tornava a engolir minha pica, deixando-me louco. Friccionava com fervor com meu pau entre as suas mãos, enquanto lambia e chupava enlouquecidamente. Mais ágil, mais frenética, mais bruscamente ela buscava o meu gozo que já expelia as primeiras gotas do meu sêmen, até jorrar por inteiro minha vida toda na sua boca. Eu quase morro de prazer e ela como faminta insaciável continuava lambendo, mordiscando, beijando, chupando lentamente até nada sobrar de mim naquela noite de dia dos namorados.



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domingo, janeiro 23, 2011

DELICIAS DO PASSADO




Imagem: foto de Mirita Nandi.

A CUNHADA

Luiz Alberto Machado

Sempre fui bem recebido pelas cunhadas. Uma delas, a Valbânia, foi aquela que mais me chamou a atenção. E tudo começou por nada. Bastou certa tarde, a gente conversando, de forma inadvertida, meu braço roçou seus seios. Um choque. E me arrepiei na hora com aqueles ductos duros, provocantes, pareciam mais insistentemente me chamando praqueles assanhamentos libidinosos que nos levam ao delírio dos prazeres.

Doutra feita, estava eu vasculhando algo e ela roçou seus seios num dos meus braços. Pareceu acidental, mas era provocação demais para que eu pudesse passasse em branco, sem ao menos demonstrar que aquilo buliu com a minha libido. E, depois disso, passei a olhá-la mais fixamente, fuzil na mira, dentes aguçados, preparando os apetrechos da caça.

Uma vez flagrei sua língua lambendo os lábios e me fitando permanentemente. Fiquei sem jeito. Não sei como sua irmã não vira tudo aquilo. Eu só ficava inquieto e sem poder fazer nada, mas com toda gula armada para digerir aquele banquete que me chamava de banguelo.

Certa feita num restaurante, a namorada saiu um instante e ficamos sozinhos. O papo estava acalorado. Foi quando ela disse-me:

- Isso me dá um tesão danado...

- O quê? -, perguntei-lhe.

Não obtive resposta porque a namorada já estava de volta à mesa para continuar o papo anterior. Que coisa! Não dava uma dentro, nada de oportunidades abertas para que eu pudesse colocar meu trem nos trilhos.

Lembro bem que certa noite eu estava dormindo e me acordei com a certeza de que alguém estava me bolinando. Mas não vi ninguém. Olhei dos lados e investiguei o ambiente e nenhuma alma viva além da namorada que dormia sono solto estava ali. Nunca acreditei em fantasmas, mas desconfiava que algo de inusitado ocorrera e a minha excitação estava me atordoando.

Quando fechei os olhos percebi alguém se movimentar no ambiente, não deu pra ver quem era. Mas fiquei comigo: é a cunhada. Levantei-me, fui até o banheiro no corredor e percebi barulho de pisadas pela casa. Parei à porta e fiquei espreitando. Nada. Entrei, levantei a tampa da privada e dei descarga. Corri até a porta e fiquei de mutuca e logo percebi a porta do quarto da cunhada se fechar. Pensei comigo: vou lá? Menino, fica quieto. Não vai arrumar sarna pra se coçar. Fiquei na dúvida: vou ou não vou? E fui. Quando cheguei na porta, coloquei a mão no trinco e não tive coragem de abri-lo. Fiquei alguns segundos ali em pé, esperando qualquer reação do lado de dentro. Deu para ouvir ela se arrumando na cama. Pensei melhor e retornei pro quarto da namorada. Não seria daquela vez.

Certa tarde fui à casa da namorada e todos haviam saído, exceto a Valbânia que se encontrava lá em trajes sumários. Ela abriu-me a porta com um sorriso e me saudou com beijos à face, dando-me a oportunidade de sentir o fragor do seu perfume natural. Mais uma vez senti-lhe os seios robustos roçar os meus. Era tentação demais.

Adentramos conversando quando ela me chamou para mostrar um vídeo. Era um clipe denominado “A cunhadinha”. Não tinha a mínima idéia do que seria exibido, mais logo me deu a sensação de que se tratava de um vídeo pornô. E era. Ela sentou-se do lado e com um dos seus dedos entre os lábios, percebi que o mordiscava enquanto a atriz atuava na felação. Deu pra perceber sua excitação contaminando todos os meus nervos. Fiz de tudo para manter a sensatez e deixei que ela percebesse que eu apenas estava grudado na cena ao que parece mais a excitava.

Enquanto a cena transcorria mais ela ficava com exclamações que me deixavam numa sinuca de bico, sem saber o que fazer.

Quando o vídeo terminou, ela ousou soltar de forma espantada uma surpreendente expressão demorada: - Uau!

Fitei-lhe o rosto afogueado e eu já sem um pingo de juízo estava pronto para abocanhá-la, quando a porta abriu-se e quase todos nos flagravam ali com a boca e tudo na botija dela. Tirou um fino. O fuzuê dos que chegavam era grande e minha cabeça rodopiava com o coração na mão, os pés sem terra, o mundo todo para me condenar. E para me recompor deu trabalho. A namorada chegou aos beijos apaixonados e nem notou que estávamos ali, eu e Valbânia, prontos para virar caça e caçador um do outro. Vertigem braba.

Logo a namorada levou-nos os 3 para o bar que ficava ao lado da residência dela. Eu todo sem jeito, não sabia onde colocar as mãos, cheio de pernas, a cabeça a mil e a volúpia queimando toda minha carne.

Logo a namorada trouxe-me uma cerveja gelada e foi colocar uma música apaixonada na vitrola para mim e zarpou para arrumar as coisas lá pra dentro, deixando-nos a sós novamente. Enquanto ela tomava providências, a irmã flertava comigo.

Valbânia cada vez mais tinhosa e sensual fitava-me com a resistência de quem quer virar a cara pro perigo e me deixar em palpos de aranha. Insistia em ver-me atordoado com aquilo tudo, sacando minha agonia de ser pego pela namorada com licenciosidade pra banda da irmã dela.

Parecia uma tocaia que eu não via como sair ileso. Parecia uma armadilha para consumar a minha infidelidade. Parecia uma arapuca impossível de me desvencilhar. Estava na encruzilhada sem saída.

Foi quando para tornar a situação mais aguda, Valbânia convidou-me para dançar a canção romântica, uma daquelas da gente só ficar mexendo as pernas sem sair do lugar. Era o que ela queria. Colou seu corpo no meu e suas coxas se insinuaram firmes entre as minhas.

Senti seu ventre roçando o meu, quando meu membro ficou buliçoso e mais se avolumava com seus achegamentos safados.

No meio do nosso embalo, ela ainda teve o topete de gritar pra irmã:

- Mulher, teu namorado dança muito bem! Dá vontade da gente perder a cabeça!

Ambas riram. Minha namorada veio, deu-me um beijo na boca e disse pra irmã:

- Esse é o meu gostoso, o macho mais tesudo do universo -, e saiu nem aí pro que estava acontecendo entre eu e sua irmã.

Foi então que Valbânia aproveitou-se e mais se esfregava em mim e ninguém dando conta no recinto.

Corpos colados, ela prendia e soltava a respiração excitada no meu ouvido. Ronronava, manhava e saltava dengos roçando os lábios no meu rosto. E mais apertava o meu corpo contra o seu insinuando passos como que me levando para algum esconderijo. E rodopiava nos meus braços e me fazendo presa de seus arrochos.

Quanto mais suspirava, mais se apertava em mim caçando uma toca para se entregar, enquanto suas mãos bailavam alisamentos no meu pescoço, ombros, peito, quadris, até que uma das suas mãos deslizou por meu corpo até se apoderar do meu membro assanhado já babando rijo de deixar mancha na calça.

- Hummmm!... -, e sentiu nos dedos seus dedos o registro da minha gosma que já melava, até levá-los à boca como que degustando o meu sabor e mais ela impava, sôfrega e alucinada, ora alisando, ora apertando meu pênis já meleguento e pronto para invadir-lhe todas as intimidades.

Num rodopio maior, ela me soltou puxando para pularmos na piscina vazia. Sabia que ela estava caçando canto para nosso incêndio. E ali me beijou farta e despudoradamente remexendo o zíper da minha calça e já trazia entre as mãos o meu caralho louco por todas as suas remexidas. Loucura total. Qualquer um podia chegar à beira da piscina e ver-nos beijando abrasados. Seria o flagra e ela nem aí. Eu assustado com o risco, não conseguia conciliar a sedução e a horagá do imprevisível.

- Essa mulher é louca! -, disse-me para mim mesmo. E parece que ela leu meus pensamentos dizendo:

- Você acha que sou louca, né?

Respondi-lhe com movimento afirmativo de cabeça. Não tinha nem como dizer qualquer palavra, ela me dominava por completo.

Foi quando ela me tomou pela mão, subiu a escadaria da piscina e de forma nem aí pra quem tivesse me arrastou até o quarto que servia de depósito de bebida, abriu e mal trancou a porta, encostou-se na parede, acocorou-se e mandou beijos muitos, lambidas, abocanhadas e chupadas na minha pica com sede e fome de milênios. Confesso que esmoreci e me rendi aos seus apelos felatórios. E se alguém abrisse a porta? E se visse ali aquilo tudo acontecendo? Eu não sabia se mandava ver ou se me precavia da tragédia que seria aquilo tudo acaso fôssemos vistos.

Quando ela percebeu que eu estava para lá de excitado pronto para ejacular, ela levantou-se e me puxou para o canto arranchando-se sobre a mesa, desvencilhando-se das vestes e me trazendo para dentro de suas pernas abertas com a sua vagina quente em fogo e molhada de me deixar lavado de prazer, com um entra-e-sai de amor que me fez locomotiva louca a reverberar grunhidos loucos por seus trilhos imensuráveis, a me fazer navegação rasgando os mares rumo ao centro dos oceanos, a me fazer nave singrando o universo até o íntimo de toda galáxia perdida dentro dela.

Quando já estava por um triz ela me puxou com força, fazendo-me deitar na mesa e ela montou para cavalgar a loucura do seu desejo, gritando alto e sem-vergonha, até alcançar o ápice de seu orgasmo para meu delírio no gozo, até cair trêmula, arreada e sem fuso, totalmente estirada sobre meu corpo, transpirando como louca e com a boca no meu ouvido repetindo em sussurro: gostoso.... gostoso.... gostoso.... gostoso.... E dormiu. Eu até me esquecera de como íamos sair dessa.

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sábado, janeiro 08, 2011

DELÍCIAS DO PASSADO



Imagem: foto de Mirita Nandi.

O INESQUECÍVEL GOZO FATAL

Luiz Alberto Machado

Como sempre, naquela noite eu estava carente dela.

Estacionei o carro na calçada e fui até sua janela onde bati chamando por seu nome.

Era madrugada.

Ela logo acordou e veio abrir o portão.

Linda fatal de sempre, trajava um vestido longo daqueles colado no corpo pronunciando suas curvas, um decote agudo deixando a mostra seus seios generosos, um lascão entre as pernas insinuando a visualização de seu segredo pélvico delicioso.

Eu lambia os beiços e tremia o corpo todo com a tesão de agarrá-la ali, beijá-la imensamente e abraçá-la com todo furor excitado que crescia dentro de mim.

Enquanto ela abria os cadeados da corrente e a fechadura, eu já imaginava destrancando todas as suas portas e tramelas, invadindo seus esconderijos corporais e me deliciando do seu transcendente prazer por todas as suas funduras.

Portão aberto, eu caí de boca sobre seus lábios sedosos num beijo profundo de paixão adiada de séculos.

Enquanto isso, eu me apossava de seu corpo e minhas mãos vasculhavam suas intimidades, tomando conta do seu corpo e de sua gostosura toda.

As plantas do jardim conferiam certa exclusividade à nossa loucura amante, mas não poupavam curiosos passantes de nos flagrar ali entregues aos remexidos mais libidinosos de nossas volúpias arraigadas.

Ela jeitosamente entregue aos beijos, dançava enlouquecida e me encaminhava em seus passos para o fundo do jardim onde poderíamos ficar à sombra de uma das colunas e lá nos acariciar safadamente até suprir todas as necessidades dos nossos corpos.

Beijávamo-nos aos montes e desbragados, agarrados um ao outro, de corpo colado e com despudor.

Percebi logo que ela sentia na sua intimidade o meu membro rijo estourando a calça, enquanto eu beijava suas faces, lábios, pele, ombros e seios, alisando seu dorso e tomando conta de toda sua carne maciça.

Logo ela tomava conta de tudo e apalpava acariciando toda extensão da minha arma em riste até abrir o zíper para conferir toda vibração do meu caralho e tocá-lo ao vivo e em cores com seus dedos macios de profissional massageadora.

Libertando o meu pênis, logo eu lhe levantava o vestido até a cintura e deixava-o roçando sua vagina orvalhada, pronta para ser explorada na minha mais irredutível expedição.

Ao se extasiar com esse contato intimo com meu cajado deslizando por toda redondeza de sua profundidade pubiana, logo ela foi arriando aos beijos por meus ombros, caixa toráxica, umbigo, ventre e encarou faminta toda minha mais astuta virilidade.

Cheguei a vê-la acocorada e vesga encarando de frente toda dureza da minha masculinidade, quando de forma terna e carinhosa começou a beijar a glande muitas vezes e levar seus beijos por toda a extensão da minha pose macha como se fosse a clava da sua felicidade mais safada.

Aos beijos ela passou a lamber minha pica de forma enternecedora, ora voraz e gulosa, ora com a suavidade de quem degusta o picolé mais saboroso dos meus desejos.

Lambia e sugava calma e ternamente, até adquirir uma sofreguidão que me roubou os sentidos e me deixou a ponto de explodir todo caldo da minha tesão insaciável.

E engolia freneticamente até alcançar o cabo da minha espada e ela ronronava brava num entre e sai dominado por sua língua poderosa que me roubava todas as forças e me deixava em êxtase perene.

Abusou mais ao manipular com propriedade as mãos esfregando minha rola enquanto lambia e engolia por inteiro, friccionando e chupando, empurrando tudo até que alcançasse sua garganta ávida e me deleitava com a promessa de um gozo inesquecível.

Com sua exímia felação eu delirava e cada vez mais ela genuflexa imprimia ritmo com frenética gula como quem rezava exaltada em busca da sua salvação, enquanto eu agoniado pelo exaspero do gozo, deixei derramar todo sêmen do prazer.

Como insatisfeita, ela se servia como quem lambia os pratos e os dedos depois do repasto, mantendo carinhosamente a chupada arfante, como quem queria que eu enlouquecesse exangue a me roubar todo senso e coerência.

Ela demorou por horas recolhendo todo resquício da minha seiva, como quem lavava com a língua todo meu pau salivado.

Por horas fiquei extasiado com o seu domínio de felatriz feliz que não queria largar meu tacape para que novas ereções emergissem e eu morresse de vez na sua boca requerente.

Essa situação emotiva se repetiu várias vezes por várias noites e anos, tornando-se ela inesquecível nas minhas fantasias e povoando todas as minhas lembranças mais prazerosas.

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