domingo, junho 26, 2011

CARLOS ZÉFIRO



ZÉFIRO* & O ROL DA PAIXÃO


Luiz Alberto Machado


Eita! Tive acesso aos Catecismos de Zéfiro, quando tarde da noite, eu já me despedia de um papo grupal informal, um amigo adulto do arruado me emprestou escondido dentro de um gibi de super-herói.



Estava eu por volta dos 10 anos de idade, um biltre menino entre os 99 milhões e 900 mil habitantes tricampeões mundiais do futebol, com toda a sacanagem de amolegar a pêia a qualquer momento, pronto para ser um ginófago maior que Sebastião Santiago de Dores de Indaía, virar capa do Pasquim com ar de Fittipaldi estraçalhando de volúpia a Jules Rimet de carne e osso que aparecesse nua na minha frente. Asseguro, eu não roubei a taça, eu só comi em noites de mãos vuque-vuque na peínha de sexo que eu idolatrava. E cantei com a bimba de fora “É canja. É canja. É canja. É canja de galinha. A nossa seleção botou na bunda da rainha!”.



Eram tempos difíceis de moralistas caras-de-pau, TFP, repressão braba, enquanto os Lampiôes de Esquina eram reprimidos e execrados às claras, mas usados e xamegados às escondidas por maiorais da Educação Moral e Cívica. Era desemprego, inflação, carestia, estado de emergência e a polícia baixando a lenha, enquanto Esquadrões da Morte eram idolatrados ao lado de soçaites do Sued. Todos os potentados abusivos davam jeito de deixar como está para ver como é que fica. E eu doido pelas tanguinhas exibidas como Serra Pelada, com mais firulas que Pelé, saltando mais que João do Pulo, catando moças, moçoilas, desgarradas, como se fossem as seqüestráveis embaixatrizes do Japão, Alemanhã e Suíça. Qualquer delas e me esgueirando a solfejar eu só quero mocotó da nega pro meu pau duro embalado pelo “Pra frente Brasil”, “Eu te amo, meu Brasil” e as chamadas de “Ame-o ou deixei-o”. Eu queria mesmo era me achegar nos pendores duma Tereza Batista Cansada de Guerra e nela virar o capitão Lamarca ou Marighela e socializar suas securas, seus desejos, suas minações orgásmicas para o bem de todos e felicidade geral da nação.



Enquanto eu jogava bola e me estrepava arrebentado, abrindo samboques do maior sangreiro nas canelas, arreava na cama para que a tia-prima voluptuosa cuidasse de mim. Quando ela me via naquele estado deplorável, ela me agasalhava com seus braços, deixando meu rosto colado no decote dos seus seios fartos. Ela era muito mais velha que eu, moçona feita, troncuda, carinheira, quartuda, beijoqueira, peituda e acendendo a libido já felliniana assanhada nos meus nervos de não poder ver saia, peitões e pernas torneadas que algo bulia embaixo do calção. Ela sacava minha concupiscência, dava trela. E eu não perdia tempo, não queria desgrudar dela nunca mais.



Foi com a tia-prima Bety, que fui iniciado pela primeira expedição no sexo. Enquanto eu buliçoso ousava tocar seu umbigo para alisar furtivamente sua xiranha, ela se fazia dormir, o que me dava de esgueirar para alisar suas pernas, beijar a calcinha que continha sua bocetona úmida e me enfronhar com cheiros e lambidas por seus ductos rijos e proeminentes noite adentro de nossos quartos. Toda santa noite eu xamegava com ela adormecida dissimuladamente. E no meio dessas traquinagens safadas, certa vez ousei expor o pingulim brabo para roçar entre seus lábios. Eu tremia de medo que ela refugasse. Qual não foi minha surpresa de vê-la lambendo a babada que a minha pica expelia melando seus lábios. Aí esfreguei o pau e percebi que ela abiu a boca pra facilitar minha empreitada, com a língua a tocar suavemente a minha glande expelindo prévios gozos que eu me esbaldei para ejacular inteiro no seu céu palatino. E não fosse minha mãe abruptamente flagrando tudo, eu me esgueraria muito mais naquela suculência gostosa de mulher.



Quando a Bety foi embora expulsa lá de casa, passei vários dias morrendo na punheta e sem conseguir superar sua ausência. Foi quando certa vez desmaiando por causa de uma injeção que saltou agulha na pele do meu braço, que descobri a vizinha que virou a minha Jules Rimet. Pense numa mulher reboculosa! Arre, égua aquela era boa de montar. Cuidava de mim como se eu fosse seu filho e eu me aproveitando todo saído. Cada vez que ela amolegava minha manha, mais eu dengava de ficar só no acorçôo das horas de prazer. Eu sonhava dormindo no rego dos seus peitos, agarrado nela e postado entre suas pernas. Eu sentia meu sexo duro dentro do calção, colado ao seu coberto pela saia. Acordava eu do sonho com a vizinha que me acarinhava afetuosamente e acendia todas as luminárias de Sampa com espoucar de champanhe, fogos de artifícios e tiros de pistola dentro de mim. Vixe, santa! Se ela notava, eu nem sabia, mas eu punhetava ao meu modo horas a fio aquele modo manso de cuidar de mim, agarrada comigo e com toda vitalidade de sua carne bulindo na minha alma. E isso eu já com um bigodinho ralo que eu mordia pelas beiradas da pré-adolescência embaixo da venta. Pentelhos intermitentes, nervos à flor da pele, tudo aceso, pronto para arrebentar o nó do laço frouxo do calção, quando o bico da pêia ameaçava se insinuar na pontinha dos cós, babando mais que a maravilha de ser surpreendido pelo exótico mais deleitável. Certo dia de tarde mormaçada, descobri embaixo da saia, a vagina nua mais apetitosa. Ali não tinha calcinha, nunca teve. Eu me fiz de inquieto e ela nem aí com meus dedos sapecando alisados por suas entranhas. Aí, botei o pênis pra fora e fui de mansinho enfiando na sua intimidade molhada, ajudado pelas escâncaras de suas coxas agora me prendendo o tronco. Uau! Todas as tardes ela me chamava na sua casa e muitas mais gozei dentro dela, na cama dela, até o dia que ela se mudou para casar com um capataz da usina de cana-de-açúcar.



Foi um rio que passou em minha vida. Aí apareceu Marluce numa noite escura atrás do muro do arruado da usina. Ela já com seus 19 anos, assanhada, vistosa, danada e gostosa. Primeiro foram uns sarros com beijos sufocados e apalpadelas. Depois a nudez completa embaixo de uma mangueira nos afastados da vila, com fodas desmedidas de arrepiar o sereno e a madrugada. Certa feita, a gente se arranchando no lugar habitual, quis lhe enrabar inesperadamente. Ela gritou e pulou fora arengando, ajuntando suas vestes e caindo fora para nunca mais. Eu fiquei só de “Bandeira branca, amor, não posso mais pela saudade que me invade, eu peço paz”.



Já com quase 13 anos, depois de muito zanzar à toa pelo baixo meretrício, catando puta para me amufanhar, encontrei uma sem-vergonha gostosuda que foi com a minha cara e topou se agarrar comigo no cajueiro atrás da igreja de São Sebastião. Quando chegamos lá, logo ela se acocorou e rezou forte apertando meu cacete por cima da bermuda. Depois, levantou a cabeça, arriou meu zíper e recolheu entre as suas mãos o meu cajado que foi profissionalmente beijado, lambido e abocanhado numa chupada de encher de estrelas toda a redondeza. Ela insistia buscando meu gozo no sexo oral. E já na horagá, puxei por seus cabelos e trouxe seu priquito rente ao meu cacete e lhe enfiei com vontade dela gemer gozando até arrear desacordada no chão. Fiquei assustado, arrumei os meus guardados e zarpei dali o mais depressa que pude.



Dias depois me vi num salão de beleza, quando conheci a sonsa cabeleireira que me fez passar o maior chá de cadeira até altas horas, para me premiar com a mais acrobata das expressões do Kama Sutra, numa foda ruidosa que durou até o raiar do dia. Tudo começou timidamente com cheiros, afagos, alisados e toques nos meus cabelos, se insinuando com pegadas no queixo, beijinhos nas faces, mão boba na minha perna de quase tocar na minha pêia, olhos fechados, luzes apagadas e uma trepada que ela começou sentada nua no meu colo e, depois, virou mirabolantes investidas, enrabadas, chupadas e gozadas até perder a noção completa da hora. Amanheceu e eu nem me dava conta de nada, a vida prosseguia.



Era pleno São João quando conheci Ezined, uma adolescente da minha idade, doida por mim, com uns beiços salientes, bunda expresiva, uma boceta de cuscuz e umas pernas de bater o mundo e a vida. Ela era virgem e eu descabacei numa tarde de junho, embaixo de uma palmeira na beira do rio. Eu já havia aprendido a guiar e roubava o carro do meu pai para fugir com ela para Pirangi e lá descobrir o seu ponto G. A gente sarrava no capô do carro, quando eu de cunilíngua deixava ela molezinha de se estirar, de bruços, bunda arrebitada pra minha maravilha. Aí ela dizia: - Agora faz o que eu quero e gosto! O que é? – perguntei. – Come meu cu. É assim que eu gozo. Nossa, era presente de aniversário todo dia comer aquela bundinha apetitosa. Dia sim, dia não, a gente fugava pra Pirangi e lá eu emprenhei ela 3 vezes e 3 vezes ela abortou, baixando hospital na internação por dias, até se desvencilhar de mim e nunca mais.



Não demorou muito e eu já estava envolvido com outra como protagonizando o Último Tango em Paris. Ela, a minha Maria Schneider. E eu um Marlon Brando tupiniquim, sem um tostão furado e muito vento na cabeça. Dessa vez me viciei e enrolei de apaixonado. O corpo dela era uma provocação. E eu usava e abusava de todas as formas, oral, anal, vaginal, de gozar nas coxas, nas dobras dos cotovelos e joelhos, nos pés, no sovaco, pelo pescoço, no rego dos peitos e da bunda, contaminado pela luxúria que emanava do sexo por todo corpo dela. Desmedidamente amei e fodi, me emporcalhei nas menstruações, enrabei desinterias, me safei com suas entregas e ejaculei por todas as imundícies e delicias porque seu sexo era a minha vida.



Não discriminei mais, o que caísse na rede era peixe. Estava plena a crise do petróleo e eu combustível farto para incendiar qualquer corpo de mulher. Todo mundo questionava que país era este e eu, sem-vergonha, caçando uma mulher como a repressão no pega pra capar por terroristas procuradíssimos pela Lei de Segurança Nacional. O milagre para mim era fazer a minha pornochanchada pela transamazônica da beldade que me permitisse ser o dendroclasta Rainol Grecco nas suas entranhas e me servindo do seu vinhoto para me embriagar de prazer.



Tornei-me viciado, dependente. Eu queria um corpo de mulher todas as manhãs, todas as tardes, todas as noites. Eu queria devastar sua Amazônia, degradá-la com meu justiçamento sexual, seqüestrá-la encapuzada para sucumbir à minha tortura e explorar cassiterita na sua Rondônia, seviciá-la como o Martinho da Vila Isabel inaugurando a ponte Rio-Niterói no seu latifúndio. Virar um Doca Street que mata de prazer uma Ângela Diniz. Comemorar o sesquicentinário da independência que não houve na sua nudez oara eu fazer farra de raspar o prato, de lamber o tacho e me empazinar de gozo.



A vida para mim era um Império dos Sentidos em todo momento. Era a hora da minha Eiko Matsuda – minha Sada Abe inocente, íntegra e bem-aventurada que será seduzida e brilhará nua e linda como uma capixaba Aracelli justiçada, que vai cair na minha lábia como uma Sônia Braga nua na cena do meu filme, que será uma Claudia Lessin ressuscitada feliz na nossa liberação orgásmica e dançando todos os forrós que eu tocar. E eu farei na sua nudez a guerrilha do Vale da Ribeira e defenderei sua estirpe e invadirei sua terra indígena como os irmãos Vilas-Boas, e cantarei sua deidade como um arauto Teotônio fugando do câncer e da meningite secreta para sacralizá-la no coito exacerbado.



Quando Raoom apareceu, foi cantando pra mim “Abra os braços pra me guardar...”. Eu lhe fiz Paixão Legendária e guardei por anos o amor que foi cometido sobre os birôs, estúdios, motéis e beira de estrada. E eu a fiz mulher como quem vai com o pau elétrico de Moraes Moreira. E lhe dei xeque mate como um Mequinho vigilante e fiz nela a guerrilha do Araguaia. Incendiei seu corpo como o edifício Joelma e dei uma de Fradinho do Henfil nas suas costas que explorei de Cuiabá até Campo Grande.



A Carmen de Bizet foi uma das mordomias que eu tive enquanto gritava Diretas Já: foda na ópera em pleno nascimento da política neoliberal. A gente se engalfinhava no nosso Sambódromo particular: as ruas do Recife. Ela, a cantora lírica à La Elba Ramalho, sensual que só Fafá de Belém, doidona que só Rita Lee, fazia de tudo no malabarismo de pernas, braços e bocas. Tudo começou quando a gente comemorou o campeonato mundial do Flamendo e findou com o choro da derrota do timaço do Brasil com Zico & Cia., depois de nos perder nas cenas dos filmes de Carlos Saura na AIP, de viver na praça do Diário seus arroubos de uma Emmanuelle ressuscitada para se entregar por inteiro num beco da Boa Vista.



Tudo vira loucura quando apareceu a pecadora na sucursal dos meus infernos, com seu jeito Kelly LeBrock na Dama de Vermelho saída da tortura e das prisões de Médici. O seu ar Nossa Senhora de Fátima com carinha de Sula Mazurega, nada mais sonso escondendo a safadeza. Eu, a União Soviética: pronto para papá-la; ela, os Estados Unidos: cheia de amor pra dar. Imperialista, mandona, orgulhosa. A nossa guerra não era fria, era fogo em brasa. Ela tomava pílula para não engravidar. E quando a gente chegava no muquifo, ela se deitava à espera de torturá-la até gozar. É quando ela vira Linda Lovelace no Deep Throat, e engolia tudo que eu tinha de não sobrar nada mais.



Era como a Diná que parecia uma major mandona, cangula dos lábios rubros, batom vermelho, corpo escultural, ameaçando raptar-me sempre a se curvar sobre a mesa, expondo o decote dos seus seios lindos nus, alardeando me enquadrar na lei penal porque eu era de alta periculosidade e vivo atentado ao pudor público, imoral que merecia ser sacudido no seu cárcere privado. Assim o fez. Raptado, ela veio com seu olhar amendoado, penetrante, boca de língua afiada de todos os idiomas, faminta, sedenta e engolidora do meu fogo, da minha espada, devorando meu caralho como quem se apodera da sua caça. Prisioneiro feito, antes da felação, ela dançava nua Roundabout, para que eu me deliciasse com a sua pericia de chupóloga inesquecível.



Era como Ana, uma Meg Ryan com ar de dominatrix, com suas lingeries e fetiches, se exibindo com seu bustiê de látex preto, sua calcinha de couro negro, adereços, correntes, cordas, grilhões, coleiras, vendas, mordaças, pronta pro BDSM. Queria me fazer voyeur. Na horagá, se rendia escrava dominada nua para ser a minha serva, algemada, amarrada, dominada. Tinha ela por religião o prazer. O hedonismo, a sua lei, à tripa forra. Deu-se sádica de todas as formas que já imaginei fodê-la. Queria apanhar, não bati. E me provocou masoquista, queria a dor na carne e foi mordida, cravei-lhe os dentes. Foi estrupada, enfiei-lhe tudo de esfolar o ânus, unhas na carne, puxavanques nos cabelos, pressão nos ombros, apertões grosseiros com beijos e gozadas.



Enfim, era tudo como Marta, Martinha – uma capturada esguia mustelídeo, a Suplicy, a melhor do mundo camisa 10, a escritora chilena Brunet, a miss Rocha, a escritora Lynch argentina, todas naquela que era perita frotteurista excitada, se esfregando em mim, como quem desfila tarada roçando ao meu redor, como quem negaceia na ginga aos toques de um drible de corpo, como quem escreve na minha pele todas as suas seduções, como quem rasteja na minha carne dos pés à cabeça, adorando ser por mim encoxada nos locais mais improváveis de nossa loucura libidinosa, e de levantar a saia para ser possuída num recanto recluso dos templos, embaixo das escadarias dos prédios, nas últimas poltronas dos ônibus, no escurinho do cinema, nas toiletes de restaurantes, embaixo do arvoredo das praças, nos terrenos baldios, sempre o perigo do flagra. Inusitadamente certa vez ela me viu na rua, saiu correndo e me alcançou para completamente extasiada se insinuar louca por um sexo ali na hora. E me puxou apressada pelo trânsito até o meu automóvel, obrigando-me a me entocar no banco de trás para ela, enlouquecida, me atacar, primeiro com uma chupada de escurecer o dia, até montar ávida sobre meu sexo rijo, explodindo aos gritos de gozo até ser saciada e, no fim, em tom de ameaça, dizer desgrenhada se ajeitando: - Esteja pronto! A qualquer hora eu quero de novo!



* CARLOS ZÉFIRO (1921-1992) – O famoso roteirista, ilustrador e editor carioca Carlos Zéfiro (Alcides Aguiar Caminha, funcionário público), era considerado um criador pornô-erótico de histórias em quadrinhos entre os anos 1950 e 1970, publicando obras conhecidas como “Catecismos”.





Confira mais no Rol da Paixão.

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quinta-feira, junho 23, 2011

ROSANGELA ALIBERTI



Imagem do fotógrafo português José Coelho.

A POESIA EROTICAMENTE SUAVE DE ROSANGELA ALIBERTI

EROTICA_MENTE S...U...A...V...E

............................................d
e
s
e
j
o
s,
gotas
transparentes
serpenteando
sobre a vidraça
...flashes de imagens
cirandas criativas
contatos
quadriculações
o assinalar rítmico
de olhares
murmúrios
secretos sinos
ecos afrodisíacos
dando o timbre
...a colcheia
as...mãos...
nas...co-xas...
notas musicais,
beijos carimbados...
No nosso céu!!!
O deslizar de bocas,
O ardor na nuca
corpos embalando
um suor perfumado
eminente_mente
s...u...a...v...e
instalando
vibrações
pelos poros
estalos Ballets
emanações
de emotividade
múltiplas explosões
p r a t e a d a s
Erotica_mente
S e l v a g e m
O olor do incenso!
Banhos de Amor...
gotas de desejos
transparentes
erótica
é a mente
s u a v e
aves
tocam nas
nuvens
Tua
boca
e o
céu...

CAMA DE GATO SUI GENERIS

nas orquídeas
os sorrisos
não nascem distraídos
são toques
claros
que abrem os sentidos
extraordinaria_mente
improvisados são os
abraços
irados entre as pernas
[doce e raro
o mel dos apaixonados
jorra com cheiro
de frutas frescas
nas travessas
aos domingos]
assim...
foram teus braços
unidos aos meus
num movimento simultâneo
com um sabor de sonho,
nada sofrido.

ELE & ELA

I
entregas
na flor do seio da pele
abrem-se as portas das revelações
a sensibilidade prega
arde
(des)encarde peças
lentamente antigos amores
tornam-se desimportantes
- artigos indefinidos
atrás do muro do cemitério
restos de pó, levantam
ossos
que se desgrudam dos calçados
tudo começa
com uma lingerie fora da caixa...

II

um poeta despe vestes
em febres passageiras
ele nunca terá dona
sonho, astro-rei no silêncio
vento em movimento...
uma poeta versa a fala do amor
nos labirintos de papel
ela nunca terá dono
como nasce a chuva?
- no balançar na rede
pronomes pessoais
pressentem banhos de estrelas
em metamorfoses
despertam-se pássaros
acima de fios conectados
borboletas
[fogem de algemas
nunca de desafios.

&

desencontros linguísticos
nunca formarão pares
(nunca minta para si mesmo)

PROGESTERONA

donos de fartas percepções...
há poetas natos
na demarcação de territórios
o punho finca letra pós letra
nos dias e meses dos calendários
dando um gosto latente
guerras de morangos cerejas
& pequenos frascos de perfumes
bandeira e mastro
no espaço do meio fio
no cio do silêncio
se sobe a temperatura...
fecham-se os corpos com um poema
deixando outros a verem navios...
na sala das revelações

POEMINHA SEM-VERGONHA

Saíram de casa
desagarradinhos
como pingos da mesma nuvem
sem guarda-chuva
começou uma garoa fininha
fininha...
fininha... mesmo
foram dividindo
batatinhas
ruídos ao vento
de outro saco plástico
no banco detrás no carro

no caminho a esperança
que a água
no vidro cessasse
antes do último
pedaço de pão francês
prá dois
os pêlos dos casacos
estavam molhados
fora do quarto escuro
só espeques

gargantas rasgavam
ao luar
sem chopp
conhaque mel ou chicletes
tropeçaram noutras delícias
saíram de casa
esquecendo das identidades
cheios de fome
grávidos de mágoas
sem vergonha
das pobres paisagens
aborrecidas
rock e pé da estrada...

dois bicos dos seios
denunciaram
que ainda havia
um restinho de T
suando sem pudor...
mudaram o ritmo da respiração
viajaram até os anéis de Saturno
versos saltaram da boca
feito peixes
- o que restou...?
da última recordação
do choro na camisinha?

na barraca do camping
ocorreu o interesse
em se desligar do ar
do hospital
outro tipo de sonda
se aproximou de Vênus
voltaram cúmplices
depois de desfazer
as velhas dores
tornaram a ser
amantes
ao trancar a porta na
home sweet home
a pressão abaixou

PARA MEU ALQUIMISTA

´Merlin´ meu amor, dono dos lábios cor de granada
não troco tua lábia e teus beijos de fogo, por nada.
Vendo bombons: o supra-sumo do afrodisíaco
a gosto do freguês (de janeiro a dezembro)
meu chocolate é mágico querido, tu sabes...
à ti reservo O especial cujo recheio é todo... teu
(sem nenhuma pitada de virtualidade, no dia 12.06)
Só, contigo... distribuo estrelas multicoloridas...
- Vamos reacender as labaredas?
Tua namorada´altamente light´dietética:
´Md.Minzinha´.

ROSANGELA ALIBERTI – A escritora e psicóloga clínica paulistana ítalo-brasileira e geminiana, Rosangela Aliberti, trabalhou como Química na área de Metalúrgica, atua como Psicoterapeuta Floral de Bach e Minas; concluiu Especialização em Psicologia em Hospital Geral pelo Hospital das Clínicas em São Paulo (FMUSP), onde atuou como coordenadora de apoio às escolas públicas. Ela é integrante da Oficina de Rascunhos Poéticos na Casa das Rosas em São Paulo, desde 2005. Seus textos literários estão reunidos no Recanto das Letras e no Fórum do Guia de Poesia.

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sexta-feira, junho 17, 2011

PAMELA REIS



A ARTE ERÓTICA DE PAMELA REIS















PAMELA REIS – A artista plástica capixaba Pamela Reis edita os blogs Pamela Reis e Artes da Pamela Reis, onde ela reúne sua arte e informa suas exposições.

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domingo, junho 12, 2011

DELÍCIAS DO PASSADO



EU & ELA NO JEJU LOVELAND


Luiz Alberto Machado


Como sempre ela chega de forma inusitada para me surpreender com seu jeito inheto de se acercar dos meus domínios. Não há fortaleza, fonteira ou batalhão que ela não usurpe na minha lucidez.



O seu beijo ardente sempre é a chave exata para suplantar qualquer limite e me convida para uma viagem às paragens mais distantes e a roubar do meu senso qualquer possibilidade de firmeza no meu ser Anteu. Nem podia ser de outro jeito, vez que ela logo se entrega nua, vestes despencadas, corpo sedento para ampliar a gula da minha cobiça.



Ao primeiro contato de seus lábios nos meus já estávamos no nosso Jeju Loveland, misturando nossas carnes às mais buliçosas formas de nos entregarmos um ao outro, perdendo a noção de tudo. E somos grama, toldos e bancos. E somos botão, galhos e pétalas minguando no chão. E somos o passeio louco das labaredas, acrobatas no passeio das alamedas, numa pugna amável de buscar a melhor forma de se amar.



Eu já me sentia um dos graduados da Honjik University, de Seul, e modelei sua geografia e moldei seu corpo para produzir esculturas nunca dantes manipuladas por minhas mãos errantes que sentiam a vitalidade do seu corpo trêmulo a se render às minhas investidas. Ela era só uma inquietude inexplicável, dada, doada, toda minha e da forma que eu quisesse.

Aos beijos demorados, já sentia a súplica do seu desejo pelo tomada da posse que eu devia subjugá-la sem reservas ou pudores, a explodir todas as dimensões de 8 ao 80 ampliadas pelos esfregões, roçados, apertões, alisados, enleios, arrastados, até a sofreguidão da batalha amável das conjugações.



Sempre alada, ela estava toda minha nos meus braços, com os ductos dos seios duros, a pele arrepiada, o ventre minando, as pernas inquietas e sedentas, o coração aos pulos e o ser tremulando de volúpia.



Afaguei-lhe os seios e apalpei seu sexo. Ela desfalecia suspirando como a pedir da minha língua a ciência de todos os seus mais apetitosos sabores. E eu servo cão a lamber sua carne e suas entranhas para que desmaiasse deliciada a gritar o gozo mais exaltado de todos os seus orgasmos.

E na quentura de nossas ebulições, ela se virou, vergou alucinada e sentou-se no meu colo. E foi ajeitando tatilmente o meu membro rijo por suas maciais entranhas. E gemeu e se assanhou. E remexeu e rebolou, saracoteou. E acendeu a alma para voarmos nus para El Parque Del Amor, em Miraflores, Lima no Peru, quando entregues um ao outro fizemos a pose da escultura de Victor Delfin.



Bafejei meu gozo na sua nuca e ela agarrando-se a mim ainda de costas, solfejou Latin Lover, insinuando a dança “Dois pra lá, dois cá” de Bosco e Aldir, e inauguramos o parque temático de Chongqing que depois foi demolido pela violência das minhas investidas no seu pódice, segurando suas ancas para que não fugisse ao ser arrastado pelas traquinagens que me fez bicicleta para ela pedalar impune ciclista nua pelas ruas de Londres ou como a modelo de Munch ou de Enrico Bianco pelas ruas de Paris.

E já estávamos em Barrow Wake, Cotswold, na Official Dogging Area completamente molhados de prazer e prontos para a verdadeira vida quando fomos expulsos e afugentados para o interior da nossa mais profunda intimidade.

A lua tomou conta e adormecemos felizes noite adentro até que o dia raiasse e refizéssemos todas as estripulias inimagináveis de toda satisfação humana.



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sexta-feira, junho 10, 2011

ADRIANA GOMES



Imagem: foto Nus, do fotógrafo português ABrito.

O POEMA PERFEITAMENTE NATURAL DE ADRIANA GOMES

PERFEITAMENTE NATURAL

Por Adriana Gomes

Quero despir tua roupa verde e saborear tua carne nua
Quero sentir teu sabor descendo pela garganta
Doce veneno em hora errada
Prazer em meus lábios quando a tenho em minha boca
Pele macia que excita o organismo
Que desperta a fome, que provoca a gula
Sugar tua essência é sagrado
É divino, é lindo
Perfeitamente natural
Glória a Deus que te fez perfeita
Vossa bondade fez brotar de árvores frondosas a tua forma
A tua perfeição
Saboreando a tua carne e sugando o teu mel
Alimento o meu desejo e sacio a minha fome

Das frutas excitantes é a manga que provoca meu orgasmo
16/04/1999



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domingo, junho 05, 2011

CRENÇA PELO DIREITO DE VIVER E DEIXAR VIVER



CRENÇA

Letra & música de Luiz Alberto Machado

É preciso respeitar melhor a vida
no amor que traz a paz que é tão bem vida.
Amar para se ter além do passional
e o coração valer o ser humano universal.

É preciso respeitar as diferenças
e não se equiparar ao que é hostil nas desavenças.
Lutar contra a mantença desigual
que forja o algoz na força do poder irracional.

Se entregar agora, todo dia e a noite inteira,
testemunhar assim as coisas verdadeiras.
Colher a lágrima do olhar mais desolado
para irrigar a sede do carinho devastado.

É preciso ter no olhar a flor da vida,
trazer a luz do sol nas mãos amanhecidas.
E perceber o amor no menor gesto natural
para valer o sonho mais presente mais real.

Se entregar agora, todo dia e a noite inteira,
testemunhar assim as coisas verdadeiras.
Colher a lágrima do olhar mais desolado
para irrigar a sede do carinho devastado.

E afinal poder sorrir
como quem vai feliz viver,
a manter a crença e o seu proceder na paz.
Semear a vida no ideal de colher
o que virá depois
pra ser alegria imensa para um, mais dois, mais!
Viver a vida pelo que foi e será, é e será!

© Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. In: Primeira reunião. Recife: Bagaço, 1992.



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sexta-feira, junho 03, 2011

ELAS FAZEM POESIA & SEXO



Imagem: fotomontagem de Adrienne Bessa.

ELAS FAZEM POESIA & SEXO

A ALMA SAFADA DE DIANA BALIS

A PAIXÃO DOS VÔOS POÉTICOS DE SANDRA SALGADO

OS FELINOS & ESCANDALOSOS VERSOS DE CANDY SAAD

O TRAJE DE LUZES – A POESIA REUNIDA DE LAURA AMÉLIA DAMOUS

A CAÇA TRIUNFANTE DA ODALISCA DE SANDRA FAYAD

A EXPRESSÃO SENSUAL DOS VERSOS DE MARTA RODRIGUEZ

OS POEMETOS ACONCHEGANTES DE ROSA PENA

O ÊXTASE SEM CENSURA DA SONINHA PORTO

AS MUITAS FACES DO AMOR DE VERA SALBEGO

OS VERSOS SEDUTORES DE IARA MEL

OS VERSOS PICANTES DA LADY M

OS DESEJOS DE ÍSIS

UM SONETO E DOIS CONTOS DA AMANTE PROFISSIONAL PORTUGUESA PAULA LEE

POEMAS SENSUAIS DA MOÇAMBICANA TANIA TOMÉ

OS SENSUAIS VERSOS PELO AVESSO DE JADE DANTAS

O JEITO SENSUAL DE POETAR DA LILIA DINIZ

OS VERSOS DERRAMADOS DE AKASHA DE LIONCOURT

A SEDUÇÃO DOS VERSOS DE MILENE POSSAS SARQUISSIANO

QUATRO POEMAS SENSUAIS DE ELIANE FERREIRA DE CERQUEIRA LIMA

A ESPANHA DE ANNE VALENTINE

O FOGO INTENSO DO PRAZER POR UMA NOITE SÓ DA DEUSA FREYA.

A FOLIA SENSUAL NA MADRUGADA FERTIL DE HELENA CRISTINA

A PROVOCAÇÃO SENSUAL DOS VERSOS DE ANDREA LUCIA GUARÇONI

A FOLYA DE LETRAS DA LYA FER

AS LOUCURAS DE AMOR DE GRACE FARES

A ENTREGA DOS VERSOS DE ANA LAGO DE LUZ

OS VERSOS EXPRESSOS DE MIRTES WALESKA SULPINO

O SABOR DA PAIXÃO DE SONIA NOGUEIRA

O VÔO PROIBIDO DE AILA SAMPAIO

OS SUSSURROS PROIBIDOS DE FABBY LIMA

OS FRUTOS DO PARAISO DE VILMA ORZARI PIVA

A CINDERELA DOS DESEJOS DE CARLA TOSCANO

AS COISAS SENSUAIS DOS BLOGS DE LALI

OS ORGASMOS LITERÁRIOS DE WRITER MONT´BLANCK

A LITERATURA LICENCIOSA DE NARCEJA (ANA M.)

A FESTA MARAVILHOSA DE GINA COSTA

A SENSUALIDADE MUSICAL DA CANTORA SOL

A PAIXÃO DOS VERSOS DE SUELI DO ESPÍRITO SANTO

A EXPRESSÃO SENSUAL DOS VERSOS DE ANGELA LARA

A PODEROSA SENSUALIDADE DE DERINHA ROCHA (1960-2010)

OUTROS CONTOS ERÓTICOS DA MIRITA NANDI

IMAGENS & VERSOS: A ARTE ERÓTICA DE LARISSA MARQUES

O CONTO ERÓTICO DE MIRITA NANDI

E a LITERATURA ERÓTICA REUNIDA de Joyce Mansour, Lia Luft, Glaura Silva Alvarenga, Hilda Hilst, Elizabeth Barret Browning, Mariza Lourenço, Ethel Feldman, Clevane Pessoa de Araujo Lopes, Juracy Ribeiro, Sueli Fajardo, Sarinha Freitas, Liria Porto, Branca Tirollo, Ana Cristina Pozza, Livia Tucci, Van Luchiari, Sonia Delsin, Regina Rodrigues, Beth Joy, Lih Meine, Silvia Mara, Vera Linden, Marieta Dobal Campigli, Nilza Menezes, Lucia Nobre, Elen Viana, Luli Coutinho e muito mais!

Tudo porque TODO DIA É DIA DA MULHER!!!!

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quarta-feira, junho 01, 2011

ANDREA LUCIA GUARÇONI



Imagem: Marble, foto de Quark.

A PROVOCAÇÃO SENSUAL DOS VERSOS DE ANDREA LUCIA GUARÇONI

LUA NUA

Sou pura, sua lua
Sou o mistério que te invade
Toda noite, nua

Sou como a lua
Invado seu quarto à noite
Totalmente nua

PROVOCAÇÃO

Deixa eu te provocar,
Deixa eu te seduzir...
Quero te conquistar e te possuir!
Entrega-te aos prazeres mundanos,
Navega pelos mundos profanos!
Teu masoquismo me atiça
Meu sadismo te enfeitiça!
Quero-te submisso a mim...
Preso, algemado, amarrado,
Vendado, vidrado e dominado!
Vem rastejante, suplicante...
Fala meu nome, grita, geme,
Contorce teu corpo, chora e treme!
Deixa eu te respingar cera quente...
Sei que gostas e sei que nada destrói...
Mas finge que sente, finge que dói!
Dou-me, também, inteira para ti...
Entrego-me, sem medo, na tua mão!
Entrego-me às tuas loucuras,
às tuas torturas, à tua dominação!
Não somos nada de mais...
Somos amantes, somos artistas,
Desfrutamos dos nossos atos,
Cumprimos os nossos tratos,
Somos, simplesmente, hedonistas!

MINHA LÍNGUA

Minha língua que percorre você
Que entra no seu ouvido
Que sussurra baixinho
Que o acaricia devagarzinho
E, desce até o pescoço
Causando-lhe alvoroço
Quando lhe dá um chupão
Arrepiando-lhe, dando-lhe tesão.
Que continua o percurso
Lambendo o peito, e o tórax
Sem desviar o curso
Indo, louca, até o falo
Que já está no embalo
Crescido dos beijos e afagos
Mas, que deseja minha língua
Sabida, saborosa e farta.
Língua que o percorre de verdade
Que saboreia seu falo com vontade
Que desliza calma e suavemente
Que brinca e encanta safadamente
Que fica salivada e tarada
Que faz do seu corpo um brinquedo
E o devora com gula e sem medo.
Língua que faz várias investidas
Que é mágica, safada e divertida
Que põe você de olhos fechados
Que deixa seus olhos revirados.
Língua que lambe tudo a contento
Que molha você em todos momentos.
Língua que pertence a mim
Que lhe ama e devora sem fim
Que lhe chupa sem preconceito
de qualquer modo,
de qualquer jeito
em qualquer posição
pronta para lhe dar tesão!
Língua que é parte da boca
que lhe sorve feito louca
que só quer lhe dar prazer
que saboreia e engole seu leite
que é seu puro deleite
que faz você viver
que o chupa até o morrer!

TUA GUEIXA

Deixa ser tua gueixa
Não terás nenhuma queixa
Devora-me feito ameixa
Enrosca nas minhas madeixas
Deixa ser tua, deixa!

Deixa ser tua escrava
Para ti, não terei trava
Me usa, abusa, me desbrava
Usa tuas unhas, me crava
Deixa ser tua, me deprava!

Deixa eu ser tua serva
Cultiva-me feito uma erva
Me rega, sempre me observa
Não me faça de reserva
Deixa ser tua, me conserva!

Deixa ser tua submissa
Me enlouquece e me enfeitiça
Com teus carinhos, me atiça
Vem para mim sem preguiça
Deixa ser tua, me cobiça!

Deixa ser tua amada
Leva-me para tua morada
Me deixe sempre aguada
Deixa te dar minha gargalhada
Deixa ser tua, só tua e mais nada!!!

SORVETE

Quero servir-me de ti
Quero sorver-te
Sorver teu leite

Quero servir-me a ti
Quero servir-te
Servir meu seio

Quero sentir teu sabor
Tua seiva, sorver-te
Quero ser teu sabor
Meu seio, servir-te
Quero ser tua serva
De mim, servir-te
De ti, servir-me
Sentir teu leite
Meu sabor, servir-te
Teu sabor, sorver-te
Sorver-te todo
Seu sabor e arte
Saborear-te e sorver-te
Saborear-te feito sorvete!

SEU GOZO

Oferta-me seu líquido precioso
Sumo do seu corpo saboroso
Que revigora minha alma
Me acende e me aviva
Me aquieta e me deixa calma
Venha com ele abundante
Minha boca o aguarda
Tarada e excitada
Nesse exato instante
Esperando a sua explosão
Adentrar-me de supetão
Invadindo minha boca sedenta
Que não mais agüenta
Impaciente de tanto tesão!

MOLHE-ME

Sentada sob a chuva, fico a desejar...
Que toda essa água que me molha agora
Viesse do seu corpo... no ato de me amar!
Molhe-me de todas as maneiras...
Ágüe e deságüe tudo sobre mim
Passe sua língua pelo meu corpo
Deixando-o molhado e gostoso
Encharque minha boca de você
Deixe sua saliva me embeber
Mate-me de me dar prazer
Deixe minha gruta molhada
Com sua saliva consagrada
Depois de deixá-la encharcada
Adentre no meu sexo já tarado
Com seu membro a mil e retesado
Faça milhares de investidas
Todas gostosas e divertidas
Entre e saia de mim sem parar
Sem fazer pausas e sem descansar
Meu sexo fica ainda mais molhado
Junto ao seu membro lubrificado
Continue a me amar como um louco
Tudo que me fizer, ainda será pouco...
Molhe-me com seu abençoado suor
Não há perfume que me seja melhor
Respingue suas gotas de tanto me amar
Molhe meu corpo aos poucos... devagar
Agora que já estamos encharcados
Devidamente excitados
Sentimos o gozo se aproximar...
Invada-me com seu líquido quente
Jorrado de modo viril e ardente
Molhando as minhas entranhas
Resultado das nossas mil artimanhas
Felicidade explodindo em paixão
Fruto e Fonte das águas do nosso tesão!
Sentada sob a chuva, fiquei a imaginar...
Se toda água que me molhou agora
Viesse do seu corpo... no ato de me amar!

MINHA MÃO

É madrugada fria...
Deitamos pelados
Juntos, agarrados
Nossos corpos se tocam
Nossas peles se provocam
Vislumbro seu falo crescido
Solitário e convidativo
Minha mão não titubeia...
Vai ao encontro do seu sexo
Que me encanta e incendeia
Minha mão não regateia...
Sabidamente o toca, o tateia
Desliza-o pra cima e pra baixo
Em movimentos calmos e ritmados
Movimentos lentos e cadenciados
Seu corpo se contorce sem querer
Num gostoso frêmito de prazer
Minha mão que não descansa...
Continua o ritmo e a dança
Do movimento gradativo
Deslizando gostosamente
Agindo mais rapidamente
No ato de descer e subir
Descer e subir, descer e subir
Pronta pra lhe servir
Minha mão que não mais sossega...
Que continua tarada e incansável
Frenética e indomável
Fazendo movimentos diversos
Torcendo e retorcendo seu membro
Provocando-lhe uma gostosa dor
Em movimentos perversos
Brindando o falo com todo ardor
Estapeando-o levemente
Sacudindo-o impiedosamente
Envolvendo-o calorosamente
Na minha mão fechada
Bem firme e apertada
O falo que já está molhado e quente
Da gota que sai saliente
Prenúncio do gozo ardente
E a mão que ainda continua...
Tocando com habilidade
Muito desejo e vontade
Mexendo bem rapidamente
Num ritmo mais frenético
No ato de subir e descer
Subir e descer,
subir e descer
Deixando-o enlouquecido
Completamente envolvido
Você nada fala... apenas, se cala
Ouço, apenas, um gemido
Vejo seus olhos revirando
Você se contorcendo
Num gostoso espasmo
Numa louca explosão
Do delicioso orgasmo
Fruto do meu toque e tesão
Lançado em borbotões
Repleto de sensações
Reavivando nossa paixão!

MELADO

Venha se perder comigo
Deitar-se ao meu lado
De um modo incontido,
Enfurecido e desavergonhado.

Venha se haver comigo
Manter meu desejo aflorado
Voltear sua língua no meu umbigo
Deixar meu sexo afogueado.

Venha se amar comigo
Com o membro em riste e assanhado
Escondê-lo no meu abrigo
De modo viril e acalorado.

Venha se encontrar comigo
Quero-o doido e arrojado...

Venha amigo...
Venha calado...

Deixe-me ser seu doce castigo
Que deixo você todo melado!

MEL

Quero satisfazer-te...
Beijar teu peito
Deslizar minha língua
Arrepiar tua pele
Percorrer-te com jeito!
Quero provocar-te...
Sugar-te com volúpia
Lamber tuas partes
Chupar-te com fúria
Deixar-te satisfeito!
Quero enlouquecer-te...
Ver teu corpo reagir
Perceber-te intumescido
Sentir teu sexo enrijecido
Saber-te louco pra explodir!
Quando estiveres pronto...
Vem com teu mel
Lambuza-me toda
Molha minhas coxas
Espalha-te sobre mim!
Despeja teus vestígios...
Também na minha boca
Que deseja sorver-te
Até a última gota
Num gozo sem fim!

LÍNGUA

Adoro sua língua safada,
assanhada e afiada
a me devorar e me adorar.
Língua que envolve meus dedos,
que me usa feito brinquedo,
que lambe meus pés delicadamente,
que molha minhas pernas sabidamente,
que me explora sem medo.
Língua que é curiosa,
é suave e saliente,
é serpente e sedosa.
Língua que vai subindo alucinada
frenética e ritmada,
rumo ao meu sexo ardente,
rumo à gruta molhada.
Língua que saboreia
cada passo desse caminho
explorando cada recôndito,
degustando cada cantinho.
Língua que me percorre com carinho
com avidez, com rapidez
deixando-me em desalinho.
Língua que me penetra com paixão
que não tem limitação
que me mata de tesão
que é pura emoção!
Língua que me xinga,
língua que me lambe
que me marca e me consome.
Língua que não é minha,
língua que é sua
mas, que já faz parte de mim.
Língua que me ama sem fim.
Língua que pertence a nós dois,
que participa do sexo
antes, durante e depois.
Língua única que me leva à lua...
língua única a me reconhecer nua!!

ENTRANHAS

Você consegue mil façanhas
Me ama, me deixa louca
Penetra na minh’alma
No meu ser, no meu âmago
Nas minhas entranhas.

Me enlouquece, me envaidece
Me ama loucamente
Me faz delirar, gritar
Penetra-me profundamente
Percorre meu corpo sem parar.

É meu amado, meu amor
Senhor do meu coração
Entrego-me a você sem pudor
Vivemos loucos momentos de tesão
Entrego-me a você com devoção

É a pessoa que me faz feliz
Que me faz gozar
Que me ama como eu sempre quis
E nas minhas entranhas...
Se divirte, faz mil artimanhas
Faz nela o seu abrigar!

DOCE DELEITE

Quero você puro prazer
Meu fetiche meu enfeite
Quero me saciar e lhe sorver
Quero seu leite... puro deleite!

Quero você puro prazer
Quero deitar e me entregar
Quero fazer e acontecer
Quero amar e quero gozar!

Quero prazer puro você
Quero sumir e me achar
Quero gemer e me contorcer
Quero gritar e me lambuzar!

Quero você puro prazer
Quero beber todo seu leite
Quero me divertir e me entreter
Quero você meu doce deleite!

DEVORE-ME

Venha me fazer mulher...
Sou sua presa,
Sua surpresa,
Sua sobremesa,
Sua dama da colher!

Prove da minha loucura
Desnude a minha doçura
Devore-me por inteira
Faça-me sua prisioneira
Explore os meus labirintos
Atice todos meus instintos
Sugue meus seios ávidos
Atreva-se de modo impávido
Traga sua língua molhada
Lambuze minha pele eriçada
Alise meu corpo quente
Beije-me de modo ardente
Deleite-se com meus recantos
Conheça meus outros encantos
Agarre-me feito um insano
Adentre meu mundo profano
Vire-me de costas como quiser
Venha me fazer sentir mulher
Percorra-me de ponta a ponta
Excite-me até eu ficar pronta
Prenda minhas mãos na cama
Penetre-me onde mais lhe chama
Debruce seu corpo sobre mim
Faça-me explodir em gozo, assim!

DESEJOS

Sentada neste computador...

Algo erótico me remete
ao sublime ato de amor
Um súbito tesão me acomete
causando-me um louco furor.

Sinto vontade de me amar
De alisar os meus seios
De eriçar os mamilos
Fazendo com gelo, rodeios
Deixando-os altivos.

Sinto vontade de continuar
De não parar neste instante
De fazer mais e mais,
de ir adiante.
Sinto vontade de me provocar
De afastar minha calcinha
De tocar meu sexo suavemente
Tateando a portinha.

Acomodo-me na cadeira
Abro as pernas lentamente
Continuo a brincadeira
Alisando-me gostosamente

Continuo a me bolinar
Num ritmo crescente
Vou mexendo sem parar
Aumentando rapidamente
Quero meu dedo depravado
Disposto a me servir
Como num passo ensaiado
Doido pra me fazer rir
O dedo bem molhado
Que não sabe ficar parado
No seu ritmo cadenciado
Penetrando-me gostoso
Brincando de entrar e sair
Cada vez mais poderoso
Agora, já ficando encharcado
Num ritmo mais vigoroso
De um jeito bem prazeroso
Não parando de ir e vir
De modo viril e furioso
Movimentando-se garboso
Sabendo que vou explodir
Num grito estrondoso
Do tesão a me invadir
Aiii...
Chegou a hora do gozo
Satisfeita, me ponho a sorrir!

ENTREGA TOTAL... (Andrea Lucia)

Entrego-me a ti sem embaraço
No teu corpo fico presa, me enlaço
Trafegas por mim com calma e rapidez
Rabiscas com teu lápis a minha tez
Entrego-me a ti sem pudor e com tesão
Gozas sobre mim com ardor e paixão
Amas que eu seja tua prisioneira

Tocas meu corpo, me deixas faceira
Omeu corpo é tua certeira moradia
Teclas sobre mim uma doce melodia
Amo ser tua e me entregar sem igual
Liberta e prisioneira na entrega total!

ANDRÉA LUCIA BARRETO GUARÇONI — A poeta, engenheira civil, mestre em Engenharia de Produção e com Especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho, Andrea Lucia Barreto Guarçoni, é carioca e trabalha atualmente no Gerenciamento de Resíduos Hospitalares. Ela participou do 1º Livro de Antologia dos Poetas Virtuais, lançado em março de 2007, em Fortaleza, do 2º Livro de Antologia dos Poetas Virtuais, lançado em dezembro, em Avaré / SP, da antologia “Poemas à Flor da Pele” (2008) e fez sua estréia no XVI Congresso Brasileiro de Poesia, participando das antologias “Poesia do Brasil – Volume 8” e “Poeta, Mostra a tua cara – Volume 5”. Ela edita o blog Encontros, reúne seu trabalho literário Recanto das Letras e tem poemas publicados no Alma de Poeta e participa do Poetas Del Mundo.

Confira mais:
Show Tataritaritatá no Palco Aberto ,
Comemorando 5 anos do Tataritaritatá e suas mais de 170 mil visitas ,
a temporada 2011 do Nitolino no Teatro ,
ARTE CIDADÃ ,
PROJETO CORDEL NA ESCOLA ,
TCC ONLINE CURSO
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MINHAS ENTREVISTAS

domingo, maio 29, 2011

MIRITA NANDI



Imagem: Na mesinha, Ricardo Bhering.

ANIVERSÁRIO DELE


Mirita Nandi


Naquela tarde de quase 10 anos atrás, os seus olhos me renderam, vendida pros seus caprichos, escrava dos seus quereres.

Como eu me perdi de minha própria vontade, não tive dúvidas: levantei a saia, arranquei a calcinha e lhe presenteei. Era aniversário dele.

Com os olhos mais agradecidos ele beijou carinhosamente a minha peça íntima e me tomou nos braços com seus lábios carentes de milênios e se apoderou de mim da minha reluzir feliz da vida.

Nunca fui tão beijada.

Sem fôlego me afastei e ele arrancou minha blusa como quem fugava da prisão condenada de sempre. E abocanhou meus seios como uma dádiva conseguida. E sugou meu umbigo como quem buscava segredos. E lambeu minhas entranhas como quem se apossava da minha vida.

Eu me dei toda pra ele. Tremi e gozei. E mais ele cavoucava o meu íntimo descobrindo todos os meus quadrantes, meridianos, trópicos e subterrâneos. Arrepiou meu alçapão, meus desvãos e fendas. Vasculhou meu corpo até me revirar entregue a todas as suas investidas. E mais tremi, mais gozei por todos os limites da galáxia.

Sem vacilo nem descanso, retomou de tudo e não deu trégua com os látegos de sua língua na minha mais infinita interioridade. Fui toda descoberta, tomada, levada, surrupiada, vilipendiada, até perder minha própria identidade que agora era totalmente sua, inteiramente nua, prazerosamente rua para ele explorar. Espalmada e pronta, fui revirada, seviciada e gozada como quem teve o sobejo do seu sêmen aguada por toda minha carne.

Como um rei vitorioso, ele esfregou seu pênis nos meus pés, pernas, coxas, seios, face, lábios e ventre.

Deixou-me lambuzada de sua água deliciosa que me aguçou a sede e não me contive adunca e necessitada, para devolver-lhe as lambidas que precisava dar para saborear sua carne, seu sexo e seu gozo. Senti-lhe espremer com as linguadas que eu dava em toda sua superfície corporal, a ponto de perceber seu sexo cada vez mais grosso, duro, pronto para me transfigurar enlouquecida de prazer. E mais castiguei sua carne oferecendo-lhe toda constelação estelar do céu da minha boca, até ele ejacular em profusão ronronando como quem esborrava para encher minha boca, garganta, estomago e espaços anímicos, preenchendo meu corpo da vitalidade mais surpreendente. Não me fiz de rogada e deixei-o estendido exangue, satisfeito, extasiado. Até que se fez dormir e eu me apropriando dos seus sonhos. Guardei para mim todos os sabores e líquidos dele. Estava premiada e ele presenteado. Deitei do lado e sonhei tudo aquilo de novo por um tempo indeterminado e pela dimensão do universo.

Enquanto eu navegava na imaginação mais gostosa que um ser humano pudesse ter, ele se aprumou em mim, recuperado e firme, enfiou-me o sexo rijo ventre adentro, indo e vindo, estocadas fortes, eu me deliciando sentindo sua respiração nas minhas faces. Que delícia de possessão a dele, rompendo minhas fortalezas, enchendo a minha volúpia e me tomando inteira de afago nos seios, força bruta entre as coxas servas para lhe servir do que quiser, até me revirar de bruços e mirando firme, penetrou-me sem reservas, agarrado aos meus ombros e impando na minha nuca dada, eu toda rasgada e a me condoer com sua fúria de guerreiro invencível, me dando por vencida até sentir-lhe o gozo quente lavar minha fraqueza de fundura alcançada.

Quedei aliviada quando ele se arrancou de mim e me prometeu novas investidas para deixar-me completamente perdida por seu jugo de meu senhor.

Veja mais no blog da Mirita Nandi.

Confira mais:
Show Tataritaritatá no Palco Aberto ,
Comemorando 5 anos do Tataritaritatá e suas mais de 170 mil visitas ,
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segunda-feira, maio 23, 2011

DIANA BALIS



Imagem: Strong Woman, foto de Marlon Santos Delai

A ALMA SAFADA DE DIANA BALIS

SORVER - TE!

Vem sorvete!
Exposta
Entre dentes,
As gotas,
Aquecendo-me,
Umedecendo o paladar.
Lambendo-te,
Em partes
Suaves.
Derrama-me no rosto
Sensual
Gosto!
Seduzido sentido.
Cai doce
Sorver-te
Na boca
Molhada!
Ingerindo-te,
Fluxo
Amor.

ALMA SAFADA

Dormi de camisola,
E acordei pelada!
Vivo só!
Será que tenho,
Alma Safada?

III

De que adianta brigar?
Enquanto durmo,
Minha alma safada, feliz da vida, marca encontros com você!

V

Seminua bate a porta
Na manhã calada e rompida
O sol invade a alma safada.

VI

Alma safada
Insone ou dormente
Só pensa no amor!

VII

Alma safada como consegue?
Amanheci com a calcinha puxada, qual córrego entre duas montanhas.
Em vez de sair a passear, hoje trouxe o amor para fazer sexo comigo!

A PORTA RECHEIA LOUCURAS

A porta recheia loucuras
A blusa sem alça recai na sua testa
A saia diminuta abocanha a boca sedenta
O corpo treme e a sombra se esvai
Colares despencam peças
Nos íntimos vapores,
Chove na fria madrugada
O tempo revela o amor
No entre braço vem o forte desejo
O alaúde na tarde,
Sente a menção honrosa
Revejo ensaios e navego ilhas
Prevejo a paixão descabida
Vem alimentar a alma com as loucuras
A porta recheia a vida,
Só aventuras.

AMOR E SEXO

O amor aponta o desejo
A marca no gosto da boca apertada
Derrete os lábios e anseios
Na cobiça, abaixo da blusa
Apitam os sinos do castelo
No encantamento da torre de marfim que se eleva
O caminho tortuoso excita a morada e abre-se
Amor e sexo escorrem no córrego da paixão
É turbulência no debate do rio
E esbanjam a vontade de mar
A estreita passagem dá sentido à espera
O tamanho é apetite guardado
O amor é completude no gozo dos astros
Navegam juntos agora as estrelas do céu.

BEIJOS

Beijos, carícias, sedução,
Aguçam o doce céu de sua boca.
Molhados, os fluidos confundem-se.
Em calmas maresias de envolventes ternuras,
Vejo-te aquecendo-me mais ardente.
Sou sua. Inteira, entregue e seduzida.
Repleta rua do seu gozo.

CORPO QUENTE CHAMA

Abraço-te e te seguro macho
Apenas ergo-te na intenção do olhar.
Te pego descalço, subo por tuas pernas
Pelos entrededos, enrolo-me aos teus cabelos,
O desejo já se mostra, somos protuberâncias.
A imagem é rósea, os lábios carnudos.
Lampejos de energias fluindo, indo e vindo.
Esfrego-me,gemo, sou sorrisos.
Apenas serei suave, entregue e sedenta.
Saberia apenas ter-me? Sem indagar-me?
Corpo quente apalpado entre as rochas cindidas chama.
O lago agora borbulha... Serão felizes maresias.
O amor por você soterrado, vulcaniza.

DELÍCIA

A ponta da sedução
Quebra ondas no meu mar
O rosto abafa e gritando
Almeja terra, água e ar
Beija-me ardente
Sorrindo eu respondo
Amo, amo, e o engano?
Delícia é doce a jorrar.

DESEJO

Inteiro!
Ao seu peito,
Agarrar-me!
No seu corpo,
Subir e descer.
Cavalgar!
Gemer,
Estremecer e
Suar!
Aguar...
Nua e
Sua!

II

Apalpe-me e alcance-me
Lança-me entre laços
A boca carnuda ao compasso
Dança encalço
Aos lábios enfrente-me,
Mulher é passo
Aberta e espreita vida
Aguarei ao sedento sentir
Tremendo, gemo. Agarre-me duro
Caindo suavemente ao canal
A imagem é o desejo carnal.

O JOGO DA SEDUÇÃO

Ela o encontrou no almoço informal.
Seu desejo era lúcido.
Ele negava o afeto, num passado de medo.
As lembranças ficaram para trás?
O tempo amarelou o desejo entre os dois?
Tudo era sensualidade: os olhares, o toque, o beijo.
Os sentimentos dela não se perderam no tempo.
O momento deveria ser de sedução.
Ele escolhe a comida japonesa cálida, porem, era intencional.
Ele não poderia agüentar mais um golpe do destino.
Há emoção brotando. Ela de novo em seus braços?
Diferente dos sonhos da adolescente apaixonada que partia,
Ela imaginava o encontro amoroso com alegria.
Ele pensava num jeito de fazê-la esquecer.
Ela o queria lembrando de tudo!
Sua comida quente eram os frutos do mar,
E muitos morangos com calda de chocolate na sobremesa.
Ela levantou-se ao toalete seduzindo-o
Ele observa-a tímido e desejoso,
Ela voltou e entregou-lhe um pacote,
Ele não poderia abri-lo naquele momento!
Eles se despediram.
O seu corpo encostado aos seios dela ofegante.
Grande sensação, as lembranças dos corpos colados,
Coxas e abraços na sensualidade, o desejo vingado no beijo.
Ela abanou os braços na despedida silenciosa.
Ele entrou no carro e sentiu o pacote macio e leve.
Sensual, ela estava de vestido curto,
Ele agora a desejava.
Lembrou-se, quem era ela?
A sua nua mulher,
Presenteou-o com a calcinha.

DIANA BALIS – A escritora, psicóloga e professora de teatro e musicalização infantil, Diana Balis, é diretora do Grupo Conto & Cena, publica seu trabalho literário no Recanto das Letras e edita o blog Diana Balis.

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a temporada 2011 do Nitolino no Teatro ,
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