quinta-feira, outubro 02, 2008

GINOFAGIA




Imagem: Anthony Guerra / Arte: Derinha Rocha.

FEBRE

Luiz Alberto Machado

Em tua carne febril de manhãs amorosas a libertação do poema pelo canto que ensaio presente em meu querer despudorado que se multiplica e nos multiplicamos na minha canção visitante civil e indômita na tua agasalhadora sedução que me faz canção no teu ouvido e a minha volúpia danada não cabe entre teus seios de setembro ensolarado porque a primavera é viva demais no meu inquieto sexo que quer lambuzar com meus poemas atiçadores a tua pele corpo e alma azul inventando a vida para provar de todo o pomar que é a tua inteira carne como a noite e renascida como o dia até tê-la desalinhada e crua, ai meu deus do céu, com teu césio 137 na velocidade 5 dançando nua no meu créu.

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