CONCÚBITO
Espero-te nas estradas dos sonhos,
Vou rasgar-te as roupas, te quero nu.
Não se ouvirão mais os sons enfadonhos,
Apenas gemidos, de norte a sul...
As minhas mãos como plumas no corpo
Desejado, amado, tão adorado...
Do prazer da carne ao trono, no topo
Dos nossos desejos mais inovados.
As bocas ousadas bebem licores...
Nós enlouquecemos neste concúbito,
Perdidos em gestos, toques, sabores...
Sou a dama, sou mulher, meretriz
Que se rende se me pegas de súbito...
Sou deusa das deusas e a mais feliz...
Tua, eternamente tua Ísis Nefelibata


