segunda-feira, janeiro 24, 2011

FABBY LIMA



Imagem: Calcinha Preta de Ana Oliver.

OS SUSSURROS PROIBIDOS DE FABBY LIMA

SIMPLESMENTE FABY LIMA

Alma clara feito à luz do dia,
Raio de desejo meu olhar irradia.
Acentuando os sonhos coloridos,
Despertando o tesão mais atrevido.

A lascívia tatua minha pele clara,
Deixando manchas pelo corpo.
Tenho na boca sem alguma espera,
O elixir servido direto do copo.

Instigando meus instintos carnais,
Bem escondidos... Do meu íntimo.
Isso faz com que queira mais,
Cada sensação é puro realismo.

Revelo no mistério o fetiche,
Na realização toda a revanche.
Quem me ver simples, não acredita,
Amo sonhar... Ser uma borboleta.

O sexo visto como algo profano,
Em mim torna-se soberano.
Para ele tenho outros planos,
Servir a quem tanto amo.

Enquanto isso não acontece,
Vejo que o meu dia perece.
Sou livre... Longe de todo o mal,
Quero ser feliz... É primordial.

Eu acredito, é o que tenho aqui,
Na certeza, tudo poderá mudar.
Meu mundo não irei transformar...
Sou simplesmente, Fabby Lima.

MEU VÍCIO

Quero o teu corpo possuir...
A todo instante!
Porque só nele o meu...
Torna-se mais excitante!
O teu prazer tem aqui.
Não tens como confundir.
Em movimentos ao sabor de mel!

Quero o teu corpo possuir...
Teu corpo é meu vício!
É assim desde o início.
Faz-me louca desde o princípio.
Não tenho como arguir!

Quero o teu corpo possuir...
Tens o poder de me persuadir!
O teu tesão sentir.
O teu líquido engolir!

Não posso me controlar.
Quero o teu corpo tocar!
Nele dispor do teu cio.
Este é o meu vício!

Desejo nesse vício continuar.
Tudo mais deixar rolar!
O teu mastro grosso chupar.
Dele deixar-me inundar!

Desejo nesse devaneio ficar!
Em teu peito me abrigar.
No teu corpo encontrei o meu lugar.
Em teu clímax me extasiar!

Desejo neste vício me perder!
Todos os dias possuir o teu prazer.
Desejo a este vício me entregar.
Só em teu corpo gozar!

VERTENTE EM MINHA BOCA

O teu sexo,

Entre meus lábios

Toma abrigo.

Bebo o teu líquido...

Vertente em minha boca.

O espumante...

Que me embriaga,

Deixando-me louca.

No teu sabor alucinante!

TOTAL

Desejo outra vez,

Sem nenhum revés.

Sentar sobre o teso pau,

Em uma luta constante.

Sendo a deliciosa...

De todas as amantes.

De forma bem graciosa...

Rebolando na invasão anal,

Em nosso gozo pleno e total.

TUA IMAGEM

Quando vejo tua imagem...
Em constante miragem.
Curto tua paisagem.
Encho-me de coragem!

Você faz-me louca.
Deixa-me desvairada.
A vida agitada.
Delírio provoca.

Minha mente distorce.
Deixando-me nesse frenesi.
Meu corpo se contorce.
O prazer desperta.
O coração aperta!

Seu perfume me envolve.
Quando te sinto aqui.
Ardo em teu desejo.
Desperto em teu beijo.
Queimo em teu fogo.
Em êxtase me afogo.

Tenho você de longe.
Seu gostar é meu.
Num platônico lance.
Gostoso como o mel.

Tua visão me contagia.
Meu corpo arrepia.
Não vejo razão.
Nesses joguinhos...
Que teimamos em arriscar!
Sempre na contramão.
Doces carinhos...
Desejando desfrutar.

Estamos perdendo tempo.
Não encontramos divertimento.
Mesmo não estando juntos.
Nos deparamos em apuros!

Quero em teu corpo gozar!
Com minhas mãos te acariciar!
Olho em outros rostos...
Tentando te encontrar.
A outro corpo...
Não quero me entregar!

Só em teu corpo:
Encontro o abrigo.
Que necessito!
Só em teu corpo:
Encontro o prazer.
Que eu preciso!

Vejo em teu olhar...
Que também me quer!
Que também deseja...
Colocar-me sob a mesa!
Comigo viver este prazer.
Comigo carícias conceder!

Meu corpo está em chamas.
Por ele teu corpo reclama.
Se pudesses agora me ver .
Iria logo perceber.
Que estou sozinha a arder!

Em teu desejo.
Com este meu jeito.
De com você me envolver.

Tua visão me contagia.
Meu corpo arrepia.
Tua imagem...
Reaviva a paisagem.

Posso te ver...
Em mil poses.
Posso até ter...

Em meus sentidos:
Os teus êxtases.
Os teus sussurros.
Em meus ouvidos:
Os teus gemidos.
Com o nosso agito:
Ouvir os teus gritos.
Ter seus delírios.
Sentir o teu corpo estremecer!
Sempre junto a mim!
Sempre perto assim!

Do teu clímax provar.
Fazer-te extasiar.
Deixar-te gozar!

Quando vejo tua imagem...
Em constante miragem.
Curto tua paisagem.
Encho-me de coragem!

Tua visão...
Em meu corpo.
Com arrojo!
Trás de volta a reação!

Olho ao meu lado.
Procuro-te...
Apenas o esperado:
tua ausência se faz doce.
Fico nesta impaciência!
Vejo que é precoce.

Sua lembrança.
Vem envolvente.
Inebriar-me.
Tão serena.
Alegremente.
O teu corpo...
Novamente.
Desejo possuir!

A todo instante...
Ter você aqui.
Nesta sensação.
Tão apaixonante!

Ter seus sussurros.
Ter seus gemidos.
Ter seu clímax.
Ter seus êxtases.
Possuir teus gozos.
Mostrar-te...
Como pode ser delicioso!

MAL ACOSTUMADA

Mal acostumada contigo fiquei!
Você percorrendo em meu corpo...
Sua língua... Deixando-me louca.
Delirante, sugando minha boca.
Suavemente sentindo o teu gozo,
Escorrendo gotas de suor,
Em nosso instante de amor!
Com teu sexo dentro de mim...gozei!

Mal acostumada contigo fiquei!
Em teus êxtases delirei...
Aventurei-me pelas tuas linhas.
Tua língua me sugando...sendo tua rainha!
Aqui...sem tua companhia durmo sozinha,
Outro dia, com você farei conchinha.
Sugarei teu sexo com maestria.
Em teu corpo, minha alma inebria.

MANINA SAPECA

Assim sou:
Menina sapeca.
Com água na boca...
Cheia de desejos e vontades.
Feito chama que em brasa arde!
Em turva ansiedade.
Desprendida de qualquer maldade.

Assim sou:
Menina sapeca.
Com água na boca...
Em ânsia de aprendizagem.
Vou fundo! Crio coragem!
Deixo a porta aberta.
Para uma nova descoberta.

Assim sou:
Menina sapeca.
Com água na boca...
Possuo jeito de criança.
Mas meu mundo.
Em uma gangorra balança.
Com heresia me subjugando!

Assim sou:
Menina sapeca.
Com água na boca...
Somente ser feliz!
Sem nenhum interesse.
Essa é a minha prece!
Foi e é o que sempre quis.

Assim sou:
Menina sapeca.
Com água na boca...
Mas quando desejas.
Mulher fatal sei ser!
Fazer o homem
Usufruir o meu prazer
Em uma volúpia selvagem!

Assim sou:
Menina sapeca.
Com água na boca...
Que de um homem.
Muito bem sei cuidar!
Esse mesmo homem.
Então faço se realizar.

Assim sou:
Menina sapeca.
Com água na boca...
Mostra-me uma boa garota.
Que tudo faz e apronta.
Quem ao meu lado ficar.
Não irá se desapontar!

Assim sou:
Menina sapeca.
Com água na boca...
Que te envolve.
Nessa ternura suave.
A vida faz enternecer.
Os sonhos fazem reviver.

FABBY LIMA – Publica seus textos literários no Recanto das Letras e no blog Sussurros Proibidos. Fabby Lima por ela mesma: “Para fugir de minha realidade, criei uma personagem dentro de mim. Querendo... Desejando... Almejando... Ser outra pessoa! Porém, sou um rascunho rabiscado com tantas tintas de várias cores, sendo uma pintura de um quadro abstrato qualquer. Onde por fora tento observar e encontrar alguma crítica plausível para todas as coisas que eu faço e até para aquelas que deixei de fazer. A cada traço tento me recriar... Em cada letra tento me reescrever... E fazer uma leitura e releitura... Mesmo que Imperfeita de mim!”

Confira mais:
Comemorando 5 anos do Tataritaritatá e suas mais de 150 mil visitas ,
Também comemorando pelas mais de 160 mil exibições e acessos no canal LAM do YouTube ,
ARTE CIDADÃ ,
As previsões do Doro para 2011 ,
PROJETO CORDEL NA ESCOLA ,
TCC ONLINE CURSO
TODO DIA É DIA DA MULHER,
CRENÇA: PELO DIREITO DE VIVER E DEIXAR VIVER,
CANTARAU: CANÇÕES DE AMOR POR ELA,
MINHAS ENTREVISTAS.

domingo, janeiro 23, 2011

DELICIAS DO PASSADO




Imagem: foto de Mirita Nandi.

A CUNHADA

Luiz Alberto Machado

Sempre fui bem recebido pelas cunhadas. Uma delas, a Valbânia, foi aquela que mais me chamou a atenção. E tudo começou por nada. Bastou certa tarde, a gente conversando, de forma inadvertida, meu braço roçou seus seios. Um choque. E me arrepiei na hora com aqueles ductos duros, provocantes, pareciam mais insistentemente me chamando praqueles assanhamentos libidinosos que nos levam ao delírio dos prazeres.

Doutra feita, estava eu vasculhando algo e ela roçou seus seios num dos meus braços. Pareceu acidental, mas era provocação demais para que eu pudesse passasse em branco, sem ao menos demonstrar que aquilo buliu com a minha libido. E, depois disso, passei a olhá-la mais fixamente, fuzil na mira, dentes aguçados, preparando os apetrechos da caça.

Uma vez flagrei sua língua lambendo os lábios e me fitando permanentemente. Fiquei sem jeito. Não sei como sua irmã não vira tudo aquilo. Eu só ficava inquieto e sem poder fazer nada, mas com toda gula armada para digerir aquele banquete que me chamava de banguelo.

Certa feita num restaurante, a namorada saiu um instante e ficamos sozinhos. O papo estava acalorado. Foi quando ela disse-me:

- Isso me dá um tesão danado...

- O quê? -, perguntei-lhe.

Não obtive resposta porque a namorada já estava de volta à mesa para continuar o papo anterior. Que coisa! Não dava uma dentro, nada de oportunidades abertas para que eu pudesse colocar meu trem nos trilhos.

Lembro bem que certa noite eu estava dormindo e me acordei com a certeza de que alguém estava me bolinando. Mas não vi ninguém. Olhei dos lados e investiguei o ambiente e nenhuma alma viva além da namorada que dormia sono solto estava ali. Nunca acreditei em fantasmas, mas desconfiava que algo de inusitado ocorrera e a minha excitação estava me atordoando.

Quando fechei os olhos percebi alguém se movimentar no ambiente, não deu pra ver quem era. Mas fiquei comigo: é a cunhada. Levantei-me, fui até o banheiro no corredor e percebi barulho de pisadas pela casa. Parei à porta e fiquei espreitando. Nada. Entrei, levantei a tampa da privada e dei descarga. Corri até a porta e fiquei de mutuca e logo percebi a porta do quarto da cunhada se fechar. Pensei comigo: vou lá? Menino, fica quieto. Não vai arrumar sarna pra se coçar. Fiquei na dúvida: vou ou não vou? E fui. Quando cheguei na porta, coloquei a mão no trinco e não tive coragem de abri-lo. Fiquei alguns segundos ali em pé, esperando qualquer reação do lado de dentro. Deu para ouvir ela se arrumando na cama. Pensei melhor e retornei pro quarto da namorada. Não seria daquela vez.

Certa tarde fui à casa da namorada e todos haviam saído, exceto a Valbânia que se encontrava lá em trajes sumários. Ela abriu-me a porta com um sorriso e me saudou com beijos à face, dando-me a oportunidade de sentir o fragor do seu perfume natural. Mais uma vez senti-lhe os seios robustos roçar os meus. Era tentação demais.

Adentramos conversando quando ela me chamou para mostrar um vídeo. Era um clipe denominado “A cunhadinha”. Não tinha a mínima idéia do que seria exibido, mais logo me deu a sensação de que se tratava de um vídeo pornô. E era. Ela sentou-se do lado e com um dos seus dedos entre os lábios, percebi que o mordiscava enquanto a atriz atuava na felação. Deu pra perceber sua excitação contaminando todos os meus nervos. Fiz de tudo para manter a sensatez e deixei que ela percebesse que eu apenas estava grudado na cena ao que parece mais a excitava.

Enquanto a cena transcorria mais ela ficava com exclamações que me deixavam numa sinuca de bico, sem saber o que fazer.

Quando o vídeo terminou, ela ousou soltar de forma espantada uma surpreendente expressão demorada: - Uau!

Fitei-lhe o rosto afogueado e eu já sem um pingo de juízo estava pronto para abocanhá-la, quando a porta abriu-se e quase todos nos flagravam ali com a boca e tudo na botija dela. Tirou um fino. O fuzuê dos que chegavam era grande e minha cabeça rodopiava com o coração na mão, os pés sem terra, o mundo todo para me condenar. E para me recompor deu trabalho. A namorada chegou aos beijos apaixonados e nem notou que estávamos ali, eu e Valbânia, prontos para virar caça e caçador um do outro. Vertigem braba.

Logo a namorada levou-nos os 3 para o bar que ficava ao lado da residência dela. Eu todo sem jeito, não sabia onde colocar as mãos, cheio de pernas, a cabeça a mil e a volúpia queimando toda minha carne.

Logo a namorada trouxe-me uma cerveja gelada e foi colocar uma música apaixonada na vitrola para mim e zarpou para arrumar as coisas lá pra dentro, deixando-nos a sós novamente. Enquanto ela tomava providências, a irmã flertava comigo.

Valbânia cada vez mais tinhosa e sensual fitava-me com a resistência de quem quer virar a cara pro perigo e me deixar em palpos de aranha. Insistia em ver-me atordoado com aquilo tudo, sacando minha agonia de ser pego pela namorada com licenciosidade pra banda da irmã dela.

Parecia uma tocaia que eu não via como sair ileso. Parecia uma armadilha para consumar a minha infidelidade. Parecia uma arapuca impossível de me desvencilhar. Estava na encruzilhada sem saída.

Foi quando para tornar a situação mais aguda, Valbânia convidou-me para dançar a canção romântica, uma daquelas da gente só ficar mexendo as pernas sem sair do lugar. Era o que ela queria. Colou seu corpo no meu e suas coxas se insinuaram firmes entre as minhas.

Senti seu ventre roçando o meu, quando meu membro ficou buliçoso e mais se avolumava com seus achegamentos safados.

No meio do nosso embalo, ela ainda teve o topete de gritar pra irmã:

- Mulher, teu namorado dança muito bem! Dá vontade da gente perder a cabeça!

Ambas riram. Minha namorada veio, deu-me um beijo na boca e disse pra irmã:

- Esse é o meu gostoso, o macho mais tesudo do universo -, e saiu nem aí pro que estava acontecendo entre eu e sua irmã.

Foi então que Valbânia aproveitou-se e mais se esfregava em mim e ninguém dando conta no recinto.

Corpos colados, ela prendia e soltava a respiração excitada no meu ouvido. Ronronava, manhava e saltava dengos roçando os lábios no meu rosto. E mais apertava o meu corpo contra o seu insinuando passos como que me levando para algum esconderijo. E rodopiava nos meus braços e me fazendo presa de seus arrochos.

Quanto mais suspirava, mais se apertava em mim caçando uma toca para se entregar, enquanto suas mãos bailavam alisamentos no meu pescoço, ombros, peito, quadris, até que uma das suas mãos deslizou por meu corpo até se apoderar do meu membro assanhado já babando rijo de deixar mancha na calça.

- Hummmm!... -, e sentiu nos dedos seus dedos o registro da minha gosma que já melava, até levá-los à boca como que degustando o meu sabor e mais ela impava, sôfrega e alucinada, ora alisando, ora apertando meu pênis já meleguento e pronto para invadir-lhe todas as intimidades.

Num rodopio maior, ela me soltou puxando para pularmos na piscina vazia. Sabia que ela estava caçando canto para nosso incêndio. E ali me beijou farta e despudoradamente remexendo o zíper da minha calça e já trazia entre as mãos o meu caralho louco por todas as suas remexidas. Loucura total. Qualquer um podia chegar à beira da piscina e ver-nos beijando abrasados. Seria o flagra e ela nem aí. Eu assustado com o risco, não conseguia conciliar a sedução e a horagá do imprevisível.

- Essa mulher é louca! -, disse-me para mim mesmo. E parece que ela leu meus pensamentos dizendo:

- Você acha que sou louca, né?

Respondi-lhe com movimento afirmativo de cabeça. Não tinha nem como dizer qualquer palavra, ela me dominava por completo.

Foi quando ela me tomou pela mão, subiu a escadaria da piscina e de forma nem aí pra quem tivesse me arrastou até o quarto que servia de depósito de bebida, abriu e mal trancou a porta, encostou-se na parede, acocorou-se e mandou beijos muitos, lambidas, abocanhadas e chupadas na minha pica com sede e fome de milênios. Confesso que esmoreci e me rendi aos seus apelos felatórios. E se alguém abrisse a porta? E se visse ali aquilo tudo acontecendo? Eu não sabia se mandava ver ou se me precavia da tragédia que seria aquilo tudo acaso fôssemos vistos.

Quando ela percebeu que eu estava para lá de excitado pronto para ejacular, ela levantou-se e me puxou para o canto arranchando-se sobre a mesa, desvencilhando-se das vestes e me trazendo para dentro de suas pernas abertas com a sua vagina quente em fogo e molhada de me deixar lavado de prazer, com um entra-e-sai de amor que me fez locomotiva louca a reverberar grunhidos loucos por seus trilhos imensuráveis, a me fazer navegação rasgando os mares rumo ao centro dos oceanos, a me fazer nave singrando o universo até o íntimo de toda galáxia perdida dentro dela.

Quando já estava por um triz ela me puxou com força, fazendo-me deitar na mesa e ela montou para cavalgar a loucura do seu desejo, gritando alto e sem-vergonha, até alcançar o ápice de seu orgasmo para meu delírio no gozo, até cair trêmula, arreada e sem fuso, totalmente estirada sobre meu corpo, transpirando como louca e com a boca no meu ouvido repetindo em sussurro: gostoso.... gostoso.... gostoso.... gostoso.... E dormiu. Eu até me esquecera de como íamos sair dessa.

Veja mais Delícias do passado (contos pornográficos)

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quarta-feira, janeiro 19, 2011

TODO DIA É DIA DA MULHER



Imagem: Venus of Urbino, 1538, do pintor da Alta Renascença italiana Ticiano (ca.1488-1576).

CRÔNICA DE AMOR POR ELA


Luiz Alberto Machado


Nada merece mais a nossa gratidão que o ventre materno, seja ela simples dona de casa alagoana ou uma resignada do mosteiro de Argenteuil.

Decerto todos nós passamos pelo canal de parturição, nós, vivos ou mortos, já viajamos nove meses na aeronave do ventre, dependentes da ternura materna até termos a consciência do oxigênio e da vida.

Nada seria interessante se não fosse o poder da concepção que elas carregam no ventre, seja ela secretária executiva de Natal ou trabalhadora de Orange.

Nada é mais admirável que a fecundação quando tudo se faz de prazer atravessando a zona pelúcida para gerar filhos da vida, adubados pelo carinho e a ternura da maternidade, seja de uma simples balconista de Terezina ou aquela de Guaratinguetá de Di Cavalcanti.

Admirável é a sua anatomia, o seu design belo de recipiente do amor e do prazer, seja ela gueixa de Kioto, Aprés le l bain de Degas ou vendedoras de frutas da Martinica. Ou mesmo a de Unamuno no banho, ou costureira do mercado de Abi Djan.

Que seja amada como uma simples rendeira de Aracati, ou mestiça do Gabão; ou tuaregue do Níger; ou ticoqueira da cana-de-açúcar.

Que seja amiga mesmo como camponesa nordestina ou do milharal do Haiti. Ou mesmo uma cachorrona sexy, maluca pauleira, fatal miss ou sedutora perversa.

Que seja malandra, dócil ou abestada, ou quitandeiras do Recife, prostitutas de Brasília ou a executante de alaúde de Caravaggio.

Sempre serão belas mesmo que seja uma simples jovem turca, ou esquimó da Groenlândia ou, mesmo, a Garota de Ipanema.

Sempre serão exuberantes mesmo na simplicidade daquela das colinas de Chittagong em Bangladesh ou aquela lavadeira de Portinari. Ou nativa birmanesa ou aquela marabá de Rodolfo Amoedo. Ou mesmo a colhedora de chá do Ceilão ou uma linda índia Kamayurá. Ou, ainda, Le bain au serail de Theodore Chasseriau.

Pode ser uma humilde tecelã de seda em Bali ou operária de qualquer montadora de São Bernardo do Campo. Ou a nômade Fars, ou humilde verdureira da feira de Caruaru.

Pode ser uma dedicada vendedora de cosméticos de Aracaju ou Nu à contre jour de Bonnard. Ou uma Diana de Lee Falk, ou a Danae de Rembrand.

Pode ser uma teimosa da vida ou Fleurs de la prairie de Maillol ou humilde enfermeira de um hospital de João Pessoa.

Pode ser uma adolescente eterna sonhadora ou a estudante de Anita Malfati ou uma nativa das ilhas Trobriand, ou a Vênus Anaduomene de Ingres ou As Artes de Van Gogh.

Que seja musa dos escritores, poetas e compositores ou mesmo uma perdida nas veredas da vida, ou Vairumati de Gaugin, Vênus de Brozino ou a que carda lã no Nepal.

Seja a Bovary de Balzac ou a dedicada submersa entre marido e filhos. Ou a Nu de Modigliani ou uma passageira de Olinda; seja a mãe de Almada Negreiros, ou de Gorki, ou Valentina de Guiido Crepax.

Seja ela Velta, ou Lôra Burra, a Vênus de Urbino de Ticiano ou Léda Atomique de Salvador Dali; ou femme de frisant de Toulouse-Lautrec; ou uma da cadeira de David Lingare.

Mas também que seja ela Safo, louca, aguerrida ou desgarrada. Que seja uma sumidade intelectual ou muçulmana de Oman, mestiça de Cuenca, mulata do Rio de Janeiro ou mesmo estabanada andrógina da noite na paulicéia desvairada.

Seja mesmo o que for: a “Mulher” de Geraldinho Azevedo & Neila Tavares, ou mesmo “Todas elas juntas num só ser” de Lenine & Carlos Rennó, ou tantas outras grandes e anônimas mulheres deste planeta, aqui só gratidão. Obrigado por existirem. Esta a minha homenagem, MULHER

TODO DIA É DIA DA MULHER – Participam da campanha Todo dia é dia da mulher famosas, anônimas, esportistas, professoras, turistas, pesquisadoras, radialistas, profissionais liberais, artistas, empresárias, jornalistas, autônomas, ilustres, ambulantes, intelectuais, mães e jovens, para todas a nossa homenagem.

Com vocês, a mulher:

MAURREN MAGGI

ANA TERRA

AMELINHA

NEILA TAVARES

SILVIANE BELLATO

MARIA ESTHER MACIEL

MARCYA HARCO

KATIA VELO

SUELI COSTA

GERUSA LEAL

CLARA REDIG

SOCORRO CUNHA

JOZI LUCKA

ARRIETE VILELA

SÔNIA MELLO

CLAUDIA TELLES

CARMEN SILVIA PRESOTTO

CYANA LEAHY

LEILA MÍCCOLIS

CRISTIANE GRANDO

JOYCE CAVALCCANTI

REGINA IGEL

IRAH CALDEIRA

MARIZA LOURENÇO

LUCINHA GUERRA

DERINHA ROCHA

DHARA – MARIA ALZIRA BARROS

SÔNIA VAN DIJCK

XÊNIA ANTUNES

ANA LUCIA VASCONCELOS

VIRNA TEIXEIRA

LUCIANA MARTINS

VANIA MOREIRA DINIZ

KARYME HASS

TAMMY LUCIANO

ALÊ CAVAGNA

TATIANA COBBETT

CLAUKY SABA

CLAUDIA COZZELLA

MARIA DAPAZ

ROGERIA HOLTZ

MONIQUE KESSOUS

DI MOSTACATTO

DRICA NOVO

ANDRÉIA KRIS

SILVILI

CATARINA MAUL

GRETA BENITEZ

BEE SCOTT

ROSANA SIMPSON

JU MOTA

ANGELA CARLOS

LU HORTA

ANA LUISA KAMINSKI

VALÉRIA TARELHO

SORAIA SILVA E SOUZA

KATYA CHAMMA

KATIA SAULES

SUZANA MAFRA

VELTA

SALETE MARIA

SYLA SYEG

RUTHE LONDON

IVALDA SILVESTRE DA SILVA

ZENAIDE MORO – DJ ZEN

SILVÂNIA MAIA DUTRA

CLÉLIA MARTINS

JAQUELINE ALVES PINTO

JANAÍNA FERREIRA DA SILVA

SANDRA SILVA

JULIANA PAIVA

SIMONE HAYASHI

ESTÉFANE CRUZ

ERIKA LAENDDER

A MULHER

VERS&PROSA PARA A MENINAZUL

TODO DIA É DIA DA MULHER

TODO DIA É DIA DA MULHER II

CRÔNICA DE AMOR POR ELA




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sexta-feira, janeiro 14, 2011

LARISSA MARQUES



IMAGENS & VERSOS: A ARTE ERÓTICA DE LARISSA MARQUES



ÁGUA

em sua boca
sou fluida
quase falida

em ventre
o gozo
quase parida

em lábios
essência
saliva

FOTOCÓPIA

tatuados
na língua
esporos teus

transcritos
em falo
de outrem



DEDICADA

faço tudo de mansinho
para ver se esse momento
passa bem devagarzinho

TEXTURA

minha pele
arrepiada
sob a sua
mordedura

ME DEIXE SOLTA

já passei do ponto de querer amores eternos, dois dedos de prosa depois do sexo não é nada mal, até presume-se estima. os laços que me prendem desatam-se do ser amado, mesmo que encontre o gozo, prazer maior em seu corpo, não há o que me prenda a ele. nem os batentes de porta ou o sufocar de seu braço. minha essência tem cheiro de láudano e evapora como. me deixe solta! se quer se deitar comigo, não só por uma noite, entenda que os olhos me prendem mais que abraços e quem tem coragem de fechá-los diante de mim, possuirá meu sorriso enquanto eu viver. não choro ao sair, deixe a porta sem tranca para que eu não precise fugir. só deixo para trás o cheiro de meus ais grudados em colcha sua!



-*-

em devaneio esgarça
engasga o verso afoito
do meu beijo
ao coito
da língua
ao ventre
quero-te meu
como o vento
de um sopro
que não posso pegar
mas sinto
arfar em pulmão
e leito
inflar o falo
e o peito.



LARISSA MARQUES – A escritora, editora, artista visual, blogueira e excelente poeta Larissa Marques comanda a Utopia Editora. Ela também edita os blogs Meus Escritos, Pacto Pagu, Tesão de Ouvido,Calamidade Visceral, Lágrimas de Dali, Sob o olhar de Cecília - Insano e Profano, Os caleidoscópios, Manufatura, Tangerina Napalm, a revista eletrônica feminina Falópios e reúne alguns de seus textos no Recanto das Letras. Todos os poemas e imagens aqui reunidas são de autoria de Larissa Marques.

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terça-feira, janeiro 11, 2011

VILMA ORZARI PIVA



Imagem: Mulher Nua, de Niceas Romeo Zanchett

OS FRUTOS DO PARAISO DE VILMA ORZARI PIVA


DEBAIXO DA PENUMBRA

Como se o mundo cantasse na minha carne
O fogo do sol em danças de lavas a queimar,
Sonhei-te aos quatro cantos da minha cama
Em febre ardorosa dos lençóis a me tocar.

Debaixo da penumbra da minha pele
Tua boca ardente no meu seio a sussurrar
Palavras molhadas junto do meu corpo
Abraçado ao teu num rito a me desvendar.

Quenturas dançantes em movimentos
Rasgando meus sete véus em sustenidos,
Requebravam reais desejos na tua clave
Regente do meu ventre num gozo derretido.

De amor e tesão em frenesis ensandecidos
Num só corpo em labaredas de alucinação
Sentindo-te explodir no meu calor incendiário
De odalisca toda nua no teu corpo de paixão.

NOSSO NINHO, NOSSO VINHO

Teus braços de amar em nosso ninho
Prendem meu corpo pelas bordas
Do gozo, na taça desse teu carinho
De avinhado gosto que me transborda.

À tua carne nua, perdida e louca,
Nas tramas das volúpias reatadas,
Pelo à pelo, bebendo em tua boca
A ebriez das nossas peles atadas.

E de tão perto sinto teu respirar,
Quente, aquecendo meus picos,
Estreitando meus seios no arfar

Do nosso sexo, gemente por amar
Noite e dia, entrelaçados, etílicos,
Nessa paixão sem nos desabraçar.


TRAGO-TE

Trago-te nessa fluidez do meu corpo
Invadido dos teus sóis em melodias
Em sintonia desejosa ao despertar
Nessa minha sentença de te amar.

Lado a lado, envolta nos teus braços
Que bem me sabes no que bem te sei
Na minha pele louca em transpiração;
Na volúpia implacável das vontades
E tu, seduzido minha boca de paixão.

Impregnado nos lençóis dos meus pelos,
Teso, na febre dos meus beijos ardis
Desnudando desejos nos teus quadris
Emprestando-me a coragem que senti,
No gozo alucinante das tuas mãos viris.

E te tenho na minha língua confessa
Traçando meus lábios no teu peito
Num deslizar de dedos em fulgores
Trilhando afrodisíacos suores
Nas reentrâncias sedentas
Do meu corpo faminto no colo teu.

FAGULHAS DA PAIXÃO

Teus lábios nos meus é um regalo
De mel desejoso, ardiloso!
É céu de emboscadas para amá-lo
Enleado do meu beijo mais ansioso.

Beijo de fazer amor contigo,
Perdida em tuas mãos sem reversas
Descobrindo-te doce castigo
Nas reentrâncias de ser tua Eva.

No paraíso do teu corpo suado,
Ofegante e louco em prontidão
Ao bote de um cio serpenteado

De fagulhas nos poros da paixão,
Estendendo-me o éden molhado
De carícias na tua língua- sedução.

MEU DENGO

Meu dengo, te tenho no meu capricho
Assanhando reentrâncias sem juízos
A morder minha boca louca de guizos
No cheiro da tua pele sou toda rabicho.

Em ti me espicho ao assalto do teu peito
Sento no teu colo e beijo-te o pescoço.
Tuas mãos nos meus seios em alvoroço
Sobem calafrios acinturados de estreitos.

Nas tuas lambidas que gemem roucas
No banho dos suores na minha anca
Entalhas-me o teu corpo molhado.

Em ondas de desejos que alavanca
Meu trote sem rédeas de potranca,
Morro nas selas do teu amor atiçado.


FRUTOS DO PARAISO

Num sopro divinal, humano e quente,
Homem, parceiro de Deus da criação;
Guardião que deita as suas sementes
A florir as terras férteis do meu chão.

Entre carícias de lençóis em beijos
Liberto teus alívios nos meus seios;
Milagre da vida na trama dos meios;
Amor perfeito entre nós sem pejos.

E sobre o altar sagrado da nossa cama
Teu corpo me seduz e me esparrama
Felicidade fecunda da maçã em chamas.

No júbilo molhado dos nossos improvisos
Ardem as sarças terrenas de avisos:
Homem e Mulher - Frutos do paraíso!

ME BEIJA E ME ABRAÇA - Rondel VIII

Me beija, amor! Me abraça forte!
Quero meu norte de enlouquecer
com teu cheiro no meu cangote,
ver o paraíso em abraços de viver.

Quero a sede da tua boca de beber
tremores em meus lábios de mote:
Me beija amor! Me abraça forte!
Quero meu norte de enlouquecer.

Quero-te e que nada mais importe
Às nossas línguas na taça à sorver
O tempo do amor que à toda sorte
Brinda gostoso esse nosso prazer.
Me beija amor! Me abraça forte!

DANÇO CONTIGO

Danço contigo de olhos fechados
A cada nota, cada palavra da canção,
Ritmada aos bailados da emoção
Num mosaico de sonhos alados.

E conduz-me enlaçada em teus braços
Na cadência dos corpos num só compasso
Acentuas gingas acinturadas ao teu laço
Rodopiando-me desejosa nos teus passos.

E respiro-te próximo da alegria e do prazer
Na música das nossas pernas movendo-nos
Na pista do ir e vir orquestrando-nos
Amantes, sedutores para um só querer.

MAR DE ZEUS

Lua e mar bailam ondas maliciosas
A pecar comigo teu corpo molhado
Nas águas de ondas ardilosas
Somos atraídos ao gozo salgado.

E deixo-te em meu corpo de pecado
Saboreando tua boca nos meus seios
Enrijeces auréolas do amor retesado
Deitas-nos arrebentações em meneios.

E dilatas-me de amor ensandecido
A deslizar teu tórax nos lábios meus
Sinto fibras, veios embevecidos,
Friccionando–me no teu mar de Zeus.

Mergulho na tua pele expandida,
Portentoso de não caber em mim,
Olho-te nas estocadas a me dizerem sim
E gozo encaixada no amor, absolvida.

POSSEIROS DE NÓS

A música regente traz o compasso
Lascivo das melodias da nossa cama
Estreitando-nos sensores de quem ama,
Corpo à corpo, pelo à pelo, passo à passo.

E capturas-me nos enleios da tua voz
Deixando-me louca, impregnada ao colchão
De loucuras dançarinas no quarto da paixão,
Entre quatro paredes, posseiros de nós.

E cadencio meu corpo junto de teus ais
De tessituras azuis e músculos aguçados
Que me apertam em requebros molhados,
Ao ritmo da boca mordiscante de teus sais.

E rodopio nas delícias faiscantes do teu peito
Gingando contigo, envolvente no meu quadril,
Fibras-me ao maciço do prazer em luas de abril
Aconchegada entre tuas pernas, meu doce leito!

AMANHECER EM TEUS ACORDES


O amanhecer das flores orvalhadas, por entre beijos guardados nas reentrâncias dos travesseiros, acorda-me perfumada de ti , e conferes minha pele nas pontas de teus dedos carinhosos, que perceptíveis expandem-se por caminhos umedecidos em tuas noturnas digitais.

Acaricias meu rosto, meus cabelos estendidos na temperatura de teus abraços reluzindo o sol sobre a cama desarrumada.

Ao som dos pássaros canto teu nome no céu da minha boca e vislumbro o amor nas paredes azuis do nosso quarto.

Sinto o néctar de nossas línguas embebidas de licores, despertando meu corpo no transpirar das gotas da tua saliva, e estremeço minhas pernas na harmonia de teus cânticos deixados sobre meu umbigo.

Afasto suavemente o lençol... Encontro sobre meus seios teu beijo tatuado num sorriso. Estendo-te minha mão. Palmo à palmo acaricio teu peito de acordes e envolves-me ao rocio dos desejos. Quero-te!

E invade-me o tremor da tua voz ancorada nos meus ouvidos, palpitando-me felicidades sobre os balcões dos dias que renascem para nos ver felizes!


VILMA ORZARI PIVA – A poeta e educadora paulista especializada na área da deficiência mental, Vilma Orzari Piva, já foi premiada no concurso Mamede Souza - Araras/SP e é integrante da Antologia de Novos Talentos da Literatura Brasileira. Edita o blog Poesias e Prosas, possui clipes no YouTube e também reúne seu trabalho literário no Recanto das Letras.

Confira mais:
Comemorando 5 anos do Tataritaritatá e suas mais de 150 mil visitas ,
Também comemorando pelas mais de 160 mil exibições e acessos no canal LAM do YouTube ,
ARTE CIDADÃ ,
As previsões do Doro para 2011 ,
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domingo, janeiro 09, 2011

O SEXO NA HISTÓRIA



O SEXO NA HISTÓRIA – O livro “O sexo na História” da historiadora e romancista escocesa Reay Tannahill (1929-2007), aborda questões de sexo e sexualidade no mundo pré-histórico, o homem tornado senhor, o Oriente Próximo, Egito e Europa de 3.000 a.C até 1100 d.C, as primeiras civilizações, a Grécia, Roma, a Igreja Cristã, Ásia até a Idade Média e o mundo árabe, China, Índia, Islã, o mundo em expansão de 1100-1800 d.C., Europa, empreendimentos imperiais, Europa e América de 1500 a 1800, delineando o presente de 1800-1980, o século XIX e o grande debate.

FONTE:
TANNAHILL, Reay. O sexo na História. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1983.

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sábado, janeiro 08, 2011

DELÍCIAS DO PASSADO



Imagem: foto de Mirita Nandi.

O INESQUECÍVEL GOZO FATAL

Luiz Alberto Machado

Como sempre, naquela noite eu estava carente dela.

Estacionei o carro na calçada e fui até sua janela onde bati chamando por seu nome.

Era madrugada.

Ela logo acordou e veio abrir o portão.

Linda fatal de sempre, trajava um vestido longo daqueles colado no corpo pronunciando suas curvas, um decote agudo deixando a mostra seus seios generosos, um lascão entre as pernas insinuando a visualização de seu segredo pélvico delicioso.

Eu lambia os beiços e tremia o corpo todo com a tesão de agarrá-la ali, beijá-la imensamente e abraçá-la com todo furor excitado que crescia dentro de mim.

Enquanto ela abria os cadeados da corrente e a fechadura, eu já imaginava destrancando todas as suas portas e tramelas, invadindo seus esconderijos corporais e me deliciando do seu transcendente prazer por todas as suas funduras.

Portão aberto, eu caí de boca sobre seus lábios sedosos num beijo profundo de paixão adiada de séculos.

Enquanto isso, eu me apossava de seu corpo e minhas mãos vasculhavam suas intimidades, tomando conta do seu corpo e de sua gostosura toda.

As plantas do jardim conferiam certa exclusividade à nossa loucura amante, mas não poupavam curiosos passantes de nos flagrar ali entregues aos remexidos mais libidinosos de nossas volúpias arraigadas.

Ela jeitosamente entregue aos beijos, dançava enlouquecida e me encaminhava em seus passos para o fundo do jardim onde poderíamos ficar à sombra de uma das colunas e lá nos acariciar safadamente até suprir todas as necessidades dos nossos corpos.

Beijávamo-nos aos montes e desbragados, agarrados um ao outro, de corpo colado e com despudor.

Percebi logo que ela sentia na sua intimidade o meu membro rijo estourando a calça, enquanto eu beijava suas faces, lábios, pele, ombros e seios, alisando seu dorso e tomando conta de toda sua carne maciça.

Logo ela tomava conta de tudo e apalpava acariciando toda extensão da minha arma em riste até abrir o zíper para conferir toda vibração do meu caralho e tocá-lo ao vivo e em cores com seus dedos macios de profissional massageadora.

Libertando o meu pênis, logo eu lhe levantava o vestido até a cintura e deixava-o roçando sua vagina orvalhada, pronta para ser explorada na minha mais irredutível expedição.

Ao se extasiar com esse contato intimo com meu cajado deslizando por toda redondeza de sua profundidade pubiana, logo ela foi arriando aos beijos por meus ombros, caixa toráxica, umbigo, ventre e encarou faminta toda minha mais astuta virilidade.

Cheguei a vê-la acocorada e vesga encarando de frente toda dureza da minha masculinidade, quando de forma terna e carinhosa começou a beijar a glande muitas vezes e levar seus beijos por toda a extensão da minha pose macha como se fosse a clava da sua felicidade mais safada.

Aos beijos ela passou a lamber minha pica de forma enternecedora, ora voraz e gulosa, ora com a suavidade de quem degusta o picolé mais saboroso dos meus desejos.

Lambia e sugava calma e ternamente, até adquirir uma sofreguidão que me roubou os sentidos e me deixou a ponto de explodir todo caldo da minha tesão insaciável.

E engolia freneticamente até alcançar o cabo da minha espada e ela ronronava brava num entre e sai dominado por sua língua poderosa que me roubava todas as forças e me deixava em êxtase perene.

Abusou mais ao manipular com propriedade as mãos esfregando minha rola enquanto lambia e engolia por inteiro, friccionando e chupando, empurrando tudo até que alcançasse sua garganta ávida e me deleitava com a promessa de um gozo inesquecível.

Com sua exímia felação eu delirava e cada vez mais ela genuflexa imprimia ritmo com frenética gula como quem rezava exaltada em busca da sua salvação, enquanto eu agoniado pelo exaspero do gozo, deixei derramar todo sêmen do prazer.

Como insatisfeita, ela se servia como quem lambia os pratos e os dedos depois do repasto, mantendo carinhosamente a chupada arfante, como quem queria que eu enlouquecesse exangue a me roubar todo senso e coerência.

Ela demorou por horas recolhendo todo resquício da minha seiva, como quem lavava com a língua todo meu pau salivado.

Por horas fiquei extasiado com o seu domínio de felatriz feliz que não queria largar meu tacape para que novas ereções emergissem e eu morresse de vez na sua boca requerente.

Essa situação emotiva se repetiu várias vezes por várias noites e anos, tornando-se ela inesquecível nas minhas fantasias e povoando todas as minhas lembranças mais prazerosas.

PS: Veja mais Rol da Paixão.

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sexta-feira, janeiro 07, 2011

POESIA ERÓTICA JOSÉ PAULO PAES



JOSÉ PAULO PAES: POESIA ERÓTICA – O livro “Poesia erótica em tradução” reunida pelo poeta, tradutor, critico literário e ensaísta José Paulo Paes (1926-1998) reúne poemas da antologia rega, Catulo, Marcial, Ovidio, da Priapéia, adivinhas medievais francesas, da poesia provençal, anônimo francês do século XV, da Carmina Burana, Aretino, Marot, do século de ouro espanhol, Rosnard, Jodele, Malherbe, Regner, Herrick, Von Logau. La Fontaine, poesia da restauração inglesa, Rousseau, Wieland, Goethe, Iriarte, Béranger, do folclore da Calábria, Belli, Gautier, Whitiman, Baudelaire, Rimbaud, Verlaine, Apolinaire, Péret, Radiguet, os limericks modernos, D. H. Lawrence, Neruda, Joyce Mansour e notas sobre os textos, autores e fontes.

FONTE:
PAES, José Paulo. Poesia erótica em tradução. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.

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quinta-feira, janeiro 06, 2011

CARLA TOSCANO



Imagem de Roberto Remiz

A CINDERELA DOS DESEJOS DE CARLA TOSCANO

EXCITAÇÃO

Há uma chama escondida no meu peito
que teima em não se apagar.
Esperando que você a toque para queimar meu corpo.
Desejando consumir esse fogo ao contato de seu corpo.
Esta chama danada que deseja somente você
que me faz sonhar todas as noites contigo,
Não sei se é paixão ou somente tesão.
Não importa, é você que quero
Para consumir meu fogo e me sossegar.
Vem cá meu menino bandido
Saciar sua menina safada,
fogosa, dengosa...
Vou sussurrar bobagens no seu ouvido
e gemer baixinho para te excitar.
pague este meu fogo, com vigor.

Vem saciar minha fome de você
quero renascer mais forte depois desse encontro
Então mais uma vez vou te procurar
Mais um convite, mais uma noite
para me perder em seus braços...

ÚNICOS DIANTE DO UNIVERSO!

Nesta noite, me vem a lembrança de ti e de nossos lábios sussurrando juras de amor;
olhares trocados, com tal profundidade,
que poderíamos ir ao núcleo de nossas almas...
O sabor de tua pele, os corpos entrelaçados,
em horas intermináveis de prazer incontido...
Um gosto de “quero mais”
sempre nos fazendo reiniciar
nosso jogo de sedução,
como duas borboletas a sair entre jardins,
lançando o encanto de nosso amor...
e, entre as flores, o aroma de nossa pele
tomada pela paixão...
Percorremos mundos imaginários
e neles fazemos o ninho de nosso amor,
que acolhe nossos desejos mais íntimos...
Incontidos pelo desejo de nos amarmos,
lançamo-nos na promessa da eternidade
e unimos nosso sangue em uma jura
que, mesmo após a morte, seremos um do outro,
guardando a essência mágica deste amor,
que suporta tudo e apresenta-se
como senhor único e nos faz
os seres únicos diante do Universo...

AMOR ROUBADO...MOMENTOS SAGRADOS

Doce desejo
Minha boca
No seu beijo
Sua boca no meu seio
sua língua...
Explorando-me
com anseio...
Meu corpo no teu corpo
sem receios
Doce paixão...
Em nossos corpos
O tesão
Para tudo, nunca é não
Por momentos profanados
Esse amor...assim roubado
E apenas por momentos...
Mais que sagrado...

SEMPRE TUA...

Ao deitar-me recordo e espero
sonhando com tuas suaves
carícias...
E tuas atitudes inesperadas a
possuir-me...
Amando-me como anjo vingador
Numa guerra de vida ou morte
A domar meus sentidos...
Saciar meus desejos
Numa troca constante de amor e
paixão...
Que s'exprime em sussurros e
gemidos...
A quase morrer de êstase nessa
sedução...
E a noite se abre em luz...
E a madrugada raia...
E então sou sempre tua...
Eternamente tua...
Todas as vezes assim.

CIO...

Noite tão bela e tão minha
Noite dos namorados, dos amantes, dosapaixonados...
A noite chega e os lobos se procuram
Na busca ofegante do cio do prazer!
Me sinto nua como o céu sem lua
cobrindo as estrelas com seu negro véu...
Quem me dera te encontrar e te amar
Entre o longo espaço dos descompassos
dessa...
espera...

Que demora tanto até mim chegar!

PRAZER ABSOLUTO (SEGUNDO ATO)

Pulverizo meu prazer em teu corpo
Como gotas de orvalho sobre a rosa
Que sente o doce frescor das manhãs
A lhe roçar a pela macia e tão formosa.
Dedilhando os teus seios eriçado
Exponho suas volúpias escondidas
E beijando o seu corpo quente a ofegar
Deixo suas entranhas enloquecidas.
Umedecidos e expostos os seus pudores
Minha boca ti consome sem se hesitar
E no clímax do prazer lascivo e absoluto,
Dos seus doces néctares vou me alimentar

DESPUDORADA

Hoje quero ser menina depravada
Não quero carinho, nem dengosQuero ser usada, e abusada por você.
Puxe meus cabelos e morda meu corpo.
Sua menina não quer delicadeza.
Ela quer ser judiada e usada como você desejar
Se quiser me chame de bandida
ordinária, safada e indecente.
Hoje você pode extrapolar.
Dizer coisas proibidas ao meu ouvido.
Quero ser tua serva nesta noite de loucuras
Não vou me importar com nada.
Quero sentir prazer,
Quero delirar nos seus braços,
Sou menina bandida no cio
procurando um homem que me satisfaça.
Mas não deixe para depois,
Não me venha com desculpas
Amanhã é outro dia,
e essa bandida terá ido embora.
Deixarei saudades em teu peito,
e minhas marcas no teu corpo.
Brinque comigo como quiser.
Explore meu corpo com vontade.
Não queira saber se voltarei
Aproveite este breve momento,
pois ele será o último de nós dois.
Não ligo para teus sentimentos.
Vem, menino, me acolhe em teus braços
Vamos delirar até que o dia amanheça
Até que meu corpo exploda exausto
Até que este tesão acabe por completo.
Respire bem fundo para sentir meu perfume.
Amanhã só existirei na sua lembrança.

DEPOIMENTO

Quero um homem... que toque minha alma...
Me exalte... não por elogio...
Mas pela sensibilidade... de perceber.
Que me dê a mão... em dias de sol...
E fique agarrado comigo... quando chover.
Quero um homem... com fome de vida...
Que a alegria... brilhe em seu olhar...
Que no seu sorriso... eu veja o amor...
Que caminhe... comigo na beira do mar.
Quero sentir... que caminhamos juntos...
Quero sentir... o vento nos cabelos...
E ver o sol... pela janela...
A lua... na cama...
As flores... no jardim.
Quero um homem... pra mim...
Que me ame... com força...
Que me solte... de leve...
Que regue... com maestria...
Pra não me podar... aos pouquinhos.
Quero um homem... que me enlouqueça...
Que de viver... não esqueça.
O comodismo... mata aos poucos
Empoeira o amor.
Quero... tão pouco
Quero nada...
Liberdade e amor...
Ir e vir...
Com você... onde for.

CARLA TOSCANO – A psicóloga, pediatra, modelo, empresária e poeta Carla Toscano edita o blog Cinderela dos Desejos e possui clipes no YouTube.



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sábado, dezembro 18, 2010

DERINHA ROCHA



Imagem: Derinha Rocha.

A PODEROSA SENSUALIDADE DE DERINHA ROCHA (1960-2010)



QUANDO O AMOR É AZUL

Luiz Alberto Machado

Quando o céu se reflete no seu olhar estrelado de imensa ternura, eu já tomado de amores, flor miosótis, sou cada vez mais o escravo que não pode viver longe do encanto que me prende a todo desvario e vertigem dos impulsos do coração abrasado de amor. E esse amor é você.

Quando o mar se aprofunda no seu ser onde corre o sangue ardente de irresistível encanto, excepcional beleza e suas íngremes e deliciosas dunas, cada vez mais, beija-flor, sou servo inteiro ao seu dispor. E meu beija-flor é você.

Quando o sol se reflete no seu riso cheio de surpresa e furor com cintilações azuladas onde você, tostada pelo fogo ardente do coração na febre do amor, trazendo meu gosto na boca, minha posse no corpo e meu desejo na alma, mais me vejo grato sangue ardente a me jogar onde quem manda é o amor. E o amor, beija-flor, está em você.



ESSA MENINA

Luiz Alberto Machado

Essa menina é feita de lua. Ela voa na rua prontinha querubin. E me apronta tlin tlin no alto da campina onde tudo é cantina feita só de si.

Ah, essa menina que dança com jeito, somente a gingar. Qual estrela lá mansa na unha matutina, desde sonsa ilumina onde antes supunha nunca existir. Ela está sempre aqui como chama na retina, como a grama que mina todo o quintal. E se faz de vestal de todos os presságios. Ela alucina ao contágio. E ela só vale ágio na sina do apelo a brilhar nos cabelos toda magia. O que eu mais queria: roubar o seu cheiro, seu secreto terreiro de tangerina. Ah, fulmina iminente – ela não é gente – é deusa a mendigar.

Essa menina é feita de mar, intensa, quiçá, real mais divina. Quando vem cabotina só me desmantela. Ela vira a janela pronta pr´eu abrir.

Essa menina chega com o olhar ardendo de vida. Quase desvalida com a boca nas asas que vaza e é guia perdidas esquinas, toda emoção repentina com o sopro de aguerrida na pele. O paladar que repele na maior febre, que tudo se quebre ao sol posto - a saliva com gosto de boa cajuína. Ela é tão traquina: o seio da boca sedenta. E venta maior ventania. E, todavia, se põe a chover: o corpo queimando o prazer.

Essa menina é feita do rio que escorre ao quadril pra me afogar. Patati, patatá, é ela que me abriga como se eu fosse a viga que ela quer sustentar.

Essa menina, bailarina da noite, em carne viva, vitalina, essa flor menina a me servir sucessivas entregas, peças que prega nos meus cinco sentidos.

Essa menina é feita de peso: a coxa tatua o desejo que as pernas eqüinas rolam sobejo do sexo azul. Eu todo taful com seus pés nos meus braços que o abraço fulmina e lateja, água que poreja tão pequenina e vira ribeirão na luz feminina. Vingo-lhe a nuca que me ilumina e ela me sorri encantada, franzina com a gula que vai da glória à ruína.

Essa menina e a mão culpada de amor. Ela brota, ereta, me socorre, me empesta. Salta da grota, na greta, virada na breca, capeta, na alvura exalta, cristalina. E tudo se arrasta, arrebata, contamina. E me larga no sopro. Meu corpo oficina. Maior serpentina de carnaval. E me faz imortal. Vem e ilumina a vida toda esquecida no meio da paixão. É quando, então, ela cisma do mundo e reduz quase tudo na palma da mão onde ela mais que altaneira me deita na esteira e me nina um milênio de paixão.

Foto/Arte (Painel): Derinha Rocha


AH, ESSES LÁBIOS...

Luiz Alberto Machado

Ah esses lábios que me fazem morango orvalhado na gula dos seus desejos incendiários e se torna alvo perfeito pelo deleite de fruta madura na sede do meu corpo.

Ah esses lábios são parcelas alquímicas no tesão que inflama a promessa de todas as delícias recônditas dos que desejam demais.

Que molhados de gozo me carregam volúpia adentro dos sabores maciços mais apetitosos no mormaço de todas minhas lascívias de verão.

São lábios bons de beijar pela reserva de mel que prova que não sou nada além da cobiça de ser sugado pela avareza dessas fatias de prazer na felação de todas as translúcidas luzes de se ser.

São bons de chupar por serem salientes amálgamas que guardam a língua profana na festa dos meus bacos ressurgidos com sua porção mágica de me fazer homem de devaneios e subverte a banda lunar do meu vulcão ardente na orgíaca saliva que me lambuza todo na folia do sêmen que brota e renasce entre o batom da carne que beija o falo e sou sol mais que no meio-dia.

Ah esses lábios querentes e requerentes de mim onde sou inteira nau adusta do dar-se em si até finar as horas na erupção de nossas vertigens em transe.



UMA CANÇÃO PRO MEU AMOR

Luiz Alberto Machado

É quando a tarde é mansa que o meu desejo acende com a gula de querer além da conta toda a sua inexprimível sedução.

É quando vou esfaimado mergulhar no seu riso de sol vasto porque nasci destinado a amá-la completa e indecentemente.

É aí que me atiro mergulhando nos seus olhos de mar que me dão seu sexo fulgurante e desesperado que emerge do seu jeito nu e completamente minha clamando com o remexido de sua dança sensual onde sou suicida de suas montanhas mais que ambicionadas.

É quando me jogo e subo por suas pernas onde semeio minhas lambidas que rebenta na minha obscenidade inescrupulosa de retê-la toda para mim até repousar no seu ventre fuviando ao alcance da minha assanhada posse demoradeira sem regresso.

É quando me extasio na sua reluzente boca que me engole varada de astúcias e bebe do meu sobejo e brinda festiva até ficar lavada por meu sêmen para sufocá-la com a minha euforia.

É quando você se faz meu abrigo porque descobri sua concha que levo comigo e me faz esfaimado hóspede que deprava seus desejos ignorando o futuro, penetrando a sua solidão e mantendo o seu trote delicioso e interminável.

E se me fosse dado o poder de refazer tudo que já fiz, eu queria nunca ter que ir embora. Mesmo que fosse tarde, mesmo que fosse nunca, ou jamais.

E se me fosse dado o poder de sonhar de novo tudo o que sonhei, jamais queria acordar, mesmo que a vida me dissesse para não valer.

E se eu tivesse que vencer um dia o invencível, só queria vencer toda sua querência quando me dá o que é para mim de nunca acabar

Porque eu tenho a sua flor e não quero que ela seja cinza na minha mão.

Porque eu tenho o seu beijo tatuado na minha alma e não quero jamais que a solidão me ensine que tudo um dia basta.

Porque eu tenho a sua dor e sorri para que nascesse o sol sempre na nossa entrega.

Eu recolhi a sua lágrima e a gente rio caudaloso que se esvaia em desejos e desencontros.

Eu vivi o seu sonho e fui com seu desespero onde tudo é o que não tem pra onde ir e ficamos juntos porque eu sempre tive a sua pele na minha alma como se nunca fosse possível arrancá-la, levando a vida que pude ter para viver.

Porque na gente a dor não vai durar pra sempre pelo que foi ou jamais será só porque ontem soubemos nos alimentar do irrefreável prazer.

Porque o azul nos salva dos abismos. E eu enlouqueci me refugiando no seu mangue irremediavelmente delirante a me fazer percorrer por seu sangue os sonhos de cão sem dono que tenho tudo na sua triunfante teia de amor impossível.

Em nós nunca caberá o aceno do adeus porque estou perdido das lembranças a me enfincar incendiado no fogo eterno de seu ser que é meu e é todo de maravilhas.

Aos saltos meu coração implode tudo e rebenta nos seus seios para que eu seja as labaredas acesas ressaltando seus dotes para sempre a me dar todos os versos e a me entregar todos os poemas. E me faz seu amo a recolher toda minha poesia saindo de sua carne e eu como bicho morto de sede e de fome miseravelmente apaixonado.



UM VERSO DESESPERADO DE AMOR PRA MENINA AZUL

(cantando Doidice de Djavan)

Luiz Alberto Machado

Por amar você, eu nunca disse tudo. E quase mudo como quem sente tanto, eu soltei meu canto procê, meninazul.

Nunca disse o tanto, nem fui capaz. Foi porque a paz que você me deu foi um ganho que nunca vi, nem senti, deu maior que o tamanho dos sentimentos que esborraram em todos os momentos como se o mar tivesse. Restou que eu me desse todo pra você, meninazul.

Foi tudo demais, mesmo eu sempre tímido, comedido, arredio. Um rio sem margens. Só aos pedaços pelas paragens, muito eu e todo seu.

Confesso sempre pouco, alma escancarada com desejo louco: um fio tênue entre o ser e o que se quer da mulher amada. E você, meu sonho de mulher, meninazul.

Saiba, eu que ganhei quando amei você. E sei: nada é por acaso por mais acidental que pareça, nada é por atraso e mais que cresça como o sol do meio dia que brilha nos meus olhos cegos de amor e me ensinaram o que não nego por amar.

Se você soubesse o alvoroço que sou de rio indomável que desemboca solto no seu coração, saberia como sou sol feliz com você.

Saiba. Não há palavra pra dizer o sentimento, porque não há como caber na vida a imensidão do seu ser em mim.

Nada há de mais lindo que seu riso ensolarando o meu e que precisa do seu jeito brando pra viver. Isso porque nada existe sem você. Só porque sou nada sem você. O melhor da vida é você. O melhor da minha vida é amar você.

Nenhum adeus nem vi. Tudo eu perdi, é muito ruim sem você. Sim, eu sou essa vida desastrada e nunca disse todo amor que me dano, que chamo e se realiza em mim com você.

E mesmo que eu grite meu último verso esperneando na imensidão do universo, resistindo na canção desesperada, repetindo o eco pela estrada e que eu insista afoito de tudo, nada será suficiente no cocuruto do horizonte, nem no reduto depois da ponte, no meu extermínio ali defronte, para entoar o canto na mais simples canção de quanto guardo em meu coração toda emoção de amar você, meninazul.





Imagem: arte de Derinha Rocha.

DERINHA ROCHA (1960-2010) – A funcionária do TJ-AL, artista visual, mulher alagoana maravilhosa e a menina azul dos meus poemas e canções Derinha Rocha (Valderes Barros Rocha), foi parceira em todos os meus projetos musiciais, teatrais e literários. Foi ela responsável por todos os painéis, fotos, imagens, cenários e parcerias que realizei nos últimos 5 anos. Aqui minha homenagem a esta mulher, parceira, mãe, fêmea e companheira 2 meses depois da sua morte ocorrida por descaso do plano de saúde HapVida (veja mais no Tudo Global e no Tataritaritatá). Derinha fica no meu coração para sempre.



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