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segunda-feira, janeiro 18, 2016

CRÔNICA DE AMOR POR ELA


CRÔNICA DE AMOR POR ELA

Luiz Alberto Machado

Nada merece mais a nossa gratidão que o ventre materno, seja ela simples dona de casa alagoana ou uma resignada do mosteiro de Argenteuil.

Decerto todos nós passamos pelo canal de parturição, nós, vivos ou mortos, já viajamos nove meses na aeronave do ventre, dependentes da ternura materna até termos a consciência do oxigênio e da vida.

Nada seria interessante se não fosse o poder da concepção que elas carregam no ventre, seja ela secretária executiva de Natal ou trabalhadora de Orange.

Nada é mais admirável que a fecundação quando tudo se faz de prazer atravessando a zona pelúcida para gerar filhos da vida, adubados pelo carinho e a ternura da maternidade, seja de uma simples balconista de Terezina ou aquela de Guaratinguetá de Di Cavalcanti.

Admirável é a sua anatomia, o seu design belo de recipiente do amor e do prazer, seja ela gueixa de Kioto, Aprés le l bain de Degas ou vendedoras de frutas da Martinica. Ou mesmo a de Unamuno no banho, ou costureira do mercado de Abi Djan.

Que seja amada como uma simples rendeira de Aracati, ou mestiça do Gabão; ou tuaregue do Níger; ou ticoqueira da cana-de-açúcar.

Que seja amiga mesmo como camponesa nordestina ou do milharal do Haiti. Ou mesmo uma cachorrona sexy, maluca pauleira, fatal miss ou sedutora perversa.

Que seja malandra, dócil ou abestada, ou quitandeiras do Recife, prostitutas de Brasília ou a executante de alaúde de Caravaggio.

Sempre serão belas mesmo que seja uma simples jovem turca, ou esquimó da Groenlândia ou, mesmo, a Garota de Ipanema.

Sempre serão exuberantes mesmo na simplicidade daquela das colinas de Chittagong em Bangladesh ou aquela lavadeira de Portinari. Ou nativa birmanesa ou aquela marabá de Rodolfo Amoedo. Ou mesmo a colhedora de chá do Ceilão ou uma linda índia Kamayurá. Ou, ainda, Le bain au serail de Theodore Chasseriau.

Pode ser uma humilde tecelã de seda em Bali ou operária de qualquer montadora de São Bernardo do Campo. Ou a nômade Fars, ou humilde verdureira da feira de Caruaru.

Pode ser uma dedicada vendedora de cosméticos de Aracaju ou Nu à contre jour de Bonnard. Ou uma Diana de Lee Falk, ou a Danae de Rembrand.

Pode ser uma teimosa da vida ou Fleurs de la prairie de Maillol ou humilde enfermeira de um hospital de João Pessoa.

Pode ser uma adolescente eterna sonhadora ou a estudante de Anita Malfati ou uma nativa das ilhas Trobriand, ou a Vênus Anaduomene de Ingres ou As Artes de Van Gogh.

Que seja musa dos escritores, poetas e compositores ou mesmo uma perdida nas veredas da vida, ou Vairumati de Gaugin, Vênus de Brozino ou a que carda lã no Nepal.

Seja a Bovary de Balzac ou a dedicada submersa entre marido e filhos. Ou a Nu de Modigliani ou uma passageira de Olinda; seja a mãe de Almada Negreiros, ou de Gorki, ou Valentina de Guiido Crepax.

Seja ela Velta, ou Lôra Burra, a Vênus de Urbino de Ticiano ou Léda Atomique de Salvador Dali; ou femme de frisant de Toulouse-Lautrec; ou uma da cadeira de David Lingare.

Mas também que seja ela Safo, louca, aguerrida ou desgarrada. Que seja uma sumidade intelectual ou muçulmana de Oman, mestiça de Cuenca, mulata do Rio de Janeiro ou mesmo estabanada andrógina da noite na paulicéia desvairada.

Seja mesmo o que for: a “Mulher” de Geraldinho Azevedo & Neila Tavares, ou mesmo “Todas elas juntas num só ser” de Lenine & Carlos Rennó, ou tantas outras grandes e anônimas mulheres deste planeta, aqui só gratidão. Obrigado por existirem. Esta a minha homenagem, MULHER.


quarta-feira, janeiro 13, 2016

CRÔNICA DE AMOR POR ELA – ENTREGA




ENTREGA


Luiz Alberto Machado
Dê-me sua mão nessa rua.

Nossos sonhos são tantos que já nem sei seguir por veleidades,

por esta eternidade de sentir só oh! tenha dó.



Sou curumim da flor de anil,

mil emoções a mil darão vigor à nossa lida,

ressurreição da vida quando valer o pó.



Por favor não vá fingir sorriso de manhã,

sou o carinho da areia na entrega do mar.

E até invadiu minhas veias o fogo de amar.



Não vá fazer do desejo agonia malsã

porque nossas mãos anunciam: o amor já está pra chegar.



Dê-me sua mão, as minhas são suas

e faça delas duas

a fonte que jamais secou.



Faça delas a alegria da vitória e do vencedor.



Faça assim no calor dos seus dias e de noite no feitiço do amor.

(Primeira Reunião: Bagaço, 1992. Poema musicado por Jucimar Luiz Siqueira – Mazinho).


 

(Veja o clipe da canção aqui & mais aqui, aqui e aqui).

 

quarta-feira, junho 10, 2015

PRESENTE DOS NAMORADOS




TODO DIA É DIA DOS NAMORADOS – Todo dia é dia de premiar a quem se ama, principalmente aquela que nos faz feliz o coração. Então, todo dia dê presente para sua namorada ou esposa ou noiva ou paixão, enfim, o amor é como uma plantinha que tem que ser regada todos os dias. Para presentear a mulher amada adquira já o livro Crônica de amor por ela – edição de luxo (capa dura com dedicatória para presenteada) e sob encomenda.

Imagem: uma leitora premiada na leitura do meu livro Crônica de amor por ela. 



Encomende já pelo mail luizalbertomachado@gmail.com ou pelo fone (082) 9606.4436.


domingo, janeiro 11, 2015

CRÔNICA DE AMOR POR ELA


CRÔNICA DE POR ELA – Vídeos do repertório do show Crônica de amor por ela.



ABERTURA: QUANDO TE VI

(Luiz Alberto Machado)

Instrumental – cordas e arranjo Jarbas Barros


(Luiz Alberto Machado)

Interpretação: cantor Ricardo Machado




(Santanna O Cantador & Luiz Alberto Machado)


(Luiz Alberto Machado)


(Luiz Alberto Machado)


(Luiz Alberto Machado sobre poema de Juareiz Correya)






(Luiz Alberto Machado)




(Jucimar Siqueira Mazinho & Luiz Alberto Machado)

Interpretação: Jucimar Siqueira Mazinho
  


(Cikó Macedo & Luiz Alberto Machado)
Interpretação: Cikó Macedo & ZeLinaldo 


(Ozi dos Palmares & Luiz Alberto Machado)
Interpretação: Ozi dos Palmares 



(Luiz Alberto Machado)
Interpretação: cantora Sonia Mello



(Luiz Alberto Machado)






(Santanna O Cantador & Luiz Alberto Machado)
Interpretação: Santanna O Cantador

(Luiz Alberto Machado) 



Veja mais aqui.  


 


domingo, novembro 03, 2013

SHOWLIVRO PROS ENAMORADOS!!!!!

SHOWLIVRO PROS ENAMORADOS!!!!! – Atenção namorados, noivos ou casados!!!!!

Dê de presente para sua namorada, noiva ou esposa o SHOWLIVRO CRÔNICA DE AMOR POR ELA

CRÔNICA DE AMOR POR ELA - Livro capa dura edição luxuosa e por encomenda com dedicatória especial para a mulher amada, acompanhado dum CD com as músicas do show.


CRÔNICA DE AMOR POR ELA – Show solo (voz e violão) para a pessoa amada.


SHOWLIVRO CRÔNICA DE AMOR POR ELA – Contatos e encomendas pelos fones (82) 8845.4611 (Oi) ou (82) 9606.4436 (Tim), ou pelo mail luizalbertomachado@gmail.com


Confira os clipes das músicas do show no YouTube1 e YouTube2.
 

terça-feira, janeiro 31, 2012

CAMPANHA TODO DIA É DIA DA MULHER



CAMPANHA TODO DIA É DIA DA MULHER – Campanha deflagrada na promoção do cambate à violência contra a mulher, culminando com as comemorações do Dia Internacional da Mulher, no dia 08 de março, e Dia Nacional da Mulher, dia 30 de abril.

Confira as homenageadas pela campanha no Crônica de amor por ela, a última entrevista realizada no Varejo Sortido e o evento no Facebook.


domingo, julho 17, 2011

ROSERLEI



Imagem: Mulher nua de Jacob Gessner (1864-1930)


ROSERLEI


Luiz Alberto Machado


Roserlei, Roserlei, seria inspiração
Feito uma atração de lady ciboney
Que jamais capturei na minha prospecção.

Seria uma revelação que nunca desvelei
Que eu jamais medrei na horta do meu leirão.

Seria uma remissão que sempre amealhei
Seria a redenção para minha grei.

Seria veneração
Feito um prelúdio em dó sustenido menor pelos os dias que abalaram o mundo dos Sergeis
A me fazer maior dos reis a ditar leis na freguesia como cantam as fantasias da minha ostentação.

Nada, Bei de Tunes sempre fui, eu sei, é meu refrão.
E sem razão, assim teimei. Em vão errei no meio da cavilação.
Virei cristão sem eira que perdeu a devoção.
Sem oração, eu me pelei pela musa nas vias de Monterrey.
Ali pequei para não ter salvação.
E fiz canção como quem doura o seu teitei.
E fui teibei como quem goza na nissei a felação.
Como quinhão: uma Jennifer Hawkins nua nas ruas de Sidney.
Nem me roguei, joguei logo a confissão: sou falso frei, não tenho salvação.
Não parei não, há muito trepei noite alta na égua mulata e desmontei.
E acertei: nela fui o pônei maior que alazão.
Fui campeão nas orgias com meu Siboney na mão: para sansei!
Eu lhe dei e ela provou como quem gostou da refeição.
Não deu outra não: eu nada sei de quem nunca amou para John Gay.

Roserlei, Roserlei, seria uma paixão
Como a que dei menino pra professora do rincão. E que gozei,
Por muitas vezes lambuzei a mão. Desde então. Ih! Saquei, a minha perdição.

Roserlei, Roserlei, seria uma canção que eu jamais cantei.
Mas eis que homem feito pelo fogo de cancão,
Sou mais forte que o maior Sansão, para enaltecer: - ei, mulher linda!
Espere ainda, hoje sou só emanação.
É que a sua altaneira expressão me pegou, eu me toquei e então,
Você é mulher entrevinda na minha exaltação!


Veja mais Crônica de amor por ela.


E veja mais novidades na Agenda da HomeLAM e os clipes do show Tataritaritatá no YouTube ou baixe todas as músicas gratuitamente na Trama.